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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Gabriela Motta

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.11.2019
1975 Brasil / Rio Grande do Sul / Pelotas
Gabriela Kremer Motta (Pelotas, Rio Grande do Sul, 1975). Pesquisadora, crítica e curadora de artes visuais. Pesquisa a relação entre arte contemporânea e instituições de arte, buscando perceber como esses espaços se constituem e como a arte dialoga com a institucionalidade. Na prática curatorial, trabalha com artistas que questionam o espaço ge...

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Gabriela Kremer Motta (Pelotas, Rio Grande do Sul, 1975). Pesquisadora, crítica e curadora de artes visuais. Pesquisa a relação entre arte contemporânea e instituições de arte, buscando perceber como esses espaços se constituem e como a arte dialoga com a institucionalidade. Na prática curatorial, trabalha com artistas que questionam o espaço geográfico e as noções de temporalidade e que são atravessados por relações entre matéria, tempo, espaço físico e simbólico. 

Gabriela tem o primeiro contato com artes visuais ao acompanhar processos artísticos como aluna do espaço Torreão, em Porto Alegre, uma escola de artistas dedicada à prática e reflexão sobre arte, criada pelos artistas Elida Tessler (1961) e Jailton Moreira (1960). Nesse espaço, realiza sua primeira curadoria com a exposição Contemporão (2004), com trabalhos dos artistas Luiz Roque (1979), Cristina Ribas (1980) e Cristiano Lenhardt (1975).

Em 2005, defende a dissertação de mestrado Entre Olhares e Leituras: uma Abordagem da Bienal do Mercosul 1997-2003, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A pesquisa, publicada em livro posteriormente, analisa as relações entre agentes da Bienal do Mercosul, apresentando entrevistas com artistas das cinco primeiras edições. O trabalho busca traçar o espaço dessa experiência de arte, tanto em via histórica quanto simbólica. Nas pesquisas e curadorias de Gabriela, ela procura entender como os artistas respondem ao seu contexto, ao seu lugar de origem, e levam essa experiência para seus trabalhos.

Em 2007, realiza em parceria com a curadora Fernanda Albuquerque (1978) a exposição Campo Coletivo, no Centro Universitário Maria Antonia da USP, em São Paulo. A mostra apresenta cinco coletivos de artistas – Poro (Belo Horizonte), Cine Falcatrua (Vitória), Laranjas (Porto Alegre), GIA (Salvador) e Espaço Coringa (São Paulo) – que buscam gerar circuitos alternativos ao do sistema da arte. A exposição propõe-se como lugar de conversa e consulta sobre a atuação desses coletivos, expondo materiais gráficos, projeções e ativações.

Gabriela participa como assistente curatorial do Rumos Artes Visuais (2008-2009), promovido pelo Itaú Cultural. Nesse projeto, realiza mapeamento da produção de arte contemporânea da região Sul, percebendo tendências da arte produzida por jovens artistas. Participa dos prêmios PIPA (2015, 2017 e 2019), do Prêmio Marcantonio Vilaça (2014) e do Rumos Itaú Cultural (2010/2013 e 2017/2018) como curadora, experiências por meio das quais entra em contato com produções de arte contemporânea além da região Sul e relevantes para formação de seu repertório e para sua prática curatorial.

Atua como curadora da Galeria Ecarta, em Porto Alegre, e realiza exposições relevantes para sua trajetória, como a mostra Convivência Espacial (2010), com participação dos artistas Luiz Roque, Marcos Sari (1972), Romy Pocztaruk (1983). A mostra apresenta a convivência entre diversos modos de produção da arte contemporânea, colocando trabalhos com diferenças formais no mesmo espaço para entender como podem se relacionar ou não. 

Em 2014, realiza a curadoria da exposição CantosreV (lê-se Canto Verso), do artista Nelson Felix (1954), um desdobramento de sua pesquisa de doutorado. A pesquisa versa sobre as obras do artista que envolvem deslocamento geográfico e trabalha diferentes dimensões de sua produção, considerando a contiguidade dos trabalhos analisados, a temporalidade supra-humana das obras e sua monumentalidade.

A mostra, realizada no Instituto Ling, em Porto Alegre, promove o diálogo entre obras complementares que falam sobre espaço e experiência. Em 4 Cantos (2008), o artista viaja para quatro extremos de Portugal com quatro blocos de pedra. Em cada canto do país, coloca as pedras no solo e desenha paisagens. No último canto, em um espaço interno, o artista coloca os blocos nos cantos da parede e escreve, em ponteiras de bronze, versos do poema “Casa Térrea”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner (1919-2004). Na obra Verso (2013), o artista descobre duas ilhas equidistantes da cidade de São Paulo, uma no Oceano Pacífico, outra, no Oceano Atlântico. Ele viaja até essas ilhas e finca no solo três peças de latão que compõem a letra “A”, em homenagem ao poeta catalão Joan Brossa (1919-1998), no poema visual “Desmuntatge”. Gabriela percebe nesses trabalhos de Felix a contiguidade que, no entanto, desafia as noções de tempo e espaço. Em 2015, defende pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo(ECA/USP), a tese Comoumsótrabalho – Sobre os Projetos de Escala Geográfica de Nelson Felix.

Gabriela publica textos sobre os pontos de contato entre as artes visuais e as instituições de arte. Entre suas ações de formação, destaca-se o Seminário Curadoria em Artes Visuais – Um Panorama Histórico e Prospectivo (2017), realizado no Santander Cultural de Porto Alegre. O evento reúne nomes relevantes da curadoria nacional, como Suely Rolnik (1948), Frederico Morais (1936) e Moacir dos Anjos (1963), e propõe uma reflexão sobre a prática e o pensamento curatorial, debatendo temas de história da arte e questões políticas do mundo contemporâneo nas artes visuais.

A prática curatorial de Gabriela Motta é movida pelo interesse em dialogar com a produção de artistas que são influenciados pelos contextos em que vivem, por seus espaços físicos ou simbólicos. A pesquisa sobre as instituições de arte e a curadoria dão ao seu trabalho uma dimensão crítica, que a permite entender como a produção dos artistas responde a esses temas.

Espetáculos 2

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Exposições 5

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Palestras 1

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Fontes de pesquisa 11

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