Artigo da seção pessoas Halina Biernacka

Halina Biernacka

Artigo da seção pessoas
Dança  
Data de nascimento deHalina Biernacka: 24-08-1914 | Data de morte 2005 Local de morte: (Brasil / São Paulo / São Paulo)

Halina Julia Smolensky Biernacka (Zakopane, Polônia, 1914 – São Paulo, Brasil, 2005). Professora, bailarina e coreógrafa. Halina é uma das expoentes do balé clássico no Brasil. Nascida na cidade polonesa de Zakopane, inicia-se no balé aos 11 anos. Em 1931, ingressa como suplente de solista no Balé da Ópera de Varsóvia. Sob direção do coreógrafo russo-americano Bronislava Nijinska (1891-1972), integra o Balé Estadual da Polônia no posto de solista. 

Em 1939, foge do país por causa da invasão nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1941, instala-se na cidade de São Paulo. Nesse mesmo ano, frequenta aulas da professora Maria Olenewa (1896-1965) e funda a escola Ballet de São Paulo1, que segue o método russo de ensino de balé. Forma grupos com seus alunos, como o Ballet Artedanse, em 1953, e o Ballet Paulistano, em 1956. 

Em 1960, é homenageada na Câmara Municipal de São Paulo pelos 20 anos dedicados ao ensino da dança na cidade. 

Em 1978, cria o Decamera Ballet, companhia de balé de repertório. Em 1980, é certificada como membro efetivo do Conselho Nacional de Dança. Em 1982, cria o Grupo de Dança Ballet Clássico de São Paulo, sucessor da companhia anterior. O grupo estreia em Coppélia (1982), balé remontado pela argentina Olga Ferri (1928-2012), no Teatro Municipal de São Paulo. Cabe a Halina as primeiras montagens dos balés de repertório no Brasil, como Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Carmen, Dom Quixote, Giselle (seu preferido), Les Sylphides e O Quebra-nozes.

Halina é responsável pela formação de muitos bailarinos brasileiros. Em 1982, recebe o título de Gran Dama Comendadora da Sociedade Brasileira de Educação e Integração. Entre outros prêmios que recebe, estão o Troféu Inacen e a medalha de ouro da Unesco, em 1986.

Análise

Halina traz para a dança clássica brasileira a paixão e a disciplina do balé russo. Quando chega a São Paulo, percebe que não há espaço para atuar como bailarina e decide dar aulas. Em 1941, a cidade conta com poucas manifestações de ensino do balé clássico e não existem grupos profissionais. Halina conta com humor que sua chegada na capital foi difícil e “revoltante”: “Eu ia de casa em casa, dava aulas particulares. Eu pensava: aonde você caiu depois de dançar em Londres, Paris, Estados Unidos?”. Logo se adapta ao ensino da dança e abandona a carreira de bailarina. “Meu casamento era feliz”, justifica. Nesse momento, estabelece-se um marco na história do balé clássico no Brasil: dona Halina, como era conhecida pelos alunos, dedica sua vida à arte de ensinar a técnica clássica russa. Seu prazer está em encontrar entre seus alunos os talentos inatos para a dança clássica, desenvolvê-los e encaminhá-los para um grupo de dança profissional. Seu papel é fundamental como formadora de grandes professoras e bailarinas, como Cecília Kersche e Liliane Benevento. Halina Bienarka figura comonome de maior expressão no ensino de balé clássico em São Paulo.

Nota

1. A escola também é chamada, ao longo de sua existência, de Ballet Halina Biernacka e Centro Internacional de Dança Halina Biernacka. Além de cursos de balé classico, nela são ministradas aulas de jazz, baby class e ginástica corretiva.

Outras informações de Halina Biernacka:

  • Outros nomes
    • Halina Julia Smolensky Biernacka
  • Habilidades
    • Bailarino
    • Coreógrafo
    • professor de dança

Fontes de pesquisa (7)

  •  GG Vídeo-Revista Vídeo & Dança. 50 anos de Halina Biernacka no Brasil. São Paulo, 1991. 1 vídeo-disco (37’49): NTSC: son., cor.
  • CAMINADA, Eliana. Halina Biernacka. Jornal Dança, Arte e Ação, Rio de Janeiro, n. 71, mar./ abr. 2006. Disponível em: http://dancecom.com.br/daa/col_caminada.php. Acesso em: 24 out. 2012.
  • CUNHA LIMA, Regina S. Ballet clássico, uma alternativa moderna para manter a forma com técnica e arte. Informativo WMulher, São Paulo, 3 abr. 1996. Disponível em: http://www.wmulher.com.br/template.asp?canal=poesia&id_mater=136.  Acesso em: 25 out. 2012.
  • PONZIO, Ana Francisca.  Balé exigente, belo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 21 out. 1985.
  • PONZIO, Ana Francisca. Halina, a mestra dos vôos impossíveis. Folha de S.Paulo, São Paulo, 10 out. 1990.
  • PONZIO, Ana Francisca. Lições de Halina trouxeram o rigor clássico. Folha de S.Paulo, São Paulo, 13 out. 1991.
  • VIDA DE Dona Halina. Disponível em: http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?tid=2460200448758289902&cmm=411341&hl=pt-BR.  Acesso em: 24 out. 2012.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • HALINA Biernacka. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa574996/halina-biernacka>. Acesso em: 18 de Nov. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7