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Enciclopédia Itaú Cultural
Literatura

Joca Reiners Terron

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.03.2015
09.02.1968 Brasil / Mato Grosso / Cuiabá
João Carlos Reiners Terron (Cuiabá MT 1968). Escritor, editor, designer gráfico. Filho de um funcionário do Banco do Brasil, viaja quando criança por diversas cidades do país. Conclui os estudos primário e ginasial e se muda para o Rio de Janeiro, onde ingressa na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tempos ...

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Biografia
João Carlos Reiners Terron (Cuiabá MT 1968). Escritor, editor, designer gráfico. Filho de um funcionário do Banco do Brasil, viaja quando criança por diversas cidades do país. Conclui os estudos primário e ginasial e se muda para o Rio de Janeiro, onde ingressa na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tempos depois, se transfere para Bauru, São Paulo, e cursa desenho industrial na Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp). Formado, muda-se para São Paulo e trabalha como designer gráfico. Lança por conta própria seu primeiro livro, a coletânea de poemas Eletroencefalodrama (1998). Com a publicação, desperta o interesse de outros autores e decide criar a editora Ciência do Acidente, lançando obras de Marçal Aquino (1958), Valêncio Xavier (1933 - 2008), entre outros. A seguir, escreve o romance Não Há Nada Lá (2001). Em 2002, com o auxílio de bolsa concedida pela Biblioteca Nacional, edita Animal Anônimo. No mesmo ano, cria um blog, no qual publica pequenas histórias. A experiência de composição na internet rende Hotel Hell (2003).

Comentário Crítico
Seguindo tendências inauguradas pela ficção brasileira nos anos 1960 e 1970, décadas de experimentalismo e de transgressão de cânones, a obra de Joca Terron transita por diferentes gêneros e referências, diluindo as fronteiras entre prosa e poesia, e incorporando linguagens diversas, como o desenho e a história em quadrinhos. Seus escritos mobilizam frequentemente recursos gráficos, ilustrações - matéria visual incorporada ao texto como elementos narrativos.

Em diálogo com a obra de autores como José Agrippino de Paula (1937 - 2007) e Valêncio Xavier (1933 - 2008), os contos, poemas e romances de Terron são marcados pela pluralidade de vozes e pela metalinguagem e anti-ilusionismo que convocam o leitor a perceber e a acompanhar a construção textual. Em sintonia com tendências contemporâneas de fragmentação do discurso romanesco e de recusa às formas tradicionais do romance realista, imagens dos impasses e da crise da narrativa podem ser encontradas nos personagens-narradores de Terron - instâncias difusas, em processo de diluição e desmontagem.

No campo da recepção, a obra do escritor tem merecido considerável atenção da imprensa e de certos círculos acadêmicos, bem como dos principais eventos literários do Brasil. Já a crítica comumente situa sua obra ficcional sob a chancela da "geração 90", termo cunhado pelo escritor Nelson de Oliveira (1966), hoje alvo de polêmicas entre autores, historiadores e críticos.

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Joca Terron - Encontros de Interrogação, 2004
Itaú Cultural
Joca Terron - Encontros de Interrogação, 2004
Itaú Cultural

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