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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Mario Cravo Júnior

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.01.2021
13.04.1923 Brasil / Bahia / Salvador
01.08.2018 Brasil / Bahia / Salvador

Forma Vegetal, 1950
Mario Cravo Júnior
Jacarandá
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP)

Mario Cravo Júnior (Salvador, Bahia, 1923 - Idem, 2018). Escultor, gravador, desenhista, professor. Filho de um próspero fazendeiro e comerciante, executa suas primeiras esculturas entre 1938 e 1943, período em que viaja pelo interior da Bahia. Em 1945, trabalha com o santeiro Pedro Ferreira, em Salvador, e muda-se para o Rio de Janeiro, estagia...

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Biografia

Mario Cravo Júnior (Salvador, Bahia, 1923 - Idem, 2018). Escultor, gravador, desenhista, professor. Filho de um próspero fazendeiro e comerciante, executa suas primeiras esculturas entre 1938 e 1943, período em que viaja pelo interior da Bahia. Em 1945, trabalha com o santeiro Pedro Ferreira, em Salvador, e muda-se para o Rio de Janeiro, estagia no ateliê do escultor Humberto Cozzo (1900-1973). Realiza sua primeira exposição individual em 1947, em Salvador. Nesse ano, é aceito como aluno especial do escultor iugoslavo Ivan Mestrovic (1883-1962) na Syracuse University, no Estado de Nova York, Estados Unidos, e, após a conclusão do curso, muda-se para a cidade de Nova York. De volta a Salvador, em 1949, instala ateliê no largo da Barra, que logo se torna ponto de encontro de artistas como Carlos Bastos (1925-2004), Genaro (1926-1971) e Carybé (1911-1997). Em 1954, passa a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Entre 1964 e 1965, mora em Berlim, patrocinado pela Fundação Ford. Retorna ao Brasil em 1966, ano em que obtém o título de doutor em belas artes pela UFBA e assume o cargo de diretor do Museu de Arte da Moderna da Bahia (MAM/BA), posição que ocupa até 1967. Em 1981 coordena a implantação do curso de especialização em gravura e escultura da Escola de Belas Artes da UFBA. Em 1994, doa várias obras para o Estado da Bahia, que passam a compor o acervo do Espaço Cravo, localizado no Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador.

Análise

A obra de Mario Cravo Júnior transita entre as mais diversas tradições artísticas, que incluem cerâmica, imaginária popular, ex-votos e manifestações culturais regionais com as quais entra em contato nas inúmeras viagens que realiza, ainda muito jovem, pelo interior do Nordeste.

Na década de 1940, o artista, além do desenho e da pintura, dedica-se à escultura, tendo como materiais principais a madeira, as pedras e os metais, e volta-se ao aproveitamento das formas naturais. O uso do ferro e a temática inspirada em mitos afro-brasileiros intensificam-se durante a década de 1960, gerando a série Alados.

Sua obra incorpora bases arcaicas ligadas ao universo popular baiano, apresentando também um refinamento tecnológico. A simplificação formal dessas peças, nas quais o artista busca formas puras, despojadas e relacionadas ao mundo orgânico e natural, faz com que seus trabalhos apresentem afinidades com obras de Barbara Hepworth (1903-1975) e Henry Moore (1898-1986).

Obras 3

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Exposições 115

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 10

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  • CRAVO JÚNIOR, Mario. Cravo: linha forma e volume 1944/1984. Coordenação Sylvia Meneses de Athayde; texto Antônio Celestino, Mario Cravo Júnior, Carybé, José Valladares. Salvador: Núcleo de Artes do Desenbanco, 1984. 42 p., il. p&b. color.
  • CRAVO JÚNIOR, Mario. Esculturas. Rio de Janeiro: AM Niemeyer Artinteriores, 1987. , il. p&b color.
  • CRAVO: esculturas de Mário Cravo, fotografias de Cravo Neto. Tradução Maureen Bisilliat. Salvador: Cravo Neto, 1983. , il. color.
  • DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • KAWALL, Luiz Ernesto Machado. Artes reportagem. São Paulo: Centro de Artes Novo Mundo, 1972. v.1, 185 p., il. p&b.
  • MORAIS, Frederico. Arte pública: da praça à telemática. In: A METRÓPOLE e a arte. Texto Janice Maria Flórido; depoimento Amílcar de Castro, Ana Mae Barbosa, Guto Lacaz, Jaime Lerner, Jorge da Cunha Lima, Olívio Tavares de Araújo, Oscar Niemeyer, Raquel Arnaud, Sérvulo Esmeraldo, Vera Chaves Barcellos. São Paulo: Prêmio, 1992. 128 p. (Arte e cultura, 13). p.74-76.
  • NÚCLEO de Artes: primórdios da arte moderna na Bahia. Salvador: Núcleo de Artes, 1982. , il. p&b color.
  • PONTUAL, Roberto. Arte/ Brasil/ hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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