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Artes visuais

Tamar Guimarães

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.09.2014
1967 Brasil / Minas Gerais / Viçosa
Tamar Guimarães (Viçosa, MG, 1967). Artista plástica. Estuda violino de 1987 a 1992 em Jerusalém, em Basel e em Londres. Forma-se em artes plásticas no ano de 2002, na Godsmiths College, em Londres. De 2005 a 2007, realiza mestrado na Malmo Art Academy, na Suécia. Em seguida, faz um segundo trabalho de mestrado, de 2007 a 2009, na Academia Real ...

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Biografia
Tamar Guimarães (Viçosa, MG, 1967). Artista plástica. Estuda violino de 1987 a 1992 em Jerusalém, em Basel e em Londres. Forma-se em artes plásticas no ano de 2002, na Godsmiths College, em Londres. De 2005 a 2007, realiza mestrado na Malmo Art Academy, na Suécia. Em seguida, faz um segundo trabalho de mestrado, de 2007 a 2009, na Academia Real de Artes Plásticas, na Dinamarca.

Em 2007, recebe o prêmio Fair Play, em Berlim, e realiza o vídeo A Man Called Love, sobre o médium Chico Xavier. Dois anos mais tarde, participa do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), e do Capacete Residency Program, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Integra a 29ª Bienal Internacional de São Paulo e realiza os filmes Canoas e The Culture of The Future, em 2010. No ano seguinte, expõe seus vídeos na exposição Os Primeiros Dez Anos, no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, e participa do Danish Arts Council Residency, na Cité des Arts, Paris, além participar do programa Gasworks, em Londres.

É artista-residente no programa Akademie Schloss Solitude, em Stuttgart, na Alemanha, em 2012, mesmo ano em que expõe na Casa de Vidro, da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992), em São Paulo, e realiza junto com o artista dinamarquês Kasper Akhoj (1976) Os Últimos Dias de Watteau. Vive e trabalha em Copenhague, Dinamarca. Dentre os países em que já expôs estão Bélgica, China, Turquia e Estados Unidos.

 

Comentário crítico
As fotomontagens e os vídeos de Tamar Guimarães mesclam documentário, ensaio e ficção. Seus trabalhos apropriam-se de imagens clichês e criam uma nova narrativa. Radicada na Dinamarca, a artista mantém o Brasil como cenário de muitos de seus trabalhos. Em A Man Called Love, enquanto é apresentada visão política sobre o médium Francisco Xavier (1910-2012), o plano político brasileiro recebe leitura mística.

Em 15 ½, realizado para a casa de vidro Lina Bo Bardi, Tamar exibe uma espécie de fotonovela em que as discussões tratam da revista Habitat1 e do modernismo brasileiro, tema também presente na obra Canoas. Construída pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a mansão, que recebe estrangeiros e pessoas da elite brasileira nas décadas de 1950 e 1960, é palco da festa retratada por Guimarães, que questiona, ao mostrar a divisão de classes entre patrões e empregados e o glamour da festa, os rumos tomados pelo projeto modernista brasileiro e as peculiaridades de um modernismo tropical.

A fetichização da festa e a mansão como cenário de investigação das relações de classe também são temas do trabalho Os Últimos Dias de Watteau, realizado o com o artista dinamarquês Kasper Akhoj e inspirado no livro de mesmo título, do escritor francês Edmond Pilon (1874-1945), e nas chamadas festas galantes, retratadas nos quadros do pintor francês Antoine Watteau (1684-1721).

Nota

1 Revista sobre arquitetura moderna, existente de 1950 a 1965, em que Lina Bo Bardi trabalha por um período.

Exposições 15

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