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Teatro

Elisa Mendes

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
1970 Brasil / Bahia / Salvador
BiografiaElisa Mendes Oliveira Santos (Salvador BA 1970). Diretora, professora universitária, produtora cultural. Nasce em família de artistas. Seu pai, Edlo Oliveira (1931), cenógrafo da Rede Tupi de televisão e diretor de teatro, conhece sua mãe no Rio de Janeiro, quando dirige o futuro sogro, Arnaldo Abreu (1931), em um grupo de teatro amador...

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Biografia
Elisa Mendes Oliveira Santos (Salvador BA 1970). Diretora, professora universitária, produtora cultural. Nasce em família de artistas. Seu pai, Edlo Oliveira (1931), cenógrafo da Rede Tupi de televisão e diretor de teatro, conhece sua mãe no Rio de Janeiro, quando dirige o futuro sogro, Arnaldo Abreu (1931), em um grupo de teatro amador. Sua mãe, Cleise Mendes, torna-se professora da Escola de Teatro da UFBA.

Em 1977 faz sua estreia no teatro na companhia da sua irmã Edleise Mendes e do seu irmão Edlo Mendes, no Teatro Castro Alves, apresentando a peça Os Saltimbancos com o Grupo Tato, com direção de Deolindo Checucci. Com o mesmo grupo apresenta, em 1978, O Patinho Preto.

Em 1981 participa da primeira montagem da Companhia de Teatro da UFBA, com a encenação de Seis Personagens à Procura de um Autor, do dramaturgo italiano Luigi Pirandelo. Nessa montagem, com direção de Harildo Déda, ao lado de Edlo Mendes, Cleise Mendes, Elisa se destaca por exibir uma segurança em cena que impressiona ao público por sua pouca idade.

Entre 1990 e 1994, cursa interpretação na Escola de Teatro da UFBA e, paralelamente, realiza diversas assistências para diretores de "planetas distintos": Carmen Paternostro (Dendê e Dengo), Fernando Guerreiro (Beijo no Asfalto), Luiz Marfuz, Paulo Cunha, Paulo Dourado (Conspiração dos Alfaiates e Opera Rei Brasil), Nehle Frank (Roberto Zucco), Possi Neto (Lábaro Estrelado).

Seu primeiro trabalho de direção foi Flor do Lodo (1997), e entre suas principais direções estão os espetáculos: A Vida de Galileu (2001), As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant (2003), Na Bagunça do Teu Coração (2003), Lampião e Maria Bonita (2005), Joana D'Arc (2009).

Possui intensa atividade pelo interior da Bahia, por onde circula com espetáculos, ministra oficinas, coordena grupos, capacita profissionais. Em Ilhéus dirige, por cinco anos, o Troféu Jorge Amado de Cultura e Arte.

Especializa-se como produtora cultural no controle da construção cênica, e na coordenação técnica dos espetáculos. Nessa função, atua no Ateliê dos Coreógrafos do Balé Teatro Castro Alves (2008), e na Orquestra Sinfônica da Bahia - OSBA (2008). Em 2009, passa a integrar o quadro docente do Instituto de Artes, Humanidades e Ciências (IHAC) da UFBA, nos Bacharelados Interdisciplinares, lecionando disciplinas de Interpretação Teatral.

Comentário Crítico
Para Elisa Mendes, o contato com arte teatral se dá muito cedo. Nascida em uma família de artistas das artes cênicas, desde cedo convive como atores, dramaturgos, diretores, cenógrafos; contudo sua curiosidade acerca dos fundamentos da arte da interpretação a levam a ampliar seu espaço de atuação no âmbito artístico estadual.

Sua intensa atividade teatral fazem-na despontar como uma das mais atuantes artistas de sua geração. Seja na capital, onde se destaca como produtora cultural e na coordenação técnica de espetáculos, como pelo interior da Bahia, por onde circula com peças teatrais, ministra oficinas, coordena grupos e capacita profissionais.

O convívio constante de Elisa Mendes na Escola de Teatro da UFBA faz com que crie desde muito cedo uma relação íntima e confortável com aquele "quintal afetivo". Com Seis Personagens à Procura de um Autor, o teatro deixa de ser uma "extensão do lazer" para começar a se desenhar como futuro profissional.

A atuação profissional gradualmente cede espaço ao exercício de diferentes funções da arte teatral. Como assistente de direção tenta compreender como eram construídas as arquiteturas dos espetáculos, como e porquê algo funcionava bem ou redundava em fracasso.

Logo decide não trabalhar mais como atriz, dedicando-se inteiramente à direção. A experiência de atriz lhe confere segurança e conhecimento para lidar com os atores, ampliando sua escuta e observação dos processos de interpretação.

Espetáculos 1

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Fontes de pesquisa 5

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  • ANUÁRIO de teatro 1994. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1996. R792.0981 A636t 1994
  • BIÃO, Armindo. Extimidade I. In Armindo Bião etc e tal. (24 novembro de 2011). Disponível em: <http://armindobiao.blogspot.com/2011/11/extimidade-i.html>. Acesso em: 02 jan. 2012.
  • DA RIN PRODUÇÕES CULTURAIS. Lampião e Maria Bonita. In DaRin Produções Culturais. 2009. Disponível em: <http://darinproducoes.blogspot.com/>. Acesso em: 04 jan. 2012.
  • SANTANA, Jussilene. In Joanna D'Arc. (05 de novembro de 2009) Disponível: <http://joana-d-arc.blogspot.com.br/2009/11/elisa.html>. Acesso em 16 jun. 2012.
  • SANTOS, Elisa Mendes Oliveira. Entrevista concedida pela diretora teatral a Fábio Nieto Lopez, do Centro de Documentação e Referência do Itaú Cultural. Salvador, 16 out. 2011.

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