Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

A Enciclopédia é o projeto mais antigo do Itaú Cultural. Ela nasce como um banco de dados sobre pintura brasileira, em 1987, e vem sendo construída por muitas mãos.

Se você deseja contribuir com sugestões ou tem dúvidas sobre a Enciclopédia, escreva para nós.

Caso tenha alguma dúvida, sugerimos que você dê uma olhada nas nossas Perguntas Frequentes, onde esclarecemos alguns questionamentos sobre nossa plataforma.

Enciclopédia Itaú Cultural
Música

Criolo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 13.04.2018
05.09.1975 Brasil / São Paulo / São Paulo
Kleber Cavalcante Gomes (São Paulo, 1975). Cantor e compositor. Filho de pais cearenses, a família se estabelece no bairro paulistano do Grajaú, em 1981, onde o artista reside até adulto. Cresce ouvindo artistas como Clara Nunes (1943-1983), Martinho da Vila (1938), Nara Leão (1942-1989) e Altemar Dutra (1940-1983). Escreve seu primeiro rap em 1...

Texto

Abrir módulo

Biografia

Kleber Cavalcante Gomes (São Paulo, 1975). Cantor e compositor. Filho de pais cearenses, a família se estabelece no bairro paulistano do Grajaú, em 1981, onde o artista reside até adulto. Cresce ouvindo artistas como Clara Nunes (1943-1983), Martinho da Vila (1938), Nara Leão (1942-1989) e Altemar Dutra (1940-1983). Escreve seu primeiro rap em 1989. É influenciado por grupos como Racionais MC’s, Facção Central e RZO.

Lança seu primeiro disco, Ainda Há Tempo (2006), com o nome artístico Criolo Doido, inspirado na expressão “samba do criolo doido”. Cinco anos depois, reduz a alcunha para “Criolo”, preocupado com a interpretação pejorativa em relação ao adjetivo e, também, com a confusão com o sambista de mesmo nome. No mesmo ano, cria a Rinha dos MC’s em parceria com Cassiano Sena e o DJ Dandan (1976), evento que promove batalhas de improviso entre rappers no centro de São Paulo.

Em 2009, Criolo atua como protagonista no filme Profissão MC, de Alessandro Buzo (1972) e Toni Nogueira. Também como figurante em Luz nas Trevas - a Volta do Bandido da Luz Vermelha (2010), de Helena Ignez (1942).

Seu segundo disco, Nó na Orelha, é lançado em 2011 com produção de Daniel Ganjaman (1978) e Marcelo Cabral (1978). Disponibilizado gratuitamente na internet, contabiliza 25 mil downloads em três dias.

A boa repercussão do trabalho aproxima-o de grandes nomes da MPB: divide o palco com Ney Matogrosso (1941); apresenta-se com Caetano Veloso (1942) na cerimônia de premiação do Video Music Brasil 2011 e é citado em shows por Chico Buarque (1944).

Em 2013, lança um DVD junto com Emicida (1986)Criolo e Emicida Ao Vivo. No ano seguinte, lança seu terceiro disco Convoque Seu Buda. Em 2015, grava um disco ao lado de Ivete Sangalo (1972) com repertório de Tim Maia (1942-1998)Viva Tim Maia. Dois anos depois, relança Ainda Há Tempo, com versões do antigo repertório.

Análise

Uma das marcas do estilo de Criolo são letras que refletem o cotidiano de sua comunidade. A faixa “Grajauex” é um exemplo disso. O refrão sintetiza com poucas palavras a situação precária de moradia na região: “the grajauex, duas laje é triplex”.

As letras e a interpretação fazem uso da ironia. Esse recurso é nítido, por exemplo, em “Freguês da Meia-Noite”, referência a Nelson Ned (1947-2014), uma de suas influências. Em “Subirusdoistiozin”, ele canta como quem interpreta uma personagem que antevê uma tragédia na periferia.

O carisma demonstrado em suas performances de palco determinam um reconhecimento sólido, porém restrito ao público de rap em um primeiro momento.

A popularidade aumenta depois de Nó na Orelha. Afrobeat (na faixa “Bogotá”), soul (“Não Existe Amor em SP”), samba (“Linha de Frente”), bolero (“Freguês da Meia-Noite”) e reggae (“Samba-Sambei”) misturam-se aos raps (“Grajauex”, “Lion Man”, “Mariô” e “Sucrilhos”). A participação de músicos como o violonista Kiko Dinucci (1977) e o saxofonista Thiago França (1980) - ambos do Metá Metá -, combinada aos elementos essenciais ao rap (DJ, MC, samples) é uma das marcas de Nó na Orelha.

Intenções semelhantes caracterizam Convoque Seu Buda, que traz influências de samba (“Fermento Pra Massa”), reggae (“Pé de Breque”) e afrobeat (“Pegue Pra Ela”). Dessa vez, o formato vocal característico do rap se faz mais presente do que as canções.

A tendência de retornar ao modelo original do rap concretiza-se na nova versão de Ainda Há Tempo (2016). O trabalho traz versões assinadas por diferentes produtores e a concepção é toda feita por processo eletrônico.

Assim como Emicida, Marcelo D2 (1967) e Rappin Hood (1972), Criolo amplia a estética do rap no Brasil, abrindo a possibilidade de incursão de Mano Brown (1970), dos Racionais MC’s, em repertório mais romântico no projeto Boogie Naipe.

Encontros 1

Abrir módulo

Shows musicais 1

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 5

Abrir módulo

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: