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Música

Sueli Costa

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 27.11.2015
25.07.1943 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Sueli Correa Costa (Rio de Janeiro RJ 1943). Compositora, cantora e instrumentista. Criada em Juiz de Fora, Minas Gerais, aos 4 anos tem as primeiras lições de piano com a mãe, Maria Aparecida Correa Costa, e, aos 15, começa a tocar violão. Nascida em uma família de músicos, ainda bem jovem monta com as irmãs Telma e Lisieux o grupo Trieto, que ...

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Biografia
Sueli Correa Costa (Rio de Janeiro RJ 1943). Compositora, cantora e instrumentista. Criada em Juiz de Fora, Minas Gerais, aos 4 anos tem as primeiras lições de piano com a mãe, Maria Aparecida Correa Costa, e, aos 15, começa a tocar violão. Nascida em uma família de músicos, ainda bem jovem monta com as irmãs Telma e Lisieux o grupo Trieto, que participa de diversos festivais em cidades vizinhas. Aos 17 anos faz sua primeira música bossa-novista, Balãozinho, inspirada pela cantora Sylvia Telles.

Começa a fazer suas composições no violão, mas logo muda para o piano. Em 1967, depois de vários anos de atividade como compositora, tem sua música Por Exemplo, Você, em parceria com João Medeiros Filho, gravada por Nara Leão. Estuda direito, mas, em 1969, abandona a faculdade no último ano e se muda para o Rio de Janeiro. Ministra aulas de música em colégios cariocas e continua compondo. É convidada pelo diretor Paulo Afonso Grisolli para musicar, com outros compositores, a peça Alice no País do Divino-Maravilhoso.

Maria Bethânia inclui três composições de Sueli no show Rosa dos Ventos, em 1971. No ano seguinte, Elis Regina grava 20 Anos Blue (parceria com Vitor Martins), primeiro grande sucesso da compositora. Grava seu primeiro LP, Sueli Costa, em 1975, com produção de Gonzaguinha e arranjos de Paulo Moura e Wagner Tiso. No mesmo ano, tem sua música Dentro de Mim Mora um Anjo incluída na trilha sonora da novela Bravo, e Coração Ateu, na novela Gabriela, ambas da Rede Globo de Televisão. Com o letrista Abel Silva consagra uma parceria de sucesso a partir de 1976, com a canção Jura Secreta, gravada no ano seguinte por Simone no LP Face a Face. A partir daí, emplaca diversos clássicos no repertório de artistas como Fagner, Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, Nara Leão, Elis Regina, Fátima Guedes, Maria Bethânia, Nana Caymmi, Simone, Ivan Lins e Gal Costa. Segue lançando álbuns e se apresentando ao vivo.

Em seu disco Amor Blue, de 2007, conta com participação de Simone, Nana Caymmi e Maria Bethânia, suas principais intérpretes, e de jovens músicos como Daniel Gonzaga, Celso Fonseca e Fernanda Cunha, sua sobrinha. Em 2002, Lucinha Lins grava o CD Canção Brasileira, um tributo à obra de Sueli, e, em 2009, o soprista Mauro Senise lança o CD Lua Cheia, dedicado a canções de Sueli e de Dolores Duran.

Comentário Crítico
Sueli Costa se destaca com suas músicas numa época em que poucas mulheres são compositoras, ao contrário do acontece mais tarde quando as cantoras interpretam suas próprias canções, como Adriana Calcanhotto, Fátima Guedes, Marisa Monte e Rosa Passos. Por conta disso, enfrenta dificuldades para emplacar suas músicas e quase desiste da carreira musical. Apesar de nunca ter levantado nenhuma bandeira, sua obra é classificada como ligada ao universo feminino, mas, como ela mesma aponta, isso se dá ao fato de ser uma mulher compositora.

Em relação a seus parceiros, os mais constantes são Cacaso e Tite de Lemos, posteriormente compõe com Aldir Blanc, Ana Terra, Paulo César Pinheiro e Abel Silva. Com Abel Silva, compõe Jura Secreta, sucesso na interpretação da cantora Simone. Nessa canção, Sueli contrapõe um tom intimista a metáforas da letra de Abel Silva, que faz referência à falta de liberdade imposta pelo regime político da ditadura, vigente no Brasil nos anos 1970. "Só uma palavra me devora / Aquela que meu coração não diz / Só o que me cega, o que me faz infeliz / É o brilho do olhar que eu não sofri". Outras composições de sucesso da parceria são Primeiro Jornal, gravada por Elis Regina, e Vida de Artista, por Gal Costa.

Suas músicas costumam ser feitas de forma espontânea, caminhando pela Lagoa (Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro), no supermercado e em sonho. A própria compositora relata que a canção Sonho tem sua concepção no momento em que acorda e corre para o piano. Tal musicalidade herda da mãe, que dizia, por exemplo, que a chaleira ferve em ré menor e o carro emite o barulho de um estranho si bemol.

Espetáculos 1

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Fontes de pesquisa 3

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  • ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss ilustrado música popular brasileira. Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss: Instituto Cultural Cravo Albin: Editora Paracatu, 2006.
  • BAHIANA, Ana Maria. Nada será como antes: MPB anos 70 - 30 anos depois. Rio de Janeiro: Editora Senac, 2006.
  • Entrevista concedida pela compositora Sueli Costa ao jornalista Leandro Souto Maior. Rio de Janeiro, 17 set. 2009.

Como citar

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