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Teatro

Johnny Franklin

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 22.10.2019
31.10.1931 Brasil / São Paulo / São Paulo
11.01.1991 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
João Franco de Oliveira (São Paulo, 1931 – Rio de Janeiro, 1991). Bailarino, coreógrafo, professor e diretor. Inicia os estudos em 1944, na Escola Municipal de Bailado de São Paulo. Sua professora Maria Olenewa (1896-1965) atribui-lhe o nome artístico Johnny Franklin. Entre 1945 a 1968, integra o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Jan...

Texto

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João Franco de Oliveira (São Paulo, 1931 – Rio de Janeiro, 1991). Bailarino, coreógrafo, professor e diretor. Inicia os estudos em 1944, na Escola Municipal de Bailado de São Paulo. Sua professora Maria Olenewa (1896-1965) atribui-lhe o nome artístico Johnny Franklin. Entre 1945 a 1968, integra o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e torna-se primeiro-bailarino em 1951 1. Em 1948, recebe o prêmio de Bailarino Revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT). 

Entre 1949 e 1950, dança no Ballet Society, dirigido por Tatiana Leskova (1922). Em 1951, parte para  os Estados Unidos, onde frequenta o American Ballet School e a escola de Martha Graham (1894-1991). Em 1957, participa do Institut Chorégraphique de Paris, do dançarino russo-francês Serge Lifar (1905-1986).

De 1952 a 1954 2, dirige o Ballet da Juventude, no Rio de Janeiro. Em 1955, inaugura sua própria escola. Na década de 1960, funda a academia de dança da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB). Em 1961, recebe o 1° Prêmio de Novos Coreógrafos por Maracatu. Nos anos 1960, investe nos estudos de danças populares. Em 1968, cria O Romanceiro da Inconfidência para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

De 1968 a 1973, dirige o Corpo de Baile Municipal de São Paulo, mas se desliga do grupo paulista e reassume o cargo como bailarino no Corpo de Baile do Rio de Janeiro. Em 1975, funda a escola Rio Ballet e trabalha para a televisão nos programas Noite de Gala 3 e Espetáculos Tonelux 4 e para o teatro de revista, como A Volta ao Mundo (1946) e Comigo é no Caracaxá (1959).

Em 1983, coreografa o musical Evita para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1988, é convidado para criar o espetáculo 100 Anos da Libertação, apresentado no parque da Quinta da Boa Vista. Em 1991, ano de sua morte, Ireny Pereira Lopes organiza um festival em sua homenagem.

 

Análise

Johnny Franklin integra a geração de bailarinos brasileiros que a dança como único ofício. Trabalha em várias funções deste universo, como bailarino, coreógrafo, professor e diretor. Com formação consistente, participa da primeira companhia pública voltada à dança clássica no Brasil, o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A disciplina quase militar é uma das marcas de seu trabalho  como bailarino e como diretor e coreógrafo. Também é fator determinante para que se torne um dos grandes nomes da dança clássica nacional.

Como coreógrafo, a contribuição à dança brasileira está no conjunto da obra. De remontagens a adaptações dos clássicos de repertório, sua verve criadora filia-se às danças cujos temas evocam a cultura brasileira. Maracatu, O Uirapuru e Contos de Areia são alguns exemplos de obras voltadas para essa escolha. A trilha sonora de suas coreografias também conta com um no rol de compositores nacionais escolhidos para representar a diversidade cultural do país, como Dorival Caymmi (1914-2008), Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e Francisco Mignone (1897-1986).

 

 

Notas

1. Segundo BRUM, Leonel. Arthur Ferreira, Johnny Franklin e David Dupré: o trio paulista. Rio de Janeiro: Faperj, 2002, Franklin é nomeado em 1948. Segundo SUCENA, Eduardo. A dança teatral no Brasil. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura; Fundação Nacional de Artes Cênicas, 1989, a nomeação se dá em 1951.

2. Segundo BRUM (op. cit.), Franklin assume o cargo em 1953 e, segundo SUCENA (op. cit.), em 1952.

3. Noite de Gala é um programa de variedades da TV Rio, na década de 1950, posteriormente exibido pela TV Globo.

4. Números de música erudita e MPB, além de shows na cidade do Rio de Janeiro. O programa Espetáculos Tonelux também é conhecido como Viva a Música.

Espetáculos 6

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Espetáculos de dança 2

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Fontes de pesquisa 9

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  • ACQUARONE, Denise. Perfil. IBAC - Instituto Brasileiro de Aprimoramento Cultural, Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.ibacrj.com.br/home/denise_acquarone.php. Acesso em: 21 abr. 2013.
  • BRUM, Leonel. Arthur Ferreira, Johnny Franklin e David Dupré: o trio paulista. Rio de Janeiro: Faperj, 2002. (Série Memória do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 27).
  • DIAS, Lineu. Corpo de Baile Municipal. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento de Informação e Documentação, Centro de Pesquisa de Arte Brasileira, 1978.
  • EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculo: I Pagliacci - 1972. Não catalogado
  • ESPETÁCULOS Tonelux. In: MEMÓRIA Globo, enciclopédia virtual. Disponível em: http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,GYN0-5273-257629,00.html. Acesso em: 21 abr. 2013.
  • FARO, Antonio José; SAMPAIO, Luiz Paulo. Dicionário de balé e dança. Rio de Janeiro: Zahar, 1989.
  • FIORATTI, Gustavo. A dança do tempo. Revista da Folha, 15 jun. 2008. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf1506200806.htm. Acesso em: 15 nov. 2012.
  • NOITE de Gala. In: MEMÓRIA Globo, enciclopédia virtual. Disponível em: http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,GYN0-5273-241577,00.html. Acesso em: 21 abr. 2013.
  • SUCENA, Eduardo. A dança teatral no Brasil. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura: Fundação Nacional de Artes Cênicas, 1989.

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