Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Ana Maria Maia

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 03.12.2020
31.07.1984 Brasil / Pernambuco / Recife
Ana Maria Maia Antunes (Recife, Pernambuco, 1984). Curadora, pesquisadora e professora. Seus projetos curatoriais oscilam entre um diálogo com a produção de jovens artistas e os usos de meios midiáticos e tecnológicos como espaço de articulação de poéticas.

Texto

Abrir módulo

Ana Maria Maia Antunes (Recife, Pernambuco, 1984). Curadora, pesquisadora e professora. Seus projetos curatoriais oscilam entre um diálogo com a produção de jovens artistas e os usos de meios midiáticos e tecnológicos como espaço de articulação de poéticas.

Gradua-se em comunicação social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2007. Conclui mestrado em artes visuais pela Faculdade Santa Marcelina em 2012, com orientação da curadora e professora congolesa Lisette Lagnado (1961), e doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 2014, com orientação do professor e curador Tadeu Chiarelli (1956). 

Em sua formação livre, frequenta em 2005 o curso de história da arte moderna e contemporânea da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Em 2006 participa do programa de intercâmbio da Universidade Complutense de Madrid, na Espanha. Integra, em 2007, o grupo de estudos de história da arte e museus do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam).

Recebe em 2013 a Bolsa Estímulo de Produção em Artes Visuais ofertada pela Funarte para crítica de arte. Em 2014, participa como bolsista da Fundação Jumex do programa de Estudos Intensivos do International Curators Institute (ICI), na cidade do México. Em 2016, é contemplada com o prêmio do Paço das Artes e Museu da Imagem e do Som (MIS) para desenvolver projeto curatorial em residência no local. Integra a equipe curatorial do Centro Cultural São Paulo entre 2016 e 2017.

No campo da curadoria, Ana Maria Maia inicia sua trajetória como articuladora na exposição online Mostra Catálogo 2aptos de 2007, organizada pelos curadores Juliana Monachesi (1976), Moacir dos Anjos (1963) e Oriana Duarte (1966), com patrocínio da Fundação Estadual de Cultura (Fundap), em que 12 artistas residentes ou nascidos em Pernambuco exibem sua produção na internet simultaneamente à apresentação de textos analíticos das obras realizados por jovens críticos convidados. 

Nesse âmbito das colaborações institucionais, atua como assistente curatorial da 29ª Bienal de São Paulo, e em 2011 integra a equipe de pesquisa curatorial do programa Rumos Visuais, do Instituto Itaú Cultural. Entre 2012 e 2013, é curadora adjunta do 33º Panorama de Arte Brasileira.

Em projetos autorais como curadora, realiza exposições individuais e coletivas para a galeria pernambucana Amparo 60, como a do artista multimídia Paulo Brusky (1949), em 2008. No mesmo ano, é responsável pela individual das artistas Regina Parra (1984), no espaço Pivô, em São Paulo, e Raquel Magalhães (1992), no espaço Santander Cultural, em Porto Alegre.

Desse conjunto autoral, destaca-se a coletiva Elefante Branco com Paninho em Cima, de 2016, resultante da residência curatorial no Paço das Artes e no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Nela, articula-se o estudo da ideia de juventude como capital simbólico, com base em autorretratos de artistas de diferentes gerações e contextos, com estratégias arquivistas, editoriais e de análise conceitual do sistema das artes, em concomitância a um grupo de estudos que discute esses tópicos. 

O interesse pela juventude como categoria qualitativa por parte de Ana Maria Maia se manifesta também na direção curatorial da mostra A Marquise, o MAM e Nós no Meio, de 2018, em São Paulo, parceria do programa educativo do museu com o coletivo O Grupo Inteiro. É elaborada uma programação expositiva que dialoga com o público ocupante da marquise do parque, formada por jovens praticantes de esportes radicais e street dance, mas que quase nunca frequentam o museu. Nesse projeto, interessa à curadoria estabelecer canais de comunicação simbólica e lúdica entre dois universos próximos, mas opostos.

Ainda em 2018, realiza a curadoria da exposição Arte-Veículo, no Sesc Pompeia, resultante da publicação homônima de 2015, vencedora do prêmio Funarte de incentivo às artes visuais. Nessa mostra, Maia apresenta em um recorte histórico obras e propostas que fazem uso e desuso dos meios informacionais, produzidos entre as décadas de 1950 e 1980, em suportes tecnológicos avançados para a época ou via improvisos técnicos. A seletiva panorâmica evidencia a presença de tópicos políticos e formais em comum entre os artistas.

Em 2020, inaugura sua primeira exposição como assistente curatorial da Pinacoteca do Estado de São Paulo, efetuando um recorte arquivístico da produção do artista multimídia Hudinilson Jr. (1957-2013).

Os trabalhos e projetos curatoriais de Ana Maria Maia articulam tanto investigações sobre a juventude como força propulsora do sistema das artes quanto interesses pelos processos de disseminação informacional e seus veículos.

Cursos 1

Abrir módulo

Exposições 13

Abrir módulo

Palestras 2

Abrir módulo

Seminários 1

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 6

Abrir módulo
  • LABRA, Daniela (curad.). FRESTAS: Trienal de artes: entre pós-verdades e acontecimentos/ SESC – Serviço Social do Comércio. São Paulo: Sesc São Paulo, 2017.
  • LAGNADO, Lisette (curad.); MAIA, Ana Maria (curad. adj.). P33: Formas únicas da continuidade no espaço. 33º Panorama da Arte Brasileira. São Paulo: Museu de arte Moderna de São Paulo, 2013.
  • MAIA, Ana Maria (curad.). A marquise, o MAM e nós no meio. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2018.
  • MAIA, Ana Maria. Arte-Veículo: intervenções na mídia de massa brasileira. Recife: Editora aplicação, 2015.
  • MAIA, Ana Maria. [Currículo]. Enviado pela curadora em: [s.d.].
  • MATTOS, Josué (curad.). FRESTAS: Trienal de artes. 1ª Catálogo. Realização do Serviço social do Comércio. São Paulo: Sesc, 2015.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: