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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Antonio Gomide

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 10.05.2017
03.08.1895 Brasil / São Paulo / Itapetininga
31.08.1967 Brasil / São Paulo / Ubatuba
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Figuras, 1920
Antonio Gomide
Óleo sobre tela
195,00 cm x 210,00 cm

Antonio Gonçalves Gomide (Itapetininga, São Paulo, 1895 - Ubatuba, São Paulo, 1967). Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Muda-se com a família para a Suíça em 1913, e freqüenta a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estuda com Gillard e Ferdinand Hodler (1853 - 1918). Muda-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulous...

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Biografia

Antonio Gonçalves Gomide (Itapetininga, São Paulo, 1895 - Ubatuba, São Paulo, 1967). Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Muda-se com a família para a Suíça em 1913, e freqüenta a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estuda com Gillard e Ferdinand Hodler (1853 - 1918). Muda-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalha com Marcel Lenoir (1872-1931), com quem aprende a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instala ateliê e entra em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, convive também com Victor Brecheret (1894 - 1955) e Vicente do Rego Monteiro (1899 - 1970). Retorna ao Brasil em 1929. Em 1932, atua na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam) e do Clube dos Artistas Modernos (CAM). Entre as décadas de 1930 e 1940, além de pinturas, produz afrescos e cartões para vitrais. Leciona desenho na escolinha do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), entre 1952 e 1954. Suas obras aliam formas abstratas a motivos indígenas ou a composições com paisagens. Na área das artes decorativas, com Regina Graz (1897-1973) e John Graz (1891-1980), é considerado um dos introdutores do estilo art deco no país.

Análise

Antonio Gomide viaja para a França na década de 1920, onde conhece pintores ligados ao cubismo e outros movimentos de vanguarda. Os quadros Paisagem com Barcos e Ponte de Saint-Michel (ambos de 1923) revelam a geometrização e a simplificação formal cubistas, aliados a uma paleta com suaves passagens de tons que remete ao pintor francês Paul Cézanne (1839-1906). Já o Retrato de Vera Azevedo, na opinião da crítica Maria Alice Milliet, representa a assimilação máxima do art deco no Brasil, com seu caráter altamente estilizado. A arquitetura determina o ritmo ascensional do quadro, acompanhando a verticalização da metrópole paulistana. Algumas obras de Gomide revelam afinidades estilísticas com a produção de Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.
 
A partir da década de 1930, com o retorno de Gomide ao Brasil, sua pintura passa a enfatizar temas nacionais. Como nota o historiador da arte Walter Zanini (1925-2013), à inspiração cubista de suas obras dos anos 1920, se opõem as obras posteriores, caracterizadas pela abordagem mais espontânea de um repertório diversificado, em que predomina a figura humana.
 
Antonio Gomide destaca-se pela versatilidade técnica, realizando pinturas a óleo, aquarelas, desenhos, afrescos, cartões para vitrais e vários projetos decorativos, nos quais as linhas sinuosas e as formas abstratas são aliadas a motivos indígenas ou a composições com paisagens. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo art deco no país.

Obras 44

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Registro fotográfico Romulo Fialdini

A Samaritana

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Amazonas

Afresco
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Árvores

Aquarela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Auto-Retrato

Óleo sobre tela

Exposições 164

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 16

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  • ALMEIDA, Paulo Mendes de. De Anita ao museu. São Paulo: Perspectiva : Diâmetros Empreendimentos, 1976. (Debates, 133). 709.8104 A447d
  • BARDI, Pietro Maria. O modernismo no Brasil. São Paulo: Banco Sudameris, 1978. (Arte e Cultura, 1). 709.8104 B246m 1978
  • BATISTA, Marta Rossetti; LIMA, Yone Soares de. Coleção Mário de Andrade: artes plásticas. São Paulo: USP. IEB, 1984. 708.98161 A5536c
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  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM. CDR 759.981 L533q
  • O MODERNO e o contemporâneo na arte brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de arte Moderna do Rio de Janeiro. Curadoria Agnaldo Farias; versão em inglês Ann Puntch. São Paulo: MASP, 1998. 708.981 M263rjm
  • PERFIL da Coleção Itaú. Curadoria Stella Teixeira de Barros. São Paulo: Itaú Cultural, 1998.
  • PERFIL da Coleção Itaú. Curadoria Stella Teixeira de Barros. São Paulo: Itaú Cultural, 1998. IC 708 P438
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987. 709.8104 Cg492pr
  • VERNASCHI, Elvira. Comentário crítico e catalogação de Antônio Gomide (1895-1967). São Paulo: ECA/USP, 1980. 184 p.
  • VERNASCHI, Elvira. Gomide. Apresentação Lisbeth Ruth Rebollo Gonçalves. São Paulo: MWM-IFK, 1989. 246 p. , il. color.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1. 709.81 H673 v.1

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