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Enciclopédia Itaú Cultural
Cinema

Roberto Edgar Gervitz

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 07.07.2020
1957 Estados Unidos / Nova York / Nova York
Roberto Edgar Gervitz (Nova York, Estados Unidos, 1957). Diretor, roteirista, montador e compositor. Nasce em Nova York e, no ano seguinte, sua família muda-se para o Brasil e fixa residência em São Paulo.

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Biografia
Roberto Edgar Gervitz (Nova York, Estados Unidos, 1957). Diretor, roteirista, montador e compositor. Nasce em Nova York e, no ano seguinte, sua família muda-se para o Brasil e fixa residência em São Paulo.

Dividindo a direção com Sérgio Toledo Segall (1956), estreia no cinema com dois documentários de curta-metragem filmados em Super-8: Parada Geral (1975) e A História dos Ganha-Pouco (1977). Trabalha como assistente de montagem de Sylvio Renoldi (1942-2004) no filme Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco (1946-2016).

Seu primeiro longa-metragem é o documentário Braços Cruzados, Máquinas Paradas (1979), novamente codirigido com Sérgio Toledo. Em 1979, a fita recebe o Prêmio Fomento no Festival de Leipzig, na Alemanha Oriental.

Em 1988, leva para as telas o filme Feliz Ano Velho, baseado na obra homônima do escritor Marcelo Rubens Paiva (1959). Em 2003, apresenta ao público Jogo Subterrâneo, trabalho pelo qual recebe os prêmios de melhor direção no Festival Internacional Cinema Novo (Bélgica, 2006) e de melhor montagem no Festival de Cinema de Miami (2006).

Em 2005, trabalha na televisão para o seriado Carandiru – Outras Histórias, contribuindo com a direção dos seguintes episódios: “Induto de Natal”, “Além da Imaginação”, “Pais e Filhos” e “Gênio do Crime”.

Análise
O tema central de Braços Cruzados, Máquinas Paradas é a eleição para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo em 1978. A fita documenta a disputa pelo controle da entidade trabalhista pela chapa de oposição, na tentativa de retirar do comando o grupo aliado aos empregadores e ao governo.

Em uma sequência do filme, patrões e empregados se reúnem para uma audiência de conciliação, arbitrada por um representante do Ministério do Trabalho. A proposta de reajuste salarial do governo é rejeitada pelo representante dos metalúrgicos. O delegado, em tom acusatório, dirige-se ao metalúrgico: “Você, Ubiraci, você tem muita responsabilidade aqui, viu? Porque todos esses homens aqui [os trabalhadores] estão com a sorte deles na sua mão e na dos que falaram aqui. Pense bem nisso!”. Outro operário levanta-se e responde: “Não está apenas na responsabilidade dele. Nós estamos aqui representando a Philco inteira. Certo?”.

Essa sequência condensa o tema do documentário: de um lado, a opressão do governo que procura intimidar e culpar o representante dos trabalhadores pelas consequências da greve; de outro, a resistência do trabalhador defende a greve como decisão coletiva.

Feliz Ano Velho baseia-se no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. Para o jornalista Nelson Ascher (1958), a obra escapa da pieguice ao contar a história de um rapaz paralítico.

Jogo Subterrâneo é a adaptação do conto “Manuscrito Encontrado em um Bolso”, do escritor argentino Júlio Cortázar (1914-1984). Tendo como cenário o metrô da cidade de São Paulo, a obra conta a história de um homem que inventa um jogo para encontrar nos trens, ao acaso, a mulher de sua vida. Segundo o crítico de cinema José Geraldo Couto (1957), uma das qualidades dessa película está na habilidade com que o diretor organiza os elementos da narrativa, como enquadramento, montagem e utilização da música.

Obras 1

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Fontes de pesquisa 6

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  • GERVITZ, Roberto. Feliz ano velho: roteiro do filme. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010.
  • GERVITZ, Roberto; DURÁN, Jorge. Jogo subterrâneo: roteiro do filme. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010.
  • NAGIB, Lúcia. O cinema da retomada: depoimentos de 90 cineastas dos anos 90. São Paulo: Editora 34, 2002.
  • ORICCHIO, Luiz Zanin. Cinema de novo: um balanço crítico da retomada. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.
  • RAMOS, Fernão (org). História do Cinema Brasileiro. São Paulo: Art, 1987, p. 380-3.
  • XAVIER, Ismail. O Cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

Como citar

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