Artigo da seção pessoas Toquinho

Toquinho

Artigo da seção pessoas
Teatro / música  
Data de nascimento deToquinho: 06-07-1946 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)

Biografia

Antonio Pecci Filho (São Paulo SP 1946). Compositor, violonista, cantor. O apelido Toquinho surge da condição de ser o filho caçula e o acompanha desde a infância. Na fase escolar tem aulas de violão com a professora de piano dona Aurora e, aos 14 anos, começa a ter aulas com Paulinho Nogueira. Por indicação de Nogueira participa do programa Hully Bossa, apresentado por Walter Silva, na TV Record. Em 1963 integra a temporada de shows com jovens talentos no Teatro Paramount, São Paulo, onde conhece Chico Buarque, que coloca letra na sua primeira melodia, Lua Cheia, de 1967.

A partir de 1964 toca em diversas peças de teatro, como Balanço de Orfeu, adaptada de obra de Vinicius de Moraes, dirigida por Millôr Fernandes, e Liberdade, Liberdade, dirigida por Flávio Rangel. Participa do show Na Onda do Balanço, em 1964, no Teatro Maria Della Costa, ao lado do Taiguara, e, no ano seguinte, de Esse Mundo É Meu, na boate Ela, Cravo e Canela, com Sérgio Ricardo e Manini. Estuda violão erudito com Isaias Sávio e aprende harmonia com Oscar Castro Neves. Em 1966 grava seu primeiro LP solo A Bossa de Toquinho, que ganha o título de O Violão de Toquinho, em 1968. No repertório há uma raríssima parceria de Elis Regina e Walter Silva, na canção Triste Amor que Vai Morrer. Participa do 3º Festival Internacional da Canção Popular (FIC), em 1968, com a canção Boca da Noite, em parceria com Paulo Vanzolini. No ano seguinte vai ao encontro do amigo Chico Buarque, autoexilado na Itália, onde faz apresentações ao lado da cantora americana Josephine Baker. Ao retornar ao Brasil grava o LP que contém seu primeiro sucesso: Que Maravilha, feita em parceria com Jorge Ben. Numa temporada em Buenos Aires, em 1970, com Vinicius de Moraes e a cantora Maria Creuza, participa da gravação do disco Vinicius de Moraes en La Fusa.

A parceria com Vinicius permanece em toda a década de 1970, com shows pelo Brasil e exterior, gravação de LPs e composições, como Como Dizia o Poeta, Tarde em Itapoã, A Tonga da Mironga do Kabuletê, Meu Pai Oxalá, O Bem-Amado, O Canto de Oxum, Pela Luz dos Olhos Seus, Regra-Três, Morena Flor, Mais um Adeus, Cotidiano nº 2, Carta ao Tom 74, Samba de Orly (com Chico Buarque). Em parceria com Gianfrancesco Guarnieri compõe para as peças Castro Alves Pede Passagem (1971), Botequim (1972) e Um Grito Parado no Ar (1973), todas com direção do próprio Guarnieri.

Homenageia seu maior parceiro, Vinicius de Moraes, com o Samba pra Vinicius (com Chico Buarque), em 1980. Compõe com Mutinho as canções Escravo da Alegria, O Caderno, Ao que Vai Chegar e Turbilhão; com Francis Hime, Doce Vida, e com Carlinhos Vergueiro, Camisa Molhada. Grava com Paulinho da Viola o disco Sinal Aberto, ao vivo no Teatro João Caetano, em 1999. Com Paulo César Pinheiro, lança em 2005 o disco Mosaico, resultado de uma trilha com temas históricos produzida para o espetáculo teatral Outros Quinhentos, do texto de Millôr Fernandes. Faz sucesso com Aquarela e dedica-se a outros trabalhos ao público infantil, em 1983. Participa, em 1999, do Festival Latino-Americano, em Milão, Itália, e integra o júri do Festival de San Remo. Em 2003, o clipe animado da canção Aquarela, dirigido por André Breitman e Andrés Lieban, é premiado no Chicago International Children's Film Festival e conquista o segundo lugar na categoria animação infantil do Anima Mundi. Em seus trabalhos dedicados ao universo infantil lança, em 2005, o box Toquinho no Mundo da Criança, e em 2010 faz adaptação musical para o espetáculo Cats.

 

Comentário Crítico

O violão popular no Brasil tem uma trajetória que pode ser recuperada nas práticas musicais coloniais relacionadas à viola. No século XIX esse instrumento ocupa espaço no cenário da seresta, do lundu e do choro. Aparecem artistas que se destacam como compositores e instrumentistas e iniciam uma escola de violão, na qual as fronteiras entre a música erudita e popular são indefiníveis. Os solistas e instrumentistas constroem uma forma peculiar de tocar, que é ensinada e repassada de maneira informal. Nas primeiras décadas do século XX compositores criam obras para o instrumento, a tal ponto que é estabelecido um repertório próprio. Desse modo, cria-se um circuito virtuoso da prática e da obra violonística no Brasil. Com a bossa nova o violão brasileiro alcança reconhecimento internacional e sua forma de tocar influencia os instrumentistas da segunda metade do século XX.

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Outras informações de Toquinho:

  • Outros nomes
    • Antonio Pecci Filho
  • Habilidades
    • Compositor
    • Violonista
    • Cantor/Intérprete
    • Violonista
    • músico

Espetáculos (10)

Fontes de pesquisa (7)

  • DREYFUS, Dominique. O violão vadio de Baden Powell. São Paulo: Editora 34, 1999.
  • PECCI, João Carlos e HOMEM, Wagner. Histórias de canções - Toquinho. São Paulo: Editora Leya, 2010.
  • Programa do Espetáculo - Liberdade Liberdade - 1965. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo/Show Musical - Êsse Mundo é Meu - 1965 Não catalogado
  • SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo II: 85 anos de músicas brasileiras (1958-1985). São Paulo: Editora 34, 1998. v. 2. (Ouvido Musical)
  • TAUBKIN, Myriam (org.). Violões do Brasil. São Paulo: Senac, 2007.
  • Teatro Por RIO. Palco e Platéia, São Paulo, ano III, no. 14, p.38, março de 1972. Não catalogado

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • TOQUINHO . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa429498/toquinho>. Acesso em: 19 de Nov. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7