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Enciclopédia Itaú Cultural
Literatura

José Bonifácio

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.06.2017
13.06.1763 Brasil / São Paulo / Santos
06.04.1838 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
José Bonifácio Ribeiro de Andrada Machado e Silva (Santos, São Paulo, 1763 - Niterói, Rio de Janeiro, 1838). Forma-se bacharel em Leis e Filosofia Natural em Coimbra (Portugal), no ano de 1787. Prossegue com os estudos até 1800, fazendo aperfeiçoamento em Química e Mineralogia com o cientista Lavoisier, entre outros; descobre vários minerais nov...

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Biografia

José Bonifácio Ribeiro de Andrada Machado e Silva (Santos, São Paulo, 1763 - Niterói, Rio de Janeiro, 1838). Forma-se bacharel em Leis e Filosofia Natural em Coimbra (Portugal), no ano de 1787. Prossegue com os estudos até 1800, fazendo aperfeiçoamento em Química e Mineralogia com o cientista Lavoisier, entre outros; descobre vários minerais novos. Professor de Geognosia da Universidade de Coimbra, cria a primeira cátedra de Metalurgia em uma universidade portuguesa. Nas duas décadas seguintes exerce cargos de confiança na Coroa Portuguesa, como desembargador de relações e  intendente da polícia. Ao voltar para o Brasil é nomeado encarregado da Pasta de Negócios do Reino e Estrangeiros por D. Pedro I, exercendo grande influência sobre o príncipe regente durante o processo de independência. Em 1823, torna-se proprietário, editor e colaborador no jornal de oposição O Tamoio; a indisposição para com o Imperador o leva a ser preso durante a crise política que dissolve a Assembléia Legislativa. Exila-se em Bordeaux (França) até 1829; de volta ao Brasil, reconcilia-se com D. Pedro I (1798-1834), que o nomeia tutor de Pedro II (1825-1891) e de suas irmãs menores. Publica sua produção poética no livro Poesias Avulsas, em 1825. José Bonifácio, um dos homens públicos mais importantes do período imperial, produz poemas de estética árcade, sob o pseudônimo de Américo Elísio. De acordo com o crítico José Aderaldo Castello (1921-2011), "o nome do poeta impõe-se como expressão significativa do seu momento, ilustra muito bem as três primeiras décadas do século XIX no Brasil. Independentemente da atuação do estadista, mas de qualquer forma com ela relacionada, a sua produção poética diz bastante das reações e sentimentos dos brasileiros nos anos que agitaram a consolidação da Independência do Brasil, a partir das radicais transformações determinadas entre nós pelas reformas de D. João VI".

Fontes de pesquisa 5

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  • BONIFÁCIO, José. Poesia. Org. José Aderaldo Castello. 2. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1970. (Nossos clássicos, 78).
  • CANDIDO, Antonio. A presença do Ocidente. In: ______. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. v. 1, p. 71-73.
  • CANDIDO, Antonio. As condições do meio. In: ______. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. v. 1, p. 228-229.
  • CARVALHO, Ronald de. Os últimos árcades: os prosadores. Pequena história da literatura brasileira. Pref. Medeiros e Albuquerque. 12. ed. rev. Rio de Janeiro: F. Biguiet, 1964. p. 188-195.
  • ROMERO, Sílvio. Ciências naturais. In: ___. História da literatura brasileira: formação e desenvolvimento autonômico da literatura nacional. 3. ed. aum. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1943. (Documentos brasileiros, 24-a). v. 2., p.212-223.

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