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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Lucia Chedieck

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.06.2017
10.05.1963 Brasil / Pará / Belém
Maria Lúcia Chedieck Martins (Belém PA 1963). Iluminadora e cenógrafa. Um dos nomes mais representativos entre os profissionais técnicos que despontam nos anos 1990. Destaca-se pela originalidade das pesquisas em que se fundamenta para criar a luz de espetáculos e fornecer a esse elemento uma expressiva carga simbólica.

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Biografia

Maria Lúcia Chedieck Martins (Belém PA 1963). Iluminadora e cenógrafa. Um dos nomes mais representativos entre os profissionais técnicos que despontam nos anos 1990. Destaca-se pela originalidade das pesquisas em que se fundamenta para criar a luz de espetáculos e fornecer a esse elemento uma expressiva carga simbólica.

A primeira experiência com o teatro se dá em 1987, em Belém, com o Grupo Experiência, em que atua durante três anos como cenógrafa, colaborando com o diretor Cacá Carvalho. Em seguida, estuda iluminação com renomados profissionais na área de teatro e cinema, como Aurélio de Simoni, Chico Botelho e Gil Camargo.

Em 1990, em São Paulo, com o projeto de luz da montagem de Peer Gynt, de Henrik Ibsen, encabeçada por Roberto Lage, começa uma trajetória com encenadores fundamentais para seu amadurecimento. Em 1991, a parceria entre Lúcia, Gil Teixeira e Marco Antonio Rodrigues na iluminação de Enq, o Gnomo, de Marcos de Abreu, dirigido por Marco Antonio Rodrigues, recebe o Prêmio da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo - Apetesp. É indicada para o mesmo prêmio, em 1995, por Angels in America - O Milênio se Aproxima, de Tony Kushner, com direção de Iacov Hillel.

Novas experimentações se efetivam em Einstein, de Gabriel Emanuel, encenado por Silvio Zilber, em 1997. No ano seguinte, em Belém, dedica-se à montagem de Galvez, O Imperador do Acre, de Luiz Carlos Góes e Márcio Souza, direção de Amir Haddad. Nessa cidade, assina mais dois espetáculos dirigidos por Cacá Carvalho: Toda Minha Vida por Ti, de Edyr Augusto, 2001; e Hamlet, de Shakespeare, 2002.

A maturidade estilística se revela mais nitidamente nas montagens vinculadas ao processo colaborativo, em que a investigação estética valoriza o trabalho de equipe. Exemplo disso se encontra em Tauromaquia, da Companhia Balagan, dirigido por Maria Thaís, em 2004. Lúcia recebe o Prêmio Shell pela iluminação do espetáculo, em que procura reproduzir a atmosfera do universo sertanejo de vaqueiros, como nas cenas que evocam calor, rios e água em movimento.

Em 2006, faz uma iluminação sensível para Os Crimes do Preto Amaral, texto e direçãi de Paulo Faria, em que preenche paredes e teto da sede da Companhia Pessoal do Faroeste com lâmpadas e lustres especialmente criados para a montagem.

Novamente com a Companhia Balagan, monta em 2007, Západ, A Tragédia do Poder, com dramaturgia de Alessandro Toller, Newton Moreno e Luís Alberto de Abreu. Para conceber esse trabalho, passa 20 dias na Rússia para observar a incidência da luz solar na região. Sobre o papel da iluminadora nesses dois espetáculos, diz Maria Thaís: "A parceria com Lúcia Chedieck traz uma contribuição diferenciada. Com ela, é possível trabalhar com um propositor, e não com alguém que chega à última etapa de montagem de uma peça e entra com a luz. Ao contrário, Lúcia é uma pesquisadora no sentido mais amplo, tanto por participar de todo o processo desse trabalho como por pesquisar sobre sua matéria no espetáculo, a luz, e os efeitos produzidos. E há nisso uma questão conceitual bastante profunda".1

Ainda em 2007, colabora com a Companhia Livre, da diretora Cibele Forjaz, em VemVai - O Caminho dos Mortos, e com o diretor Alexandre Reinecke em sua montagem de Álbum de Família, de Nelson Rodrigues.

Paralelamente ao trabalho de criação, ministra palestras, cursos e oficinas de iluminação em secretarias de cultura e centros culturais de algumas cidades do Brasil, além de assinar projetos luminotécnicos de fachadas de igrejas e teatros de Belém que valorizam sua arquitetura.

Notas

1. THAÍS, Maria. Depoimento à Enciclopédia Itaú Cultural de Teatro. São Paulo, 10 mai. 2007.

Espetáculos 22

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Fontes de pesquisa 11

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  • ANUÁRIO de teatro 1994. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1996. R792.0981 A636t 1994
  • DEDODATO, Livia. O poder como clausura humana. O Estado de S. Paulo, São Paulo, Caderno 2, 11 jan. 2007.
  • LIMA, Natalie Araújo Lima. Paixão pela luz. Luz e Cena, Rio de Janeiro, ano VII, n. 77, dez. 2005. p. 22-24.
  • PEREIRA, Roberto (org). Luz na Dança: Contornos e Movimentos. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura/Eletrobras, 1998.
  • Programa do Espetáculo - Angels in América -Parte I, O Milênio se Aproxima, 1995. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Cadela de Vison - 2008.
  • Programa do Espetáculo - Clarispectros de Nós - 1994.
  • Programa do Espetáculo - Einstein - 1998. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Escada de Giz - 2003. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Labirinto Reencarnado - 2008. Não catalogado
  • THAÍS, Maria. Depoimento à Enciclopédia Itaú Cultural de Teatro. São Paulo, 10 mai. 2007.

Como citar

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