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Enciclopédia Itaú Cultural

Gianni Amico

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.10.2019
1933 Itália
1990 Itália / Lazio / Roma
Giovanni Battista Amico (Loano, Itália, 1933 – Roma, Itália, 1990). Diretor, produtor, roteirista e ator. Frequenta a escola primária em Gênova. Em 1960, inicia suas atividades no cinema ao organizar as Resenhas do Cinema Latino-Americano, evento que coordena até 1964.

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Giovanni Battista Amico (Loano, Itália, 1933 – Roma, Itália, 1990). Diretor, produtor, roteirista e ator. Frequenta a escola primária em Gênova. Em 1960, inicia suas atividades no cinema ao organizar as Resenhas do Cinema Latino-Americano, evento que coordena até 1964.

Em 1963, transfere-se para Roma, quando conhece o cineasta italiano Bernardo Bertolucci (1941) que lhe entrega a revisão do roteiro do filme Antes da Revolução (1964) e para quem escreve Partner (1968). Roteiriza Le Vent d'Est  (1970) do diretor francês Jean-Luc Godard (1930) e O leão de sete cabeças (1970) de Glauber Rocha (1939-1981).

Estreia na direção com o documentário Noi Insistiamo: L´Italia con Togliati (1964). Em 1965 realiza outra obra documental: Appunti per un film sul Jazz. O gênero musical norte-americano é uma das paixões do cineasta, além da música brasileira: faz para a TV italiana a obra Ah! Vem o Samba (1968). Também produz para o cinema Bahia de Todos os Sambas (1996),  dirigido por Paulo César Saraceni (1933-2012) e Leon Hirszman (1937-1987).

Gianni Amico é o principal divulgador do cinema novo na Europa nos anos 1960, com exibições nas Resenhas Latino-Americanas. Sua relação com a realidade do Brasil se dá por meio do filme Trópici [Trópicos] (1968), obra que incorpora elementos cinemanovistas.

Análise

Segundo David Neves (1938-1994), Gianni Amico é um dos maiores amigos do Brasil, de seu cinema e de sua música popular1. Esta música, ao lado do jazz norte-americano, tem presença importante em sua filmografia. Realiza obras socialmente empenhadas como os filmes sobre políticos marxistas, os italianos Antonio Gramsci (1891-1937) e Enrico Berlinguer (1922-1984).

Em Tropici, mescla documentário e ficção e aproxima-se da realidade socioeconômica do Brasil. Segundo Paula Regina Siega, a película revela-se com clara influência do cinema novo [2]. Entre elas, os filmes Vidas Secas (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos (1928); Os Fuzis (1963), de Ruy Guerra (1931); Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha (1939-1981) e Viramundo (1964-1965), de Geraldo Sarno (1938). Dialogando com essas obras, Amico tece um painel das relações entre as classes dominantes e dominadas.

A fita é dedicada a 28 diretores do cinema novo, nove cantores e compositores da música popular brasileira e ao povoado de Milagres, na Bahia. O tema central é a investigação sobre migrantes nordestinos que fogem da miséria de sua região em busca de condições melhores de vida no sul do país.

O tema da película gera a censura que impede a exibição do filme durante muito tempo. Somente na segunda metade dos anos 1980 os espectadores redescobrem essa investigação sobre a realidade nacional.

Notas

1. NEVES, David E. Inesquecível amico Gianni. In: NEVES, David E.Telégrafo visual: crítica amável de cinema. São Paulo, Editora 34, 2004. p. 344.

2.  SIEGA, Paula Regina. Trópicos (1967, Gianni Amico) um caso particular da recepção do Cinema Novo na Itália. Fênix: revista de história e estudos culturais, Uberlândia, v. 7, n. 2, maio-ago 2010. Disponível em: http://www.revistafenix.pro.br/PDF23/ARTIGO_1_PAULA_REGINA_SIEGA_FENIX_MAIO_AGOSTO_2010.pdf. Acesso em:  11 set. 2012.

Obras 1

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