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Ana Cañas

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 07.02.2017
14.09.1980 Brasil / São Paulo / São Paulo
Ana Paula Hipólito Cañas (São Paulo, São Paulo, 1980). Cantora e compositora. Formada em artes cênicas pela Escola de Comunicação de Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), interessa-se pela música nos tempos da faculdade. Em 2005, protagoniza o musical Mais Ardida que Pimenta, baseado na obra de Elis Regina (1945-1982), encenado no Teatro...

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Biografia

Ana Paula Hipólito Cañas (São Paulo, São Paulo, 1980). Cantora e compositora. Formada em artes cênicas pela Escola de Comunicação de Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), interessa-se pela música nos tempos da faculdade. Em 2005, protagoniza o musical Mais Ardida que Pimenta, baseado na obra de Elis Regina (1945-1982), encenado no Teatro Laboratório da ECA.

Desiste da carreira de atriz e passa a atuar como cantora na noite paulistana. Ganha destaque a partir de uma temporada no bar Baretto, do hotel Fasano, e assina contrato com a gravadora Sony BMG.

Em 2007, lança seu CD de estreia, Amor e caos. O segundo álbum, Hein?, sai em 2009, com produção de Liminha (1951) e participações especiais de Gilberto Gil (1942) e Arnaldo Antunes (1960). A faixa “Esconderijo” (Ana Cañas) integra a trilha sonora da novela Viver a vida (2009-2010) apresentada pela TV Globo. Outras duas gravações suas também fazem parte de telenovelas. “Pra você guardei o amor” [Nando Reis(1963)], em dueto com o autor, destaca-se em Cama de Gato (2009-2010) e “Acalanto para Helena” [Chico Buarque (1944)], em Joia Rara (2013-2014), ambas na TV Globo.

Em 2010, participa do documentário En Busca del Sonido del Vviento, dirigido pelo cineasta argentino Nahuel Lerena.

Em 2012, lança Volta, seu terceiro disco. O show resultante do novo álbum tem iluminação e direção do cantor Ney Matogrosso (1941). Em 2013, o registro do espetáculo sai nos formatos CD e DVD com o título Coração Inevitável.  

Análise

A obra de Ana Cañas está sustentada por canções que apresentam influências da música brasileira, do jazz e, especialmente, do rock e do pop. Tendo como referência cantoras como Ella Fitzgerald (1917-1996) e Billie Holiday (1915-1959), sua interpretação carrega dramaticidade no repertório de andamento mais lento. Nas músicas mais ritmadas, como o rock ou rhythm ‘n’ blues, explicita melhor a sua versatilidade.  

Ana Cañas sempre aposta em releituras de standards nacionais e estrangeiros. Seus álbuns trazem “Coração vagabundo”, samba-canção de Caetano Veloso (1942); “La Vie en Rose, hino de Edith Piaf (1915-1963); “Stormy weather”, clássico jazzista extraído dos discos de Billie Holiday e “Rock and roll”, da banda inglesa Led Zeppelin.

Já em seu repertório autoral, o que prevalece é a marca da música negra norte-americana. É o caso de “Urubu rei, Mandinga não”, parceria com Flávio Rossi e Alexandre Fontanetti e “Vacina na Veia”, com Fabá Jimenez.

As letras de suas canções – baseadas nos seus poemas – tratam de temas como amor (“Cadê você?”, “Volta”), relacionamentos desfeitos (“Traidor”, “Foi Embora”), solidão (“Esconderijo”), ou exploram dúvidas banais do cotidiano ou retratos autobiográficos da cantora (“A Ana”, “Para Todas as Coisas”).

Fontes de pesquisa 4

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  • ANA CAÑAS. Site oficial da artista. Disponível em: < http://www.anacanas.com >. Acesso em: 20 fev. 2014.
  • BONFIM, Murilo. Palco vira ringue para atores de teatro e TV. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 21 set. 2013. Caderno 2, C11.
  • INSTITUTO MEMÓRIA MUSICAL BRASILEIRA. Disponível em: < http://www.memoriamusical.com.br >. Acesso em: 20 fev. 2014.
  • TOLEDO, Giuliana de. Ana Cañas lança DVD em show sensual. Folha de S.Paulo, São Paulo, 31 dez. 2013.

Como citar

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Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: