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Enciclopédia Itaú Cultural
Literatura

Regina Rheda

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 09.05.2016
1957 Brasil / São Paulo / Santa Cruz do Rio Pardo
Regina Rheda (Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 1957). Romancista, contista e tradutora. Reside no interior paulista até os 8 anos, quando sua família se muda para a grande São Paulo. Forma-se em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Nas décadas de 1980 e 1990, trabalha com cinema, vídeo e televisão...

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Biografia
Regina Rheda (Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 1957). Romancista, contista e tradutora. Reside no interior paulista até os 8 anos, quando sua família se muda para a grande São Paulo. Forma-se em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Nas décadas de 1980 e 1990, trabalha com cinema, vídeo e televisão. Como diretora e roteirista, seus curtas-metragens recebem prêmios em festivais nacionais. De 1990 a 1993, trabalha na TV Cultura, codirigindo o programa X-Tudo e dirigindo quadros do programa Castelo Rá-Tim-Bum. Em 1994, publica seu primeiro livro, Arca sem Noé: Histórias do Edifício Copan, que recebe o prêmio Jabuti e é depois publicado nos Estados Unidos. Um dos contos desse livro, “O mau vizinho”, recebe o prêmio Maison de l’Amérique Latine, da Radio France Internationale. Em 1999, muda-se para os Estados Unidos e, no ano seguinte, adere ao veganismo em defesa dos direitos animais. Traduz cerca de 400 textos sobre esse tema, além do livro Introdução aos Direitos Animais (2013), todos de autoria do acadêmico norte-americano Gary L. Francione (1954).

Análise da Trajetória
A ficção de Regina Rheda destaca-se pela abrangência temática e ironia – ora humorística, ora crítica. Arca sem Noé: Histórias do edifício Copan explora fenômenos humanos e urbanos num cenário que representa um microcosmo do Brasil pós-ditadura, notadamente no conto “O mau vizinho”. Nele, aborda o conflito entre uma idosa neurótica por limpeza, simpatizante dos militares, e seu vizinho, uma espécie de gênio maldito do teatro de resistência paulista. Dessa aproximação, Rheda logra efeitos de humor negro em um enredo inusitado.

Pau-de-arara Classe Turística (1996) pode ser interpretado como romance picaresco, transposto para os dias atuais. Tem por foco as questões da migração e da identidade. Livro que Vende (2003) mescla estilos (livros didáticos, ficção científica e poesia) em que se combinam uma intriga em prosa com um cordel pós-moderno. Humana Festa (2008) retrata o fim da exploração animal e filia-se à ecocrítica, ao pós-humanismo e aos estudos animais. Dado seu tema inovador, é considerado um romance pioneiro dos direitos animais e do veganismo.

 

Fontes de pesquisa 2

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  • REGINA RHEDA. Blog da escritora Regina Rheda. Disponível em: < http://reginarhedaescritora.blogspot.com.br/ >. Acesso em: 31 ago. 2015.
  • RHEDA Regina. Entrevista concedida pela escritora Regina Rheda a Danilo Bueno. São Paulo, 08 ago. 2015.

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