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Sandra Corveloni

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.11.2019
1965 Brasil / São Paulo / Flórida Paulista
Sandra Regina Corveloni (Flórida Paulista, São Paulo, 1965). Atriz e diretora. Integrante do Grupo Tapa, tem a carreira ligada à pesquisa e à encenação de textos consagrados. Torna-se conhecida nacionalmente, em 2008, ao ganhar o Prêmio de Melhor Atriz, no festival de Cannes, na França, com o filme Linha de Passe (2008).    

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Sandra Regina Corveloni (Flórida Paulista, São Paulo, 1965). Atriz e diretora. Integrante do Grupo Tapa, tem a carreira ligada à pesquisa e à encenação de textos consagrados. Torna-se conhecida nacionalmente, em 2008, ao ganhar o Prêmio de Melhor Atriz, no festival de Cannes, na França, com o filme Linha de Passe (2008).    

Nascida no interior de São Paulo, muda-se para a capital aos 5 anos, com a mãe, o pai e dois irmãos mais velhos. Inicia a trajetória artística somente aos 19 anos – antes, trabalha no Instituto de Pesquisas Tecnológicas e em uma gráfica.

Em 1988, aproxima-se do teatro ao fazer um curso de interpretação no Sesc Pompeia. Nesse período de estudante, trabalha como animadora de festas infantis e encena peças educativas em empresas, abordando questões ligadas à segurança no trabalho. Forma-se em Teatro em 1991, na Pontífica Universidade Católica (PUC-SP), e estreia profissionalmente no ano seguinte, na peça Beckett in White, dirigida por Mauricio Lencastre. 

Desde então, integra elencos de montagens de obras escritas por importantes autores, a exemplo de João Cabral de Mello Neto (1920-1999), com “Morte e Vida Severina” (1996), sob direção de Silnei Siqueira (1934-2013), e de Maria Clara Machado (1921-2001), com “A Menina e o Vento” (1996), dirigida por André Garolli (1967). 

A relação de Sandra Corveloni com o chamado “teatro de dramaturgia” se fortalece com a entrada dela para o Grupo Tapa, companhia liderada por Eduardo Tolentino de Araújo (1954). A primeira peça da qual participa, em 1996, é Rasto Atrás, escrita por Jorge Andrade (1922-1984) e dirigida por Tolentino. No Tapa, Corveloni, além de atriz, dá aulas, é assistente de direção e diretora. Nesta última função, codirige espetáculos como Amigo Siciliano (2008), de Luigi Pirandello (1867-1936), em parceria com Tolentino. Leva sua experiência de preparação cênica para outros campos de atuação, como o cinema.

Sua primeira experiência no audiovisual é o longa-metragem Linha de Passe, dirigido por Walter Salles (1956) e Daniela Thomas (1959). Por ela, Sandra recebe o prêmio de melhor atriz em Cannes, tornando-se a segunda brasileira a conseguir tal feito, depois de Fernanda Torres (1965), premiada em 1986. Segundo a atriz, o modus operandi do filme, com ensaios prévios e preparação de elenco, assemelha-se ao trabalho teatral.

No filme, ela interpreta a empregada doméstica Cleuza, que cria sozinha quatro filhos pequenos e está grávida do quinto. A vida sofrida da família encontra esperança no talento de um dos meninos, Dario, cujo sonho é ser jogador de futebol. Para a atriz, a crítica social levantada pelo filme é uma “metáfora do Brasil que está sempre procurando um pai”. 

Após o sucesso em Cannes, Sandra Corveloni tem rápidas aparições na televisão, em papéis coadjuvantes. Os destaques, porém, são personagens com tramas mais dramáticas. Em 2013, na novela “Amor à Vida”, da Globo, interpreta Neide, mãe que precisa aprender a lidar com os preconceitos em torno da filha autista, Linda. E em 2017, entra para o elenco de O Outro Lado do Paraíso, na mesma emissora, dando vida a Lorena – mulher cuja filha é abusada pelo próprio padrasto, mas faz vista grossa para os crimes do marido. 

Apesar desses trabalhos fora dos palcos, é o teatro, no entanto, a base de criação de Corveloni. Seu envolvimento em trabalhos de pesquisa cênica, sobretudo os elaborados processos da Tapa, influenciam a atriz na sua maneira de construir personagens. Até mesmo ao fazer “Linha de Passe”, explica ela, com modus operandi de ensaios prévios e preparação, parecido como no teatro.

Apesar da atuação fora dos palcos, o teatro é a base de criação de Corveloni. Seu envolvimento em trabalhos de pesquisa cênica, sobretudo os desenvolvidos no Grupo Tapa, influenciam sempre sua maneira de construir personagens.

Obras 1

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Eventos relacionados 2

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Mídias (1)

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Sandra Corveloni - Série Encontra - Arte 1 (2019)
A atriz Sandra Corveloni conversa com Gisele Kato sobre a emoção dos primeiros trabalhos, as dificuldades envolvidas no ofício de atuar e a possibilidade de ir transformando a própria atuação no teatro, a partir da reação do público, ao contrário do cinema e da televisão.

Ela reforça a fala de que o teatro tem um potencial de transformar o mundo e associa isso ao potencial que levou à criação do Grupo Tapa. Também conta sobre a morte da filha, a premiação em Cannes e a forma como lidou com a dor, em paralelo a um momento de grande reconhecimento em sua carreira.

A Enciclopédia Itaú Cultural apresenta a série Encontra, produzida pelo canal Arte 1. Em um bate-papo com Gisele Kato, o público é convidado a entrar nas casas e ateliês dos artistas, conhecendo um pouco mais sobre os bastidores de sua produção.

Créditos
Presidente: Milú Villela
Diretor-superintendente: Eduardo Saron
Superintendente administrativo: Sérgio Miyazaki
Núcleo de Enciclopédia
Gerente: Tânia Rodrigues
Coordenação: Glaucy Tudda
Núcleo de Audiovisual e Literatura
Gerente: Claudiney Ferreira
Coordenação: Kety Nassar
Arte 1
Direção: Gisele Kato/ Ricardo Sêco
Produção: Yuri Teixeira
Edição: André Santos

Fontes de pesquisa 4

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