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Kiko Dinucci

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.03.2018
05.07.1977 Brasil / São Paulo / São Paulo
Cristiano Dinucci (São Paulo SP 1977). Compositor, cantor. Sua trajetória profissional é paralela à de artista plástico e músico. Cresce na cidade de Guarulhos, São Paulo, e lá participa de diversas bandas de rock, como a banda hardcore Personal Choice.

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Biografia
Cristiano Dinucci (São Paulo SP 1977). Compositor, cantor. Sua trajetória profissional é paralela à de artista plástico e músico. Cresce na cidade de Guarulhos, São Paulo, e lá participa de diversas bandas de rock, como a banda hardcore Personal Choice.

Sua carreira como compositor popular é marcada pelo lançamento do álbum Padê (2007), em parceria com a cantora Juçara Marçal, projeto contemplado com o Prêmio Ney Mesquita, da Cooperativa de Música de São Paulo. Na sequência, estreia o disco Pastiche Nagô, em 2008, ao lado do Bando AfroMacarrônico. O ano seguinte é marcado por dois lançamentos: com Douglas Germano, utilizando o nome Duo Moviola, o Retrato do Artista quando Pede e Na Boca dos Outros, com vocais de diversos artistas, como Fabiana Cozza, Marcelo Pretto e Rodrigo Brandão. Recentemente, retoma a parceria com Juçara Marçal, e, somado a Thiago França, lança MetáMetá, em 2011. Nesse mesmo ano lança Passo Torto, ao lado dos compositores Romulo Fróes, Rodrigo Campos e do baixista e produtor Marcelo Cabral.

Ainda como músico participa da peça teatral Zumbi, de Paulo Fabiano, e do longa-metragem Carandiru, de Hector Babenco. Como artista plástico desenvolve gravuras e ilustrações com temáticas da cultura popular afro-brasileira. Cinéfilo assumido, e roteirista, realiza o videodocumentário Dança das Cabaças - Exu no Brasil, 2006, projeto contemplado pelo FunCultura de Guarulhos.

Dinucci participa do álbum e do show de lançamento de Pretobrás II: Maldito Vírgula, 2010, álbum póstumo de Itamar Assumpção. A produção desse disco é de Beto Villares, e também conta com a participação especial de Arnaldo Antunes, B.Negão, Pupillo, Curumin, Thalma de Freitas, Marcelo Jeneci e Elza Soares.

 

Comentário Crítico
Kiko Dinucci vem sendo conhecido como um renovador do samba paulista, ao lado de Romulo Fróes, Rodrigo Campos e Douglas Germano, mas seu estilo vai além desse gênero. Em suas composições, percebe-se que o compositor se apropria de marchinha, lundu, jongo, batuque, rumba, bolero, embolada, jazz, ritmos afro-brasileiros, como o afoxé e o ijexá, e modas de viola. Essa associação se dá ao fato de ele utilizar elementos ligados ao samba dos anos 1930 como as letras (que relatam histórias peculiares), o humor e a influência de compositores como Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Geraldo Filme, Raul Torres e compositores contemporâneos como Itamar Assumpção, Luiz Tatit, Wandi Doratiotto.

Da sua fase rock'n'roll, no início da carreira, lhe resta a batida no violão. Porém é nos aspectos harmônicos que transparece a sua influência da vanguarda paulista, movimento deflagrado na década de 1980. Por essas múltiplas referências, ele mesmo define que faz música paulistana urbana. Sua temática nas letras de música está relacionada ao cotidiano, ao cinema, com a cidade, lendas urbanas, ao candomblé e a sua vivência como músico independente e autoprodutor.

As questões estruturais da música, e convenções sobre os gêneros musicais, também são motes para o compositor.  Samba Manco, 2008, é uma canção que tem como temática e estrutura a desconstrução do samba, utilizando uma pulsação ternária, que brinca na própria letra o fato de a composição não ser convencional para o gênero samba. A canção Choro Roots, 2009, descreve os acordes da cadência do chorinho e ao mesmo tempo satiriza a própria tentativa de compor uma canção em sua forma tradicional. As transformações de tempo e espaço para quem vive em uma grande cidade são temas geradores de diversas canções, a exemplo de Agenda (2009) e Samuel (2011).

 

Obras 1

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Shows musicais 1

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Fontes de pesquisa 5

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  • Alves, Adriana. Samba urbano sem caricatura Revista Rolling Stone. Edição 12 - Setembro 2008. Editora RPC. Spring Editora - São Paulo, 2008.
  • Costa, Rafael . A geração do vazio estético. Caderno G- Gazeta do Povo 09 de Julho de 2011. Curitiba.
  • Dinucci, Kiko. Dança das Cabaças - Exu no Brasil, 2005. 54 min. http://dancadascabacas.blogspot.com/.
  • Janotti Jr, Jeder Silveira; Lima, Tatiana Rodrigues; Pires, Victor de Almeida Nobre (orgs.) - Dez anos a mil: Mídia e Música Popular Massiva em Tempos de Internet. Porto Alegre: Simplíssimo, 2011.
  • Pires, Victor de Almeida Nobre. Para além do post-rock: cena, mídia e a nova música instrumental brasileira. UFAL 2010 http://blog.lab.art.br/wp-content/uploads/2011/01/TCC-final.pdf, 2010.

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