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Literatura

Elvira Vigna

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 15.12.2020
29.09.1947 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
10.07.2017 Brasil / São Paulo / São Paulo
Elvira Vigna (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1947 - São Paulo, São Paulo, 2017). Romancista, tradutora, ensaísta, jornalista, ilustradora, artista plástica e crítica de arte. Em 1975, forma-se em literatura pela Universidade de Nancy (França), e, em 1979, obtém o título de mestrado em teoria da significação, na Faculdade de Comunicação da Unive...

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Biografia

Elvira Vigna (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1947 - São Paulo, São Paulo, 2017). Romancista, tradutora, ensaísta, jornalista, ilustradora, artista plástica e crítica de arte. Em 1975, forma-se em literatura pela Universidade de Nancy (França), e, em 1979, obtém o título de mestrado em teoria da significação, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Como jornalista, inicia a carreira fazendo releases, com trabalhos para a revista Fair Play e traduções para o consulado do Marrocos, no Rio de Janeiro. Na década de 1960, edita a revista A Pomba, com Eduardo Prado. Trabalha para os jornais O Globo e Folha de S.Paulo, como correspondente de informática, em Nova York; O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil, para os quais escreve críticas de arte até 2006. Destaca-se como autora de livros infantojuvenis, a partir dos anos 1970, com a publicação de uma série de histórias sobre Asdrúbal, o Terrível. Recebe o Prêmio Jabuti na categoria infantojuvenil, com Lã de Umbigo (1979).

Desde 1981, com o livro de Eliane Ganem, O Coração de Corali (1981), faz ilustrações de livros da mesma modalidade; entre esses títulos, sobressaem os de Roseana Murray (1950). Como romancista, publica Sete Anos e Um Dia (1988) e outras sete obras. Também recebe o Prêmio Machado de Assis de ficção da Academia Brasileira de Letras (ABL) com Nada a Dizer (2010). Publica com regularidade artigos sobre arte e literatura no site Études Lusophones da Sorbonne IV. Recebe o Prêmio Oceanos 2015, com o romance Por Escrito (2014).

Análise

Elvira Vigna procura, em seus romances, refletir sobre temas atuais, relacionados a questões éticas e identitárias e ligadas a gênero. Isso ocorre, por exemplo, em Nada a Dizer, livro no qual uma mulher, ao descobrir-se traída pelo marido, sai em busca da própria identidade. Conforme a crítica Edma Cristina de Góis, “ao tratar das instabilidades identitárias, a autora termina por apresentar também um panorama dos relacionamentos na contemporaneidade, mostrando que não há qualidades fixas nos sujeitos”1.

Outros questionamentos ocupam suas narrativas, como a relação entre representação e realidade e as dificuldades de o narrador abarcar o mundo em que vive. A importância que confere a aspectos estruturais e de influência clássica, como a unidade da narrativa e o decoro – tanto interno, na relação entre o caráter dos personagens e suas ações, como externo, em que tais ações ganham importância nos debates éticos da atualidade –, também caracteriza sua crítica. Além de identificar tais elementos, percebe neles uma gama de sentidos sociais subjacentes.

Como ilustradora, tanto em livros seus como de outros autores, Elvira utiliza uma dimensão metafórica da ilustração em relação ao texto que lhe serve de base. Assim, não faz representação literal de enredo e personagens. Isso seria, segundo depoimento próprio, nefasto para o público infantil, que teria na ilustração um substituto imediato para o texto.

Nota

1 GÓIS, Edma Cristina de. O que ainda poderia ser dito. In: Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea, UnB. Disponível em: < http://gelbcunb.blogspot.com.br/2010/05/o-que-ainda-poderia-ser-dito.html >. Acesso em: 3 nov. 2013.

Fontes de pesquisa 8

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