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Dança

Ana Esmeralda

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 17.01.2017
12.12.1931 Marrocos
Ana Esmeralda (Marrocos, 1929). Atriz, bailarina, coreógrafa e professora. Com apenas 3 meses de idade muda-se pra Sevilha, com os pais. Aos 13 anos inicia seus estudos de dança e, pouco tempo depois, começa a carreira profissional em Madri. A convite do produtor Marquês de Montemar, participa do elenco de Rapsódia Espanhola e segue em turnê pel...

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Biografia
Ana Esmeralda (Marrocos, 1929). Atriz, bailarina, coreógrafa e professora. Com apenas 3 meses de idade muda-se pra Sevilha, com os pais. Aos 13 anos inicia seus estudos de dança e, pouco tempo depois, começa a carreira profissional em Madri. A convite do produtor Marquês de Montemar, participa do elenco de Rapsódia Espanhola e segue em turnê pela Europa. Dedica-se aos estudos de balé clássico e espanhol, “escuela bolera” com Luísa Pericet (1932), e flamenco com La Kika, El Estampio e Enrique El Cojo (1912-1985). Durante este período, estreia como bailarina solista na Europa. depois de se  apresentar na BBC de Londres e no Savoy Theater é convidada pra atuar no filme El Amor Brujo (1949), do espanhol Antonio Román (1911-1989). É escalada como protagonista da obra. Conhecida internacionalmente, na década de 1950, Ana prepara uma montagem de balé baseada no filme.

Em 1954, vem ao Brasil, para o 1o Festival de Cinema de São Paulo e conhece o produtor de cinema Mário Audrá (1921-2004), que a convida para protagonizar o filme Quem Matou Anabela? (1956). Esmeralda e Audrá casam-se em 1955 e a atriz fixa residência no país. Após um ano na Espanha, volta ao Brasil, em 1965 e atua no filme São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luís Sérgio Person (1936-1976). Ao longo da carreira, atua em 14 filmes.

A partir da década de 1980, dedica-se exclusivamente à dança. Funda, em 1986, o Ballet Ana Esmeralda (1986-2006) e, a partir de então, concentra-se na atuação de professora e coreógrafa de flamenco. Uma das pioneiras no ensino de flamenco no Brasil, forma a primeira geração de bailarinos, professores e coreógrafos brasileiros – a geração filhos de Saura, como Yara Castro, Deborah Nefussi, Angela Menta e Vera Alejandra. De 1988 até 1993, Ana ministra aulas regulares de flamenco em casa. Com o aumento de alunos, em 1993, cria a Associação de Arte e Cultura Flamenca no Brasil (o Studio Ana Esmeralda), em funcionamento até hoje.

Análise
Ana Esmeralda começa cedo a carreira de bailarina, e seu trabalho é logo reconhecido, nacional e internacionalmente. Em pouco tempo, expande sua atuação para o cinema. Entretanto, é como professora de flamenco que se torna destaque da dança no Brasil.

Dos trabalhos realizados, cabe destacar o filme El Amor Brujo. A obra do músico espanhol Manuel de Falla (1876-1946) é mundialmente conhecida e tem várias daptações para teatro, dança e cinema. No Brasil, a montagem cinematográfica sob a direção do cineasta Carlos Saura (1932), de 1986, torna-se uma das únicas fontes de informação sobre flamenco, junto a outros dois filmes do diretor, Carmen (1983) e Bodas de Sangre (1981). Durante a década de 1980, a geração filhos de Saura alimenta-se essencialmente dessa trilogia de filmes.

Ana Esmeralda é a primeira atriz/bailarina a fazer a personagem Candela no cinema, em 1949, trabalho emblemático para o flamenco no Brasil. Em relação à dança, cabe destacar Rapsódia Espanhola, montado em 1986. Com participação de artistas espanhóis, o espetáculo fica cerca de três meses em cartaz, percorrendo as cidades de São Paulo, Salvador, Recife e Manaus. Numa época em que ainda poucos locais têm contato com flamenco, contribui para difusão da dança no país. Ao abrir o Ballet Ana Esmeralda, desempenha outro importante papel: o de desenvolvimento de dançarinos de flamenco.

O Ballet Ana Esmeralda apresenta o espetáculo Sincretismo, em 1999, apenas com dançarinos de flamenco brasileiros na cidade de Salvador e, depois, em São Paulo, por cerca de um ano. Outro aspecto relevante é o desejo de aproximar o flamenco da musicalidade baiana e de outros estilos e sonoridades – balé clássico, ritmos brasileiros e espanhóis. Convida, por exemplo, convidar um chefe de terreiro para tocar atabaque e um percussionista para tocar berimbau no espetáculo apresentado.

Fontes de pesquisa 2

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  • RUIZ, Manuel Rios e VEGA, Blas José. Diccionario enciclopédico ilustrado del flamenco. Madrid: Editorial Cinterco, 1990.
  • STUDIO Ana Esmeralda. São Paulo. Disponível em: < http://studioanaesmeralda.wordpress.com >. Acesso em: 16 de outubro de 2013.

Como citar

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