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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Patrick Pardini

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 21.11.2022
10.03.1953 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
Patrick Pardini (Niterói, Rio de Janeiro, 1953). Fotógrafo, documentarista, pesquisador. Dedica-se à fotografia científico-cultural, investigando a relação entre homem e natureza na paisagem amazônica.

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Patrick Pardini (Niterói, Rio de Janeiro, 1953). Fotógrafo, documentarista, pesquisador. Dedica-se à fotografia científico-cultural, investigando a relação entre homem e natureza na paisagem amazônica.

Em 1981, reside em Belém, onde se aproxima da fotografia profissional ao participar de cursos na Fotoficina, cooperativa que funda junto com diversos fotógrafos, como Miguel Chikaoka (1950). Com a profusão da fotografia no Pará, faz-se necessário a criação de um espaço para discussão, elaboração e desenvolvimento de projetos, com o objetivo de ampliar o campo de atuação da fotografia na capital paraense. Nesse contexto se realiza a Foto Pará 82, na Galeria Angelus, em Belém, primeira mostra coletiva de Pardini.

Nos anos seguintes, conhece o pesquisador José Alberto Colares, de quem se torna parceiro nas produções documentais. A partir de 1983, realizam em coautoria uma série de documentários audiovisuais sobre questões amazônicas, como Roda peão (1983) e O rio morreu di nóis (1984). O artista carioca aprofunda sua pesquisa sobre ritos sociais urbanos e, em 1989, apresenta ensaio fotográfico durante sua primeira individual, intitulada O ritual das máscaras, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na capital paulista. Durante a criação da Kamara – Kó Fotografias, ao lado de Chikaoka e do fotógrafo Octávio Cardoso (1963), Pardini documenta comunidades remanescentes de quilombos no rio Trombetas, no Pará, e lança, em parceria com Colares, o documentário Talhamar (1992).

Em 1995, inicia uma temporada de quatro anos na França. Reside em Amiens e Paris, onde realiza ensaio sobre a Copa do Mundo de Futebol de 1998, que resulta na exposição Mondial Hors Champ. No ano seguinte, ainda em Paris, realiza a exposição Autre Amazonie, por ocasião do Salão do Livro que naquele ano homenageia o Brasil.

De volta a seu país natal, inicia pesquisa fotográfica sobre a paisagem vegetal amazônica, que intitula Arborescência – Fisionomia do vegetal na paisagem amazônica. Com uma trajetória marcada até então pela temática social, esse projeto nasce do desejo de experimentar registros de uma outra Amazônia, revelada como paisagem a partir de um simples gesto: eliminar a figura humana da fotografia, elegendo o reino vegetal como personagem principal, mas sem renunciar à postura crítica. O projeto de pesquisa é contemplado com diversas bolsas de incentivo: Fundação Vitae, em 2002, e Instituto de Artes do Pará (IAP), no ano seguinte, além de ser selecionado pelo Ano do Brasil na França, em 2005, e pelo Projeto Portfólio do Itaú Cultural, em 2008.

Nome central das investigações fotográficas e audiovisuais sobre a Amazônia paraense, Patrick Pardini é também pesquisador, coordenador do Núcleo de Fotografia do Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), em Belém, e dedica-se há 20 anos à pesquisa sobre a fisionomia do reino vegetal na paisagem amazônica, evidenciando a relação entre homem e natureza nos diversos ecossistemas do Brasil.

 

Exposições 11

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