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Literatura

Flávio Carneiro

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
26.04.1962 Brasil / Goiás / Goiânia
Flávio Martins Carneiro (Goiânia, Goiás, 1962). Romancista, contista, professor universitário, cronista e roteirista. Filho de um professor de datilografia e de uma professora de escola primária, cresce em Goiânia. Aos 18 anos, muda-se para o Rio de Janeiro e ingressa no curso letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Em 1986, p...

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Biografia

Flávio Martins Carneiro (Goiânia, Goiás, 1962). Romancista, contista, professor universitário, cronista e roteirista. Filho de um professor de datilografia e de uma professora de escola primária, cresce em Goiânia. Aos 18 anos, muda-se para o Rio de Janeiro e ingressa no curso letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Em 1986, publica a novela infantil Acorda, Rita!. Segue carreira acadêmica; faz mestrado e doutorado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), onde começa a dar aulas a partir de 1993. Conclui pós-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Entre outros assuntos, seus trabalhos se debruçam sobre a prosa de ficção brasileira, com foco na literatura fantástica e contemporânea, e na análise da leitura. Publica o livro de contos Da Matriz ao Beco e Depois (1994). Em 1995, passa a lecionar na Uerj, ministrando cursos nas áreas de literatura brasileira e literatura comparada. Trabalha como colaborador regular do suplemento literário dos jornais O Globo e Jornal do Brasil. Lança Entre o Cristal e a Chama: Ensaios Sobre o Leitor (2001) e seu primeiro romance, O Campeonato (2002), uma narrativa policial.

Em 2003, muda-se para Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Publica, em 2005, O País do Presente: Ficção Brasileira no Início do Século XXI, estudo fundamental para a compreensão da literatura produzida recentemente no Brasil. É um dos finalistas do Prêmio Jabuti de 2007 com A Confissão (2006). Retorna ao infantojuvenil em A Distância das Coisas (2008). Lançado em 2013, O Livro Roubado é seu último romance.

Análise

Entre a crítica literária e a ficção, a obra de Flávio Carneiro desenvolve-se por caminhos paralelos que se alimentam a cada nova investida. Experimentando gêneros distintos, Carneiro explora o fantástico, a ficção científica e o romance policial em narrativas dirigidas ao público adulto ou ao juvenil.

Nos estudos acadêmicos e na crítica, o objeto de reflexão do autor é a literatura. É o caso de Entre o Cristal e a Chama, em que Carneiro investiga as teorias que abordam a relação entre a escrita e a leitura. Em seguida, apresenta personagens-leitores presentes em obras de Machado de Assis (1839-1908), Guimarães Rosa (1908-1967), Rubem Fonseca (1925), do americano Edgar Allan Poe (1809-1849), do argentino Julio Cortázar (1914-1984), entre outros.

O vínculo entre a escrita e a leitura, entre a produção e a recepção do texto literário, também são ponto de partida para as narrativas de mistério de A Confissão. Na contramão do realismo vigente, o livro de Flávio Carneiro incursiona pelo terreno do fantástico e do conto policial ao contar a história de um homem que sequestra uma mulher e a arrasta para uma casa isolada. A despeito da expectativa de violência que a situação sugere, esse contador de histórias parece desejar apenas um interlocutor capaz de ouvir seu longo relato. Amarrada a uma poltrona, tal como uma espectadora ideal, mas sem ter noção de sua função naquele jogo, a mulher acompanha a trama labiríntica da qual nasce todo o romance.

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Flávio Carneiro - Enciclopédia Itaú Cultural
Até os 17 anos, o goiano Flávio Carneiro pretende ser jogador de futebol. A empreitada quase dá certo, ao ser convidado a jogar profissionalmente no time Guarani, de Campinas. Também amante da literatura, troca os campos pelas letras e parte para o Rio de Janeiro para estudar. Sem motivos para arrependimento, tem dezenas de livros publicados, roteiros para cinema e participações nas mais prestigiadas publicações do País e do mundo. Seus pais não são leitores vorazes, mas influenciam na decisão do filho. “Meu pai era um grande contador de histórias e batia meus textos à máquina. Minha mãe, costureira, encadernava meus livros”, relembra. Fã de obras de ficção e de alguns poetas, tem como referências Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade. “O que me atrai nesses autores é a capacidade de ser simples. O ‘absolutamente novo’ é ilusório. O que importa é a recriação inventiva”, aposta.

Realização: Gasolina Filmes
Entrevista: Gabriel Carneiro
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 2

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  • CARNEIRO, Flávio. O Campeonato. São Paulo: Rocco, 2009.
  • FLÁVIO Carneiro. Site do autor. Disponível em: < http://www.flaviocarneiro.com.br/ >. Acesso em: 15 jun. 2014.

Como citar

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