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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

José Lins do Rego

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 10.04.2017
03.06.1901 Brasil / Paraíba / Pilar
12.09.1957 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução Fotográfica Horst Merkel

Doidinho, 1933
José Lins do Rego
Brasiliana Itaú/Acervo Banco Itaú

José Lins do Rego Cavalcanti (Pilar, Paraíba, 1901 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1957). Romancista, cronista e ensaísta. Nascido no Engenho Corredor, propriedade de seu avô materno, ainda em 1901, fica órfão de mãe, Amélia Lins do Rego Cavalcanti. O pai, João do Rego Cavalcanti, passa a viver em outro engenho, deixando ao cuidado dos avós o ...

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Biografia

José Lins do Rego Cavalcanti (Pilar, Paraíba, 1901 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1957). Romancista, cronista e ensaísta. Nascido no Engenho Corredor, propriedade de seu avô materno, ainda em 1901, fica órfão de mãe, Amélia Lins do Rego Cavalcanti. O pai, João do Rego Cavalcanti, passa a viver em outro engenho, deixando ao cuidado dos avós o filho, que  visita raramente. Matricula-se, em 1919, na Faculdade de Direito de Recife e se aproxima de intelectuais mais tarde relacionados ao movimento regionalista do Nordeste, como o romancista José Américo de Almeida (1887 - 1980) e o crítico Olívio Montenegro (1895 - 1962). Conclui o curso de direito em 1923, ano em que conhece o sociólogo e escritor Gilberto Freyre (1900- 1987), considerado seu grande mestre. Freyre incentiva-o a desenvolver uma literatura ligada à cultura local e apresenta-o à obra de diversos escritores estrangeiros. Em 1926, vai para Maceió trabalhar como fiscal de bancos, nesse período conhece e dialoga com os escritores Jorge de Lima (1895 - 1953), Graciliano Ramos (1892 - 1953) e Rachel de Queiroz (1910 - 2003). Data dessa época a publicação de seu primeiro livro, Menino de Engenho, publicado com os próprios recursos e que obtém um surpreendente sucesso,  tornando o autor conhecido nos meios literários do Rio de Janeiro, para onde se muda em definitivo no ano de 1935. Sua obra discute a decadência da economia canavieira nordestina, por meio do chamado "ciclo da cana-de-açúcar", formado pelos romances Menino de Engenho, 1932, Doidinho, 1933, Bangüê, 1934, Moleque Ricardo, 1935, Usina, 1936, e Fogo Morto, 1943. É eleito para a Academia Brasileira de Letras - ABL em 1955.

Obras 4

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Reprodução Fotográfica Horst Merkel

Exposições 3

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Eventos relacionados 1

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Fontes de pesquisa 17

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  • ABDALA Júnior, Benjamin (Org.). José Lins do Rego: literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982.
  • ANDRADE, Mário. Riacho Doce; Repetição e música. In: _______. O empalhador de passarinho. 4.ed. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2002. (Coleção Obras de Mário de Andrade, vol. 21).
  • BARROS, Jayme de. O drama econômico do romance. In: ______. Espelho dos livros (estudos literários). Rio de Janeiro, José Olympio, 1936.
  • CARPEAUX, Otto Maria. O brasileiríssimo José Lins do Rego. In: REGO, José Lins do. Fogo morto. 12.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1972, p. xxi – xxviii.
  • CASTELLO, José Aderaldo. José Lins do Rego: modernismo e regionalismo. São Paulo: Edart, 1961.
  • COUTINHO, Edilberto. O romance do açúcar - José Lins do Rego: vida e obra. Rio de Janeiro: José Olympio: INL: MEC, 1980.
  • COUTINHO, Eduardo F.; CASTRO, Ângela Bezerra (Org.). José Lins do Rego. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira; João Pessoa: Edições Funesc, 1991. (Coleção Fortuna Crítica, vol. 7).
  • CÂNDIDO, Antonio. Um romancista da decadência. In: ______. Brigada ligeira. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2004.
  • FREYRE, Gilberto. Recordando José Lins do Rego. In: Vida, forma e cor. Rio de Janeiro: José Olympio, 1962.
  • GRIECO, Agripino. Doidinho e Bangüê. In: Gente nova do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948.
  • LIMA, Alceu de Amoroso. José Lins do Rego. In: ______. Companheiros de viagem. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971.
  • MARTINS, Eduardo. José Lins do Rego: o homem e a obra. João Pessoa: Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, 1980.
  • MONTEIRO, Adolfo Casais. Quatro estudos. In: O romance (teoria e crítica). Rio de Janeiro, José Olympio, 1964.
  • MONTENEGRO, Olívio. José Lins do Rego. In: O romance brasileiro. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.
  • PEREGRINO Júnior (Org.). José Lins do Rego: romance. Rio de Janeiro: Agir, 1966. (Nossos Clássicos).
  • PROENÇA, M. Cavalcanti. Ensaio sobre O Moleque Ricardo. In: Estudos Literários. 2ª. edição. Rio de Janeiro, José Olympio, 1974.
  • SOBREIRA, Ivan Bichara. O romance de José Lins do Rego. João Pessoa, A União, 1971.

Como citar

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