Artigo da seção pessoas Bruno Fagundes

Bruno Fagundes

Artigo da seção pessoas
Teatro  
Data de nascimento deBruno Fagundes: 1989 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Registro fotográfico Marcus Leoni

Bruno Carvalho Fagundes (São Paulo, São Paulo, 1989). Ator. Atua predominantemente no teatro, como em Vermelho e Baixa Terapia, mas participa também de produções para cinema e televisão. Na provedora de televisão via streaming Netflix, faz uma ponta na série Sense 8 e ganha papel de destaque em 3%. Também tem projetos como cantor.

A trajetória artística de Bruno começa em 2003, na escola de teatro Incenna, onde se forma em 2006. No ano seguinte, participa de um episódio da série televisiva Carga Pesada, da Rede Globo.

Em 2014, atua em outra produção da emissora, a novela Meu Pedacinho de Chão, como o médico que chega à vila para abrir um posto de saúde e se apaixona pela professora da comunidade. 
O fato de ser filho de Antonio Fagundes (1949), ator consagrado na televisão, não influencia  Bruno a enveredar pela teledramaturgia. O teatro é seu palco favorito, no qual trabalha com mais frequência. Quando comenta sobre sua carreira, sempre demonstra mais interesse por essa linguagem artística. 

Em 2012, estreia Vermelho, peça do estadunidense John Logan (1961), encenada pelo diretor libanês Jorge Takla (1951). Bruno vive um assistente fictício do pintor de origem russa Mark Rothko (1903-1970), interpretado por Antonio Fagundes.

Em O Estado de S. Paulo, o crítico Jefferson del Rios destaca o empenho mostrado por Bruno em três cenas: quando enumera os tipos de vermelho, narra a morte do pai e enfrenta a prepotência do patrão. Na Folha de S.Paulo, Luiz Fernando Ramos escreve que Bruno rouba a cena ao brilhar no papel de assistente. Para o crítico, a atuação conjunta de pai e filho é um encontro feliz, capaz de provocar empatia no público.

Bruno atua em dois espetáculos escritos pela atriz e dramaturga Mara Carvalho (1961): Gente que Faz (2005), em que ela também assina a direção, e (2006). Em 2017, divide o palco com Mara e Antonio Fagundes na peça Baixa Terapia, cuja trama é uma espécie de sessão de terapia improvisada entre três casais, mas sem a presença da terapeuta, que falta à consulta.
Nessa mesma época, Bruno abre nova janela na vida profissional: participa de produções da provedora de televisão via streaming Netflix. A experiência começa desanimadora, pois ele não passa no teste para a série estadunidense Sense8. Entretanto, por iniciativa da diretora Lana Wachowski (1965), o ator participa de uma ponta no episódio no qual beija outro personagem masculino. Dada a repercussão midiática da cena, o ator defende que a série ajuda a quebrar preconceitos ao retratar indivíduos de origens, gêneros e orientações sexuais distintas.

Depois desse primeiro passo na carreira internacional, Bruno consegue um papel em 3%, primeira série original da Netflix produzida no Brasil. Nessa trama distópica, a Terra é apresentada como um lugar miserável e devastado. Ao completarem 20 anos, os habitantes se submetem a uma competição para ganharem a chance de migrar para Maralto, lugar paradisíaco onde se vive dignamente. Entretanto, lá só há vaga para 3% da população. Bruno interpreta André, personagem que aparece na segunda temporada. Dado como morto na primeira fase da série, sua irmã Michele, interpretada por Bianca Comparato (1985), e o espectador descobrem que, na verdade, ele está preso em Maralto.

Em entrevista à revista Rolling Stone, Bruno se mostra entusiasmado com a exposição internacional de uma produção brasileira. Comenta ainda as críticas sofridas pela série. Na opinião dele, por se tratar de um gênero com pouca tradição no país, os julgamentos são imediatistas e não levam em conta que se trata de um título com qualidade de produção internacional.

A produção de espetáculos teatrais também faz parte da trajetória de Bruno. Em Restos (2011), ele assina a assistência de produção; em Tribos (2013), Vermelho e Baixa Terapia, assina a produção executiva.

Além da atuação, Bruno gosta de cantar e tocar piano. Em 2011, estreia o show Improvável, em que apresenta sucessos de Tom Jobim (1927-1994) a Beatles.

Apesar de grande parte de sua atuação se dar no teatro, Bruno transita entre outras plataformas como séries e produções televisivas, além de explorar outras manifestações artísticas como a música.

Midias (1)

Bruno Fagundes – Série Cada Voz (2019)
Bruno Fagundes apresenta a vocação para ator como uma questão de alma. Compreende a arte como base fundamental de exercício da reflexão e de convergência de opiniões controversas no atual cenário político e social.

A Enciclopédia Itaú Cultural produz a série Cada Voz, em que personalidades da arte e cultura brasileiras são entrevistadas pelo fotógrafo Marcus Leoni. A série incorpora aspectos de suas trajetórias profissionais e pessoais, trazendo ao público um olhar próximo e sensível dos artistas.

Créditos
Presidente: Milú Villela
Diretor-superintendente: Eduardo Saron
Superintendente administrativo: Sérgio Miyazaki
Núcleo de Enciclopédia
Gerente: Tânia Rodrigues
Coordenação: Glaucy Tudda
Produção de conteúdo: Camila Nader
Núcleo de Audiovisual e Literatura
Gerente: Claudiney Ferreira
Coordenação: Kety Nassar
Produção audiovisual: Letícia Santos
Edição de conteúdo acessível: Richner Allan
Direção, edição e fotografia: Marcus Leoni
Assistência e montagem: Renata Willig

Fontes de pesquisa (5)

  • AMENDOLA, Beatriz. Bruno Fagundes fala sobre beijo gay em “Sense 8”: receio nenhum. UOL, São Paulo, 2 maio 2017. Disponível em: < https://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2017/05/02/bruno-fagundes-fala-sobre-beijo-gay-em-sense8-receio-nenhum.htm >.  Acesso em: 04 abr. 2019
  • BRAVO, Zean. Bruno Fagundes: “Já perdi trabalho por falta de seguidores no Instagram”. O Globo, Rio de Janeiro, 28 jun. 2018. Disponível em: < https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/bruno-fagundes-ja-perdi-trabalho-por-falta-de-seguidores-no-instagram-22831746 >.  Acesso em: 20 mar. 2019
  • DEL RIOS, Jefferson. Peça sobre Rothko evidencia talento de Bruno Fagundes. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 24 abr. 2012. Disponível em: < https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,peca-sobre-rothko-evidencia-talento-de-bruno-fagundes-imp-,864672 >.  Acesso em: 20 mar. 2019
  • RAMOS, Luiz Fernando. Mesmo apequenando Rothko, peça sobre o pintor surpreende com Bruno Fagundes. Folha de S.Paulo, São Paulo, 3 maio 2012. Disponível em: < https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/40583-mesmo-apequenando-rothko-peca-sobre-o-pintor-surpreende-com-bruno-fagundes.shtml >. Acesso: 20 mar. 2019
  • RODRIGUES, Stella. “Creio que temos um pouco de síndrome de vira-lata”, diz ator sobre críticas a 3%. Rolling Stone, São Paulo, 27 abr. 2018. Disponível em: < https://rollingstone.uol.com.br/edicao/edicao-140/carne-nova-pedaco-3-netlix-entrevista-segunda-temporada-sindrome-vira-lata/ >.  Acesso em: 19 mar. 2019

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • BRUNO Fagundes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa640170/bruno-fagundes>. Acesso em: 11 de Mai. 2021. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7