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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Sebastião Milaré

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.05.2016
23.11.1945 Brasil / São Paulo / Guapiaçu
10.07.2014 Brasil / São Paulo / São Paulo
Sebastião Milaré (Guapiaçu, São Paulo, 1945 - São Paulo, São Paulo, 2014). Crítico e teórico. Presença assídua no panorama crítico e teórico desde os anos 1970, estudioso da obra de Antunes Filho (1929).

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Biografia
Sebastião Milaré (Guapiaçu, São Paulo, 1945 - São Paulo, São Paulo, 2014). Crítico e teórico. Presença assídua no panorama crítico e teórico desde os anos 1970, estudioso da obra de Antunes Filho (1929).

Entre 1971 e 1989 assina a coluna de crítica teatral e realiza matérias investigativas no periódico Artes, integrando-se à comunidade da militância crítica. Assina também a crítica teatral do Diário do Grande ABC em 1972 e 1973. Nesse período está presente em outras atividades ligadas aos palcos, como roteirista de shows ou autor, sendo de sua autoria Medo de Vivo É a Solidão, de Maricene Costa, em 1971; A Trupe Futurista Conta o Bumba Meu Boi Modernista, em 1992; A Casa das Maravilhas, inédita em 1994; A Solidão Proclamada, roteiro para balé de 1998; A Flor e o Concreto, em 1999. É dramaturgo do projeto Viagem ao Centro do Círculo, da Cena Lusófona, realizando workshops em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Brasil. Desse projeto resulta o espetáculo Quem Come Quem, apresentado em Coimbra, em 2001.

Seu interesse pela obra do encenador Antunes Filho é muito e leva-o a publicar diversos textos, com ênfase para Antunes Filho e a Dimensão Utópica, ensaio sobre a vida do artista no período anterior à fundação do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), 1994.

Conclui igualmente uma longa pesquisa sobre os primórdios da renovação cênica nacional, enfocando a obra do pioneiro Renato Viana (1894-1953), denominada A Batalha da Quimera - Renato Viana e o Modernismo Cênico Brasileiro. Esse trabalho é publicado pela Funarte, em 2009, com o título Batalha da Quimera. Em 1998, organiza um amplo encontro entre artistas de três continentes ligados à cena lusófona, lançando um número da revista Sete Palcos, totalmente dedicado ao teatro brasileiro, reunindo artigos de especialistas sobre o teatro nos anos 1990. Organiza, em 2008, a mostra Diálogos Cênicos Brasil-Espanha - Linguagens Híbridas, com a participação de grupos espanhóis e brasileiros, que resulta no Dossiê Brasil, no nº 326 da revista Primer Acto, na Espanha, com participação de Milaré ao lado de outros críticos brasileiros e espanhóis.

É correspondente e colaborador crítico de importantes revistas estrangeiras, ajudando a divulgar a cena nacional no exterior, como La Escena Latino América, Diógenes e Sete Palcos, sendo um dos integrantes do Centro Latino Americano de Investigación Teatral (Celcit), promotor de eventos e publicações. Publica na revista japonesa BT-Bijutsu Techo, em 1989, um artigo sobre a participação do dançarino japonês Ruy Sequido na 21ª Bienal Internacional de São Paulo. Sua monografia dedicada ao teatro brasileiro  publicada na Revista USP, é traduzida como Las Estaciones Poéticas de Antunes Filho e consta da edição nº 93 da revista Conjunto, da Casa das Américas, Cuba, em 1993.

Participa de importantes publicações internacionais como História del Teatro Latinoamericano - Sistema Textual/Brasil 1500-1990, editada pela Carleton University, Ottawa, Canadá;  Escenários de dos Mundos - Brasil/Festivais, editada pelo Centro de Documentación Teatral-Ministério de Cultura, Espanha, em 1989; e do livro Estrategias Postmodernas y Postcoloniales en el Teatro Latinoamericano Actual, organizado por Alfonso de Toro na Universidade de Leipzig, Alemanha, em 2004. Desde setembro de 2000, mantém na internet a revista eletrônica Antaprofana. É roteirista de documentários sobre teatro, dirigidos por Amílcar Claro: a mini-série O Teatro Segundo Antunes Filho, em seis capítulos, apresentados na STV (atual SescTV), em 2002; e a série Teatro e Circunstância, em 27 capítulos, também veiculados pela SescTV.

Sobre sua análise do encenador Antunes Filho, anota o crítico e editor Jacó Guinsburg (1921): "Trata-se de um percurso que, na realidade, se entrelaça intimamente com o do moderno teatro paulista e, por extensão, brasileiro, de modo que o panorama traçado extrapola, por todos os títulos, a experiência particular do diretor do CPT. Intimamente relacionada com todo o movimento teatral da segunda metade do século XX, o painel resultante, cujo foco é a carreira de Antunes Filho, acaba invocando e expondo histórica e criticamente os caminhos da arte dramática contemporânea. Na verdade, neste lançamento da coleção Estudos da Editora Perspectiva, Sebastião Milaré proporciona a quem estuda e faz teatro no Brasil um livro de conhecimento indispensável".1

Notas
1 GUINSBURG, Jacó. Contracapa. In: MILARÉ, Sebastião. Antunes Filho e a dimensão utópica. São Paulo: Perspectiva, 1994.

Espetáculos 6

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