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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Maurício Nogueira Lima

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.12.2020
21.04.1930 Brasil / Pernambuco / Recife
01.04.1999 Brasil / São Paulo / Campinas
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Linhas Transcendentais, 1974
Maurício Nogueira Lima
Acrílica sobre tela
80,00 cm x 80,00 cm

Maurício Nogueira Lima (Recife, Pernambuco, 1930 – Campinas, São Paulo, 1999). Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor. Transita entre a pintura e a comunicação visual, construindo trabalhos a partir da abstração geométrica, da experimentação das cores, e das imagens que percorrem os meios de comunicação de massa.

Texto

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Maurício Nogueira Lima (Recife, Pernambuco, 1930 – Campinas, São Paulo, 1999). Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor. Transita entre a pintura e a comunicação visual, construindo trabalhos a partir da abstração geométrica, da experimentação das cores, e das imagens que percorrem os meios de comunicação de massa.

Muda-se com a família para São Paulo aos 2 anos. Entre 1947 e 1950, estuda artes plásticas no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. De volta a São Paulo, em 1951, frequenta cursos de comunicação visual, desenho industrial e propaganda no Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo, onde conhece os artistas gráficos Alexandre Wollner (1928-2018) e Antônio Maluf (1926-2005), e o pintor polônes Leopold Haar (1910-1954), profissionais com quem desenvolve diversos trabalhos.

Na tela Composição 1 (1952), cria ritmos horizontais e verticais, apresentando incidências vermelhas e negras que se contrapõem à superfície branca do suporte. Gradualmente adere à pintura concreta e dedica-se a uma crescente experimentação cromática, como na tela Sem Título (1962), na qual apresenta pequenos quadrados em ocre, azul e verde, distribuídos sobre um fundo vermelho. O uso das cores complementares faz com que a pintura apresente um grande efeito de vibração cromática.

A convite do artista italiano Waldemar Cordeiro (1925-1973) integra, em 1953, o Grupo Ruptura e participa de diversas mostras de arte concreta, além de Bienais e Salões Paulista de Arte Moderna. Estuda arquitetura na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, entre 1953 e 1957. No ano seguinte, é responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit), em São Paulo. Em 1960, realiza as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel e é convidado pelo designer suíço Max Bill (1908-1994) a tomar parte na retrospectiva Konkrete Kunst, inaugurada em junho no museu Helmhaus, em Zurique. 

A partir de 1964, apropria-se de imagens dos meios de comunicação de massa e constrói trabalhos de alto impacto visual e figurativos, com temas como ídolos do cinema, do futebol e da música pop, além de denúncias contra a ditadura civil-militar. Participa da mostra Proposta 65 (1965), organizada por Waldemar Cordeiro na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Em 1967, integra a mostra Nova Objetividade Brasileira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), e assina o manifesto coletivo “Declaração de Princípios Básicos da Nova Vanguarda”. Retoma a abstração geométrica como tema artístico em 1973, porém com maior liberdade formal.

Ainda na década de 1970, leciona, entre outras escolas, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), onde cursa mestrado e doutorado na área de estruturas ambientais urbanas, mas não os conclui. Compõe a segunda versão de Objeto Rítmico n. 2 (1974), obra realizada originalmente em 1952, com formas geométricas regulares que se alternam entre as cores amarela e preta. Pela simetria e repetição de um padrão gráfico, o conjunto oferece ao espectador a ilusão óptica de um movimento em espiral.

Nos anos 1980 e 1990, realiza diversos trabalhos em espaços públicos, como a Praça Roosevelt, o Largo São Bento, estações de metrô e no Elevado Costa e Silva, todos em São Paulo.

O artista explora em suas pinturas a oposição entre pequenas áreas de luz e de cor e amplas extensões cromáticas. Como aponta o artista plástico Claudio Tozzi (1944), as obras de Maurício Nogueira Lima são projetadas com base em uma geometria sensível e executadas em gestos leves, revelando um trabalho intimista e reflexivo.

Maurício Nogueira Lima tem variada atuação no campo das artes visuais. Suas composições expandem os limites da abstração geométrica e ilustram, entre outros temas, o momento histórico e os ídolos populares dos meios de comunicação de massa de sua época.

Obras 13

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Aberturas Reversas

Acrílica sobre tela colocada em aglomerado
Reprodução Fotográfica Iara Venanzi/ Itaú Cultural

Futebol Gol do Pelé

Tinta em massa e acrílica sobre tela

Exposições 161

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Feiras de arte 1

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Palestras 1

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Fontes de pesquisa 16

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  • 5 PINTORES de vanguarda. Apresentação Carlos Scarinci. Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, 1965. [8] p., s. il.
  • AMARAL, Aracy (org.). Arte construtiva no Brasil - Constructive art in Brazil. Tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: Companhia Gráfica Melhoramentos: DBA Artes Gráficas, 1998. (Coleção Adolpho Leirner).
  • AMARAL, Aracy (org.). Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo: perfil de um acervo. Texto Aracy Amaral, Sônia Salzstein. São Paulo: Techint Engenharia, 1988. 391 p., il.color.
  • AMARAL, Aracy (org.). Projeto Construtivo Brasileiro na arte (1950-1962). Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna; São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1977.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo: vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro. Tradução Lia Wyler. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. (Temas e debates, 4).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LIMA, Maurício Nogueira. 77 pinturas. Apresentação Olívio Tavares de Araújo. São Paulo: Galeria de Arte Global, 1977. 2 folhas dobradas, il. p.b., color.
  • LIMA, Maurício Nogueira. Maurício Nogueira Lima. Apresentação Sérgio Niceli; apresentação Claudio Tozzi. São Paulo: Edusp, 1995. 109 p., il. color. (Artistas da USP, 2).
  • LIMA, Maurício Nogueira. Maurício Nogueira Lima: pinturas. Campinas: Galeria Aremar, 1962.
  • PONTUAL, Roberto. Arte/ Brasil/ hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

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