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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Graça Veloso

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
1951 Brasil / Goiás / Silvânia
BiografiaJorge das Graças Veloso (Silvânia, GO, 1951). Ator, diretor, dramaturgo e professor. Desde 1971, mora em Brasília. Decide-se pela trajetória teatral em 1973, após assistir O que Mantém um Homem Vivo, de Bertolt Brecht (1898-1956), com Renato Borghi (1937) e Esther Góes (1946) e direção de José Antonio de Souza e Renato Borghi. Entra em ...

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Biografia
Jorge das Graças Veloso (Silvânia, GO, 1951). Ator, diretor, dramaturgo e professor. Desde 1971, mora em Brasília. Decide-se pela trajetória teatral em 1973, após assistir O que Mantém um Homem Vivo, de Bertolt Brecht (1898-1956), com Renato Borghi (1937) e Esther Góes (1946) e direção de José Antonio de Souza e Renato Borghi. Entra em cena pela primeira vez em 1975, com A Construção, de Altimar Pimentel (1936-2008), sob direção de Chico Expedito, com quem mantém muitas parcerias, dentre as quais Eles Não Usam Black-Tie, de 1978. No mesmo ano, gradua-se em comunicação social pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

Atua e se destaca na cidade em várias peças, sobretudo com Esperando Godot, de Samuel Beckett (1906-1989), em 1982, sob direção de Fernando Rocha e, em 1993, com O Baile, com texto e direção de Dácio Lima. Entre 1987 e 2008, trabalha na Fundação Brasileira de Teatro. Em 1994, começa a dirigir a Cia. dos Homens. Em 1998, cria e dirige Benedito, espetáculo referencial em sua carreira. Torna-se mestre em artes cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2001. Em 2003, com Inderna de Intão, realiza mais uma obra da própria dramaturgia, com direção de B. de Paiva. Conclui doutorado em artes cênicas pela UFBA, em 2005, e desde então tem diversas de suas pesquisas publicadas em artigos e livros. Desde 2008, é professor do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB). Recebe, em 2011, a comenda Pedro Ludovico, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, pelos serviços prestados à Cultura.

Comentário Crítico
Graça Veloso é conhecido por desenvolver um trabalho, tanto artístico quanto acadêmico, baseado em pesquisas sobre teatro gestual, máscaras e etnocenologia. Dedica-se especialmente ao estudo da gestualidade dos contadores de "causos" no interior do estado de Goiás e dos ritos pertencentes ao folclore e à cultura da região. Dessas manifestações populares interessa-lhe, particularmente, as dimensões espiritual e afetiva arraigadas aos costumes da população. Todos os trabalhos desenvolvidos sobre o tema ao longo de sua vida convergem numa pesquisa de pós-doutoramento na Universidade Federal de Goiás (UFG), dedicada às visualidades das cenas nas folias do Divino Espírito Santo, no Distrito Federal e entorno goiano.

Dedicado às artes cênicas desde 1973, tem participação ativa na criação, em 1977, da Federação de Teatro Amador do Distrito Federal (Fetadif) e constrói trajetória profissional em Brasília. Sua produção é pautada na etnocenologia, estudo pelo qual observa o gesto além do aspecto físico, expressão do que "(re)aproxima o homem de sua natureza indissociável de carne/espírito e transforma seu comportamento cotidiano e extracotidiano em manifestação artística, através do drama" (Veloso, 2008, p. 16). Essa investigação tem referência explícita, por exemplo, na produção Benedito (1998), da Cia. dos Homens, cujo texto e encenação são de sua responsabilidade. A companhia mantém "seu foco principal na investigação de gestualidades encontráveis nas múltiplas manifestações espetaculares, cotidianas, extracotidianas e imaginárias da cultura brasileira".1

Sobre Graça Veloso, B. de Paiva considera que é "uma das pessoas mais autênticas da história do teatro de Brasília",2 porque seus espetáculos dialogam com as investigações acadêmicas sem se distanciar das manifestações populares. Essa integração o torna original no desbravar o repertório das manifestações culturais que valorizam o gesto e as cenas daqueles que vivem no interior, seja no Distrito Federal ou em Goiás. Tal perspectiva pode ser constatada não só nas suas interpretações, direções e dramaturgias, mas também nos livros e pesquisas publicados.

Notas
1 CARVALHO, Eliezer Faleiros. Breve panorama histórico do teatro brasiliense. In VILLAR, Fernando Pinheiro; CARVALHO, Eliezer Faleiros. Histórias do teatro brasiliense. Brasília: Artes Cênicas-IdA; UnB, 2004, p. 51-52.

2 B. DE PAIVA. Entrevista realizada por Elizângela Carrijo em 26 mai. 2005, em Luziânia/GO. 1 Mini Disc Digital Áudio (2h19min13s): estéreo. Sony. In: CARRIJO, Elizângela. (A)bordar memórias, tecer histórias: fazeres teatrais em Brasília (1970-1990). Dissertação de mestrado em História Cultural. Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de Brasília: Brasília, 2006.

Fontes de pesquisa 8

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  • B. DE PAIVA. Entrevista realizada por Elizângela Carrijo em 26 mai. 2005, Luziânia, GO. 1 Mini Disc Digital Áudio (2h19min13s): estéreo. Sony. In: CARRIJO, Elizângela. (A)bordar memórias, tecer histórias: fazeres teatrais em Brasília (1970-1990). Dissertação de mestrado em história cultural. Programa de Pós-Graduação em História, Universidade de Brasília: Brasília, 2006.
  • SANTANA, Arão Paranaguá de; VELOSO, Jorge das Graças. História da arte-educação. 1. ed. Brasília: Artes Gráficas Editora Pontual, 2009. v. 1. 60p .
  • VELOSO, Jorge das Graças. Currículo do sistema currículo Lattes. [Brasília], 10 set. 2009. Disponível em: < http://lattes.cnpq.br/7206112236857233 >. Acesso em: 14 mai. 2013.
  • VELOSO, Jorge das Graças. Memória recontada. 1. ed. Brasília: Thesaurus Editora, 2010. v. 1. 110p .
  • ______________________. A visita do divino: voto, festa, folia, espetáculo. 1. ed. Brasília: Thesaurus Editora, 2009. v. 1. 364p.
  • ______________________. Benedito: imaginário e tradição no interior de Goiás e o teatro gestual da Cia. dos Homens. 1. ed. Brasília: Thesaurus Editora, 2008. v. 300. 128p.
  • ______________________. História do teatro. 1. ed. Brasília: Athalaia, 2009. v. 600. 40p .
  • ______________________. Perguntas biográficas para verbete [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por em 11 mai. 2013.

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