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Criolo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 13.04.2018
05.09.1975 Brasil / São Paulo / São Paulo
Kleber Cavalcante Gomes (São Paulo, 1975). Cantor e compositor. Filho de pais cearenses, a família se estabelece no bairro paulistano do Grajaú, em 1981, onde o artista reside até adulto. Cresce ouvindo artistas como Clara Nunes (1943-1983), Martinho da Vila (1938), Nara Leão (1942-1989) e Altemar Dutra (1940-1983). Escreve seu primeiro rap em 1...

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Biografia

Kleber Cavalcante Gomes (São Paulo, 1975). Cantor e compositor. Filho de pais cearenses, a família se estabelece no bairro paulistano do Grajaú, em 1981, onde o artista reside até adulto. Cresce ouvindo artistas como Clara Nunes (1943-1983), Martinho da Vila (1938), Nara Leão (1942-1989) e Altemar Dutra (1940-1983). Escreve seu primeiro rap em 1989. É influenciado por grupos como Racionais MC’s, Facção Central e RZO.

Lança seu primeiro disco, Ainda Há Tempo (2006), com o nome artístico Criolo Doido, inspirado na expressão “samba do criolo doido”. Cinco anos depois, reduz a alcunha para “Criolo”, preocupado com a interpretação pejorativa em relação ao adjetivo e, também, com a confusão com o sambista de mesmo nome. No mesmo ano, cria a Rinha dos MC’s em parceria com Cassiano Sena e o DJ Dandan (1976), evento que promove batalhas de improviso entre rappers no centro de São Paulo.

Em 2009, Criolo atua como protagonista no filme Profissão MC, de Alessandro Buzo (1972) e Toni Nogueira. Também como figurante em Luz nas Trevas - a Volta do Bandido da Luz Vermelha (2010), de Helena Ignez (1942).

Seu segundo disco, Nó na Orelha, é lançado em 2011 com produção de Daniel Ganjaman (1978) e Marcelo Cabral (1978). Disponibilizado gratuitamente na internet, contabiliza 25 mil downloads em três dias.

A boa repercussão do trabalho aproxima-o de grandes nomes da MPB: divide o palco com Ney Matogrosso (1941); apresenta-se com Caetano Veloso (1942) na cerimônia de premiação do Video Music Brasil 2011 e é citado em shows por Chico Buarque (1944).

Em 2013, lança um DVD junto com Emicida (1986)Criolo e Emicida Ao Vivo. No ano seguinte, lança seu terceiro disco Convoque Seu Buda. Em 2015, grava um disco ao lado de Ivete Sangalo (1972) com repertório de Tim Maia (1942-1998)Viva Tim Maia. Dois anos depois, relança Ainda Há Tempo, com versões do antigo repertório.

Análise

Uma das marcas do estilo de Criolo são letras que refletem o cotidiano de sua comunidade. A faixa “Grajauex” é um exemplo disso. O refrão sintetiza com poucas palavras a situação precária de moradia na região: “the grajauex, duas laje é triplex”.

As letras e a interpretação fazem uso da ironia. Esse recurso é nítido, por exemplo, em “Freguês da Meia-Noite”, referência a Nelson Ned (1947-2014), uma de suas influências. Em “Subirusdoistiozin”, ele canta como quem interpreta uma personagem que antevê uma tragédia na periferia.

O carisma demonstrado em suas performances de palco determinam um reconhecimento sólido, porém restrito ao público de rap em um primeiro momento.

A popularidade aumenta depois de Nó na Orelha. Afrobeat (na faixa “Bogotá”), soul (“Não Existe Amor em SP”), samba (“Linha de Frente”), bolero (“Freguês da Meia-Noite”) e reggae (“Samba-Sambei”) misturam-se aos raps (“Grajauex”, “Lion Man”, “Mariô” e “Sucrilhos”). A participação de músicos como o violonista Kiko Dinucci (1977) e o saxofonista Thiago França (1980) - ambos do Metá Metá -, combinada aos elementos essenciais ao rap (DJ, MC, samples) é uma das marcas de Nó na Orelha.

Intenções semelhantes caracterizam Convoque Seu Buda, que traz influências de samba (“Fermento Pra Massa”), reggae (“Pé de Breque”) e afrobeat (“Pegue Pra Ela”). Dessa vez, o formato vocal característico do rap se faz mais presente do que as canções.

A tendência de retornar ao modelo original do rap concretiza-se na nova versão de Ainda Há Tempo (2016). O trabalho traz versões assinadas por diferentes produtores e a concepção é toda feita por processo eletrônico.

Assim como Emicida, Marcelo D2 (1967) e Rappin Hood (1972), Criolo amplia a estética do rap no Brasil, abrindo a possibilidade de incursão de Mano Brown (1970), dos Racionais MC’s, em repertório mais romântico no projeto Boogie Naipe.

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