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Enciclopédia Itaú Cultural
Música

Rafael Gallo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.08.2015
1981 Brasil / São Paulo / São Paulo
Rafael Eduardo Gallo (São Paulo, SP, 1981). Contista, compositor, produtor musical e professor. Aos quatro anos, muda-se com os pais para Bauru, interior de São Paulo, retornando à capital paulista em 2004, quando ingressa na Faculdade de Música da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

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Biografia
Rafael Eduardo Gallo (São Paulo, SP, 1981). Contista, compositor, produtor musical e professor. Aos quatro anos, muda-se com os pais para Bauru, interior de São Paulo, retornando à capital paulista em 2004, quando ingressa na Faculdade de Música da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

Conclui o curso em 2009, e passa a atuar como designer de som e compositor de trilhas musicais para TV, cinema e publicidade. Entre 2011 e 2012, atua como professor no curso superior Tecnológico em Produção Audiovisual das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e, em 2012, como professor substituto no curso superior de Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Vive entre Bauru e São Paulo, onde trabalha e cursa o mestrado em Meios e Processos Audiovisuais na Universidade de São Paulo (USP). Seu livro Réveillon e Outros Dias é ganhador do Prêmio Sesc de Literatura, na categoria contos, em 2011.

Comentário crítico
Réveillon e Outros Dias (2012), estreia literária de Rafael Gallo, questionam os limites da linguagem diante de situações extremas. Ora o humor ressalta o absurdo de certas relações sociais, ora o lirismo efetua mergulhos na interioridade das personagens.

No conto de abertura, “Réveillon”, a linguagem de sinais desenvolvida por pai e filho é o que permite um real e profundo último encontro. Sob o estímulo da passagem de ano e da partida próxima do filho para outro país, o homem idoso, recentemente enviuvado, e o jovem mudo logram expressar intensa e livremente seu afeto. Diverso é o caso de “Espiral”, delicado retrato da incestuosa relação entre mãe e filho, e de “Violentada”, sobre um relacionamento amoroso incapaz de perdurar após a mulher sofrer um estupro: em ambos os textos, as palavras não bastam para tocar o cerne dos conflitos.

“O Vendedor” e “A Lâmpada que Nunca Queima”, narrativas centradas na exterioridade dos fatos,  tematizam a relação do sujeito com o jogo de poder que sustenta a sociedade. Embora o retrato do inusitado permaneça, é a lição sentimental que sobressai na trajetória das personagens: “O mundo não vai cuidar da nossa vida também, nós é que vamos”.1

Fundado numa escrita trabalhada e empenhada em buscar o amadurecimento, Réveillon e Outros Dias apresenta estilos e argumentos diversos – os dez contos, porém, têm em comum o problema formulado por uma das personagens: diante da intensidade das experiências, “os nomes dados às coisas e aos dias não significam muito”.2

Notas
1 GALLO, Rafael. Réveillon e outros dias.São Paulo: Record, 2012.
2 Idem.

Fontes de pesquisa 3

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