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Enciclopédia Itaú Cultural
Literatura

Gumercindo Rocha Dorea

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.04.2021
04.08.1924 Brasil / Bahia / Ilhéus
21.02.2021 Brasil / São Paulo / São Paulo
Gumercindo Rocha Dorea (Ilhéus, Bahia, 1924 - São Paulo, São Paulo, 2021). Editor, escritor e jornalista. Filho do cacaulista Alcino da Costa Dorea e de dona Emérita da Rocha Dorea, compositora de sonetos e colaboradora esporádica em periódicos de Sergipe, seu Estado de origem. Em 1934, muda-se com a família para Salvador, ingressa no Ginásio da...

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Gumercindo Rocha Dorea (Ilhéus, Bahia, 1924 - São Paulo, São Paulo, 2021). Editor, escritor e jornalista. Filho do cacaulista Alcino da Costa Dorea e de dona Emérita da Rocha Dorea, compositora de sonetos e colaboradora esporádica em periódicos de Sergipe, seu Estado de origem. Em 1934, muda-se com a família para Salvador, ingressa no Ginásio da Bahia onde tem aulas com o filólogo Herbert Parentes Fortes, um dos líderes da Ação Integralista Brasileira - AIB no Estado baiano; depois, freqüenta o curso complementar de direito. Muda-se com a família para o Rio de Janeiro em 1944, e, dois anos depois, torna-se responsável pela página literária publicada no jornal A Marcha, veículo de propaganda do Partido da Representação Popular - PRP, que reúne ex-integrantes da AIB. Conclui o curso de direito na Faculdade Católica de Direito do Rio de Janeiro em 1948. No ano de 1952, passa a freqüentar o Centro Cultural de Juventude, onde conhece o escritor e político Plínio Salgado (1895 - 1975), idealizador do movimento integralista, que se torna seu grande amigo. Inicia a carreira de editor em 1948, fundando a Edições GRD, que na década de 1960 lança grande parte dos títulos que compõem a Coleção Ficção Científica GRD, com obras de autores brasileiros consagrados em outros gêneros literários, como Dinah Silveira de Queiroz (1911 - 1982) e Antonio Olinto (1919), e, por jovens ficcionistas como Jerônymo Monteiro (1908 - 1970), Rubens Teixeira Scavone (1925 - 2007) e André Carneiro (1922), que passam a ser designados como membros da Geração GRD. À frente da editora, Dorea organiza a Antologia Brasileira de Ficção Científica, em 1961, composta por , com textos escritos por Rachel de Queiroz (1910 - 2003) e Fausto Cunha (1923 - 2004), entre outros. Em 1963, edita Os Prisioneiros, primeiro romance publicado pelo escritor Rubem Fonseca (1925), contando com o apoio financeiro do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais - Ipes, comandado pelo general Golbery do Couto e Silva (1911 - 1987), e diversos títulos favoráveis ao regime instaurado com o golpe militar de 1964. Nesse ano, assume a Superintendência de Turismo da Cidade de Salvador, que dirige até 1967. Muda-se para a cidade de São Paulo em 1972, e trabalha na Convívio - Sociedade Brasileira de Cultura cerca de cinco anos. Nesse período coordena a edição da revista Convivium e a coleção Biblioteca do Pensamento Brasileiro, ambas publicadas pela Editora Convívio. Em 2002, lança o livro Ora Direis...Ouvir "Orelhas" que Falam de Livros, Homens e Idéias, composto de diversos textos de sua autoria nas orelhas dos títulos por ele editados desde 1960.

 

Fontes de pesquisa 2

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  • CAMARGO, Oswaldo de. O homem que farejava tesouros brasileiros. Entrevista com Gumercindo Rocha Dorea. Jornal da Tarde, São Paulo, 30 de ago. 1986. Caderno de Programas e Leituras, p. 6.
  • CAUSO, Roberto de Sousa. Com a palavra, Gumercindo Rocha Dórea. Somnium. Publicação oficial do Clube de Leitores de Ficção Científica. São Paulo, nº 100, 2007. p. 4-31.

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