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Música

Fritz Jank

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 09.01.2017
1910 Alemanha / Bayern / Munique
1960 Brasil / São Paulo / São Paulo
Fritz August Erwin Jank (Munique, Alemanha, 1910 – São Paulo, São Paulo, 1960). Pianista e professor. Seu pai, Erwin, toca piano, é cantor e professor de canto. Influencia a formação do filho, que tem aulas com Schmidt-Lindner e Walter Courvoiser (1875-1931). Apresenta-se em público pela primeira vez aos 10 anos de idade; atua como regente assis...

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Biografia
Fritz August Erwin Jank (Munique, Alemanha, 1910 – São Paulo, São Paulo, 1960). Pianista e professor. Seu pai, Erwin, toca piano, é cantor e professor de canto. Influencia a formação do filho, que tem aulas com Schmidt-Lindner e Walter Courvoiser (1875-1931). Apresenta-se em público pela primeira vez aos 10 anos de idade; atua como regente assistente e preparador na cidade de Berna (República Checa) e, entre 1931 e 1933, como correpetidor na Ópera de Munique. Em 1935, muda-se para São Paulo, a convite do irmão mais velho, Walter, que vive na cidade desde 1921. Conhece o violinista inglês Frank Smit, com o qual se apresenta em diversas cidades do Norte e Nordeste do Brasil. Faz o primeiro recital solo no Teatro Municipal de São Paulo em 1935. Firma-se, desde então, como pianista acompanhador, solista e camerista. Destaca-se como divulgador da obra de Ludwig van Beethoven (1770-1827), sem descuidar do repertório brasileiro. Em 1945, integra o Trio São Paulo, com Gino Alfonsi (violino) e Calixto Corazza (violoncelo). Dá aulas particulares de piano desde sua chegada ao Brasil e, em 1945, é contratado pelo Conservatório Musical Carlos Gomes, onde leciona até o fim da vida. Em 1954, dá aulas, também, na Escola de Música de Piracicaba, São Paulo. Leciona, ainda, na Academia Paulista de Música, no Conservatório Estadual de Tatuí e no Colégio de Música da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), todos em São Paulo.

Comentário crítico
Antes de vir ao Brasil, Fritz Jank é, sobretudo, correpetidor de ópera. Em 1933, o diretor da Ópera de Munique escreve carta de recomendação atestando que ele é “um excelente pianista” que “domina todo o repertório de ópera”[1].

Em São Paulo, faz história em 1941, quando, a convite da Sociedade de Cultura Artística, é o primeiro pianista a executar a íntegra das sonatas para piano de Beethoven. O sucesso leva o ciclo a ser repetido na capital paulista e em outras cidades, como Belo Horizonte, Piracicaba, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador. O ciclo encerra-se com a gravação em disco, em 1968, para a Chantecler. De Beethoven, Jank também interpreta as sonatas para violino e piano completas, em parceria com Frank Smit; a totalidade das sonatas para violoncelo e piano e dos trios com piano, ao lado de Anselmo Zlatopolsky (violino) e Mário Camerini (violoncelo); e todos os concertos para piano, acompanhado pela Orquestra Sinfônica Municipal, de São Paulo, regida por Edoardo de Guarnieri.

Faz interpretações ao vivo e gravações do repertório brasileiro, com destaque para o disco como o Quarteto Municipal de São Paulo, incluindo o “Quinteto op. 18”, de Henrique Oswald (1852-1931), e o “Trio Brasileiro”, de Lorenzo Fernandez (1897-1948).

Requisitado como pianista acompanhador, apresenta-se ao lado de alguns dos principais nomes internacionais que visitam São Paulo em sua época, como Jennie Tourel, Henryk Szering, Friedrich Gulda, Ruggiero Ricci, Pierre Fournier e Christian Ferras, entre outros.

Fritz Jank é louvado pela solidez técnica e por virtudes desenvolvidas como correpetidor na Alemanha. Tais virtudes fazem dele um pianista acompanhador de referência, como a capacidade de leitura à primeira vista, de realizar reduções de partituras orquestrais e de fazer transposições de tonalidade.

Notas
[1] FERRARI, Suzana Neto. Fritz Jank: pioneirismo brasileiro na arte de acompanhar. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.

Fontes de pesquisa 2

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  • ENCICLOPÉDIA da música brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed., rev. ampl. Organização Marcos Antônio Marcondes. São Paulo: Art Editora, 1998.
  • FERRARI, Suzana Neto. Fritz Jank: pioneirismo brasileiro na arte de acompanhar. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999.

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