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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Mariana de Matos

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.07.2021
1987 Brasil / Minas Gerais / Governador Valadares
Mariana de Matos (Governador Valadares, Minas Gerais, 1987). Poeta e artista visual. Investiga, tanto no campo das artes visuais quanto da literatura, a presença de diferentes narrativas através da contribuição da poesia negra na decolonialidade das relações, além de passar por questões como identidade, conflitos territoriais e as relações de po...

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Mariana de Matos (Governador Valadares, Minas Gerais, 1987). Poeta e artista visual. Investiga, tanto no campo das artes visuais quanto da literatura, a presença de diferentes narrativas através da contribuição da poesia negra na decolonialidade das relações, além de passar por questões como identidade, conflitos territoriais e as relações de poder na história do Brasil, advindas da escravidão.

Formada em artes visuais pela Escola Guignard/Universidade Estadual de Minas Gerais (Guinard/UEMG), em 2009, e mestre em teoria literária pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 2020, com grande frequência trabalha a relação entre imagem e palavra através de diferentes materiais e linguagens, como pintura, instalações, poesia expandida e costura.

Funda o selo de poesia expandida Bendito Ofício (2010), pelo qual publica seus livros Prosa e Verbo (2010) e Meta (2016), além de editar trabalhos de outros artistas.

Com esta última técnica e levando à discussão relações de poder baseadas no racismo estrutural, realiza a obra Meu Preto Desassossego em seu Branco Travesseiro (2017), na qual borda com linha preta uma fronha branca com a frase que dá nome ao trabalho. O mesmo debate é apresentado na obra VÃO ou Como Discutir Privilégios Através de Jogos de Sorte e Azar, realizada em 2018 e que mescla técnicas como serigrafia, bordado e colagem. Composta por um díptico, a artista demonstra, por meio de dois labirintos, como corpos brancos e negros transitam de maneiras diferentes e como a presença de palavras como “memória” e “origem” criam diversos trajetos, possibilidades e barreiras para que esses corpos desenhem seus caminhos. Mariana apresenta aqui o racismo e a estrutura social brasileira em forma de um jogo.

Desde 2017 organiza o grupo MUNA (mulheres negras nas artes), que promove artistas negras através de ações como editais e orientação para a produção artística.

Traçando um caminho poético entre as artes visuais e a literatura, Mariana promove o debate sobre as relações de poder na sociedade, especialmente envolvendo mulheres negras, ao mesmo tempo que abre espaço para jovens artistas.

Exposições 3

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Mídias (2)

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Mariana de Matos – Encontros de Interrogação (2017)
A poeta e artista visual Mariana de Matos fala nesta entrevista sobre seus desassossegos e sua relação com a poesia, sobre metodologia de trabalho e referências. Para ela, a literatura é o meio que faz a costura em seus processos artísticos. Também comenta o projeto Poesia como Paisagem.
Depoimento gravado em maio de 2017, no Itaú Cultural, em São Paulo/SP.
Mariana de Matos e Oswaldo de Camargo – O negro na literatura – Diálogos Ausentes (2017)
O debate – parte do ciclo que discute a literatura na série Diálogos Ausentes – reúne o jornalista e escritor Oswaldo de Camargo, a poeta e artista visual Mariana de Matos, o jornalista e fotógrafo Roniel Felipe e a escritora e produtora cultural Janine Rodrigues para discutir o campo de atuação do negro na literatura e a trajetória de cada convidado.

Com mediação de Diane Lima. Evento gravado em maio de 2017 na sede do Itaú Cultural, em São Paulo/SP.

Fontes de pesquisa 4

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