Artigo da seção pessoas Maurício Nogueira Lima

Maurício Nogueira Lima

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Artes visuais  
Data de nascimento deMaurício Nogueira Lima: 21-04-1930 Local de nascimento: (Brasil / Pernambuco / Recife) | Data de morte 01-04-1999 Local de morte: (Brasil / São Paulo / Campinas)
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Objeto Rítmico nº 1 , 1953 , Maurício Nogueira Lima
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Maurício Nogueira Lima (Recife, Pernambuco, 1930 – Campinas, São Paulo, 1999). Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor. Transita entre a pintura e a comunicação visual, construindo trabalhos a partir da abstração geométrica, da experimentação das cores, e das imagens que percorrem os meios de comunicação de massa.

Muda-se com a família para São Paulo aos 2 anos. Entre 1947 e 1950, estuda artes plásticas no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. De volta a São Paulo, em 1951, frequenta cursos de comunicação visual, desenho industrial e propaganda no Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo, onde conhece os artistas gráficos Alexandre Wollner (1928-2018) e Antônio Maluf (1926-2005), e o pintor polônes Leopold Haar (1910-1954), profissionais com quem desenvolve diversos trabalhos.

Na tela Composição 1 (1952), cria ritmos horizontais e verticais, apresentando incidências vermelhas e negras que se contrapõem à superfície branca do suporte. Gradualmente adere à pintura concreta e dedica-se a uma crescente experimentação cromática, como na tela Sem Título (1962), na qual apresenta pequenos quadrados em ocre, azul e verde, distribuídos sobre um fundo vermelho. O uso das cores complementares faz com que a pintura apresente um grande efeito de vibração cromática.

A convite do artista italiano Waldemar Cordeiro (1925-1973) integra, em 1953, o Grupo Ruptura e participa de diversas mostras de arte concreta, além de Bienais e Salões Paulista de Arte Moderna. Estuda arquitetura na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, entre 1953 e 1957. No ano seguinte, é responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit), em São Paulo. Em 1960, realiza as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel e é convidado pelo designer suíço Max Bill (1908-1994) a tomar parte na retrospectiva Konkrete Kunst, inaugurada em junho no museu Helmhaus, em Zurique. 

A partir de 1964, apropria-se de imagens dos meios de comunicação de massa e constrói trabalhos de alto impacto visual e figurativos, com temas como ídolos do cinema, do futebol e da música pop, além de denúncias contra a ditadura civil-militar. Participa da mostra Proposta 65 (1965), organizada por Waldemar Cordeiro na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Em 1967, integra a mostra Nova Objetividade Brasileira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), e assina o manifesto coletivo “Declaração de Princípios Básicos da Nova Vanguarda”. Retoma a abstração geométrica como tema artístico em 1973, porém com maior liberdade formal.

Ainda na década de 1970, leciona, entre outras escolas, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), onde cursa mestrado e doutorado na área de estruturas ambientais urbanas, mas não os conclui. Compõe a segunda versão de Objeto Rítmico n. 2 (1974), obra realizada originalmente em 1952, com formas geométricas regulares que se alternam entre as cores amarela e preta. Pela simetria e repetição de um padrão gráfico, o conjunto oferece ao espectador a ilusão óptica de um movimento em espiral.

Nos anos 1980 e 1990, realiza diversos trabalhos em espaços públicos, como a Praça Roosevelt, o Largo São Bento, estações de metrô e no Elevado Costa e Silva, todos em São Paulo.

O artista explora em suas pinturas a oposição entre pequenas áreas de luz e de cor e amplas extensões cromáticas. Como aponta o artista plástico Claudio Tozzi (1944), as obras de Maurício Nogueira Lima são projetadas com base em uma geometria sensível e executadas em gestos leves, revelando um trabalho intimista e reflexivo.

Maurício Nogueira Lima tem variada atuação no campo das artes visuais. Suas composições expandem os limites da abstração geométrica e ilustram, entre outros temas, o momento histórico e os ídolos populares dos meios de comunicação de massa de sua época.

Outras informações de Maurício Nogueira Lima:

  • Outros nomes
    • Maurício Nogueira Lima
    • Maurício N. Lima
    • Nogueira Lima
  • Habilidades
    • Pintor
    • Arquiteto
    • Artista gráfico
    • Artista visual
    • Desenhista
    • Gravador
    • Professor
  • Relações de Maurício Nogueira Lima com outros artigos da enciclopédia:

Obras de Maurício Nogueira Lima: (13) obras disponíveis:

Exposições (157)

Artigo sobre Arte Moderna no Brasil

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioArte Moderna no Brasil: 16-09-1957  |  Data de término | 06-10-1957
Resumo do artigo Arte Moderna no Brasil:

Museo de Arte Contemporáneo (Santiago, Chile)

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Eventos relacionados (2)

Artigo sobre sp-arte 2010

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (16)

  • 5 PINTORES de vanguarda. Apresentação Carlos Scarinci. Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, 1965. [8] p., s. il. 
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  • AMARAL, Aracy (org.). Projeto Construtivo Brasileiro na arte (1950-1962). Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna; São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1977.
  • ARTE no Brasil. Apresentação de Pietro Maria Bardi e Pedro Manuel. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo: vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro. Tradução Lia Wyler. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. (Temas e debates, 4).
  • CAVALCANTI, Carlos (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: MEC / INL, 1974. v.2: D a L. (Dicionários especializados, 5).
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LIMA, Maurício Nogueira. 77 pinturas. Apresentação Olívio Tavares de Araújo. São Paulo: Galeria de Arte Global, 1977. 2 folhas dobradas, il. p.b., color.
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  • LIMA, Maurício Nogueira. Maurício Nogueira Lima: pinturas. Campinas: Galeria Aremar, 1962.
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  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.
  • ZANINI, Walter (Org). História geral da arte no Brasil. Apresentação de Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles: Fundação Djalma Guimarães, 1983.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MAURÍCIO Nogueira Lima. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa6094/mauricio-nogueira-lima>. Acesso em: 07 de Mar. 2021. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7