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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Marisa Mokarzel

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.01.2021
18.01.1949 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Marisa de Oliveira Mokarzel (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1949). Curadora, professora universitária e pesquisadora. Desde 1998, atua na cena amazonense de arte contemporânea, trazendo contribuições profissionais e acadêmicas. É uma das responsáveis pela disseminação da produção artística do Norte no país, e pela ampliação de coleções e acervo...

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Marisa de Oliveira Mokarzel (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1949). Curadora, professora universitária e pesquisadora. Desde 1998, atua na cena amazonense de arte contemporânea, trazendo contribuições profissionais e acadêmicas. É uma das responsáveis pela disseminação da produção artística do Norte no país, e pela ampliação de coleções e acervos em instituições na região amazônica.

Em 1998, obtém o título de mestrado em história da arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No mesmo ano, muda-se para Belém, onde começa a dar aulas na Universidade da Amazônia (Unama/Belém). Atua na instituição até 2017, período em que ministra cursos de história da arte e coordena grupos de pesquisa com o tema Arte Contemporânea da Amazônia: Fluxos, Redes e Cartografias, para contribuir com a formulação de um pensamento crítico sobre a produção artística de Belém entre as décadas de 1990 e 2000.

Conclui o doutorado em sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC/Fortaleza) em 2005. Na tese Percursos Transversais e Descontínuos: Visualidade Amazônica e o Circuito de Arte em Belém (1980-2000) traça um panorama da produção contemporânea da região e aponta para a diversidade de linguagens inscritas nesse contexto. Além disso, destaca a importância de iniciativas como a Fotoativa, associação fundada em 1984 pelo artista Miguel Chikaoka (1950), e a criação, em 1999, do Instituto de Arte do Pará. Também analisa a produção de artistas como Emmanuel Nassar (1949), Dina Oliveira (1951) e Osmar Pinheiro (1950-2006), nomes de destaque tanto na cena local e nacional.

Em 2002, ao lado de Rosangela Britto, diretora do Sistema Integrado de Museus do Pará, inaugura o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Localizada em um antigo palacete do século XVIII, a instituição abriga uma coleção de arte contemporânea doada pela Fundação Nacional de Artes  (Funarte). Participa ativamente da articulação entre a Fundação e a Secretaria de Estado de Cultura do Pará, para que Belém possa receber as obras doadas, e assina, junto com Rosangela Britto, Paulo Chaves e Rosely Nakagawa (1954), a curadoria da exposição inaugural Traços e Transições da Arte Contemporânea Brasileira. A mostra apresenta a nova coleção ao público e sobrepõe narrativas periféricas contemporâneas à história da arte oficial. Em 2006, assume o posto de diretora da instituição e idealiza o Laboratório das Artes, espaço pensado para projetos experimentais.

Ao lado de Aracy Amaral (1930), Lisette Lagnado (1961), Cristiana Tejo (1976) e Luisa Duarte (1979), participa como uma das curadoras do projeto Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2005-2006, responsável pela pesquisa da produção artística contemporânea da região Nordeste e de parte da região Norte. Em 2008, com Orlando Maneschy (1968) e Alexandre Sequeira (1971), organiza Contiguidades: Arte no Pará dos anos 1970 a 2000, exposição que marca a reabertura do Museu Histórico do Estado do Pará. No Arte Pará 2010, realiza a curadoria da mostra de Armando Queiroz (1968), artista homenageado daquele ano.

Em 2013, recebe a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais, com o projeto de pesquisa sobre a trajetória do artista Miguel Chikaoka. Como resultado desse processo, lança o livro Navegante da Luz: Miguel Chikaoka e o Navegar de uma Produção Experimental (2014) e organiza uma exposição na Galeria Kamara Kó/PA, que reúne fotografias do artista.

Entre 2015 e 2017, coordena o grupo de pesquisa “Arte Contemporânea nos acervos dos museus paraenses: 1980-2016” e integra o grupo de pesquisa “Coleções e artistas plásticos e visuais do acervo do Museu da Universidade Federal do Pará”. Ambos apontam para o interesse em pesquisar a construção de coleções e acervos institucionais e analisar o colecionismo em acervos particulares. Em 2015, junto com Marília Panitz (1958) e Polyanna Morgana (1979), organiza a exposição Vértice: Coleção Sérgio Carvalho, que apresenta mais de 200 obras da coleção particular de Sérgio Carvalho.

Desde 2018, é professora visitante na Universidade Federal do Pará (Ufpa/Belém), onde integra dois grupos de pesquisa: “Percursos da imagem na arte contemporânea e seus desdobramentos: arte e patrimônio artístico na Amazônia” e “Noções nativas de patrimônio cultural e ambiental musealizado no espaço urbano de Belém do Pará”. Considera que, a partir da criação de programas de mestrado e doutorado nas universidades dessas regiões, jovens interessados em disseminar um pensamento atualizado e crítico em relação ao discurso predominante são capazes de propor novas narrativas na história da arte.

Para a curadora, pela leitura e investigação de acervos públicos é possível entender a constituição da história da arte em regiões afastadas dos centros da hegemonia econômica, cultural e política. Ao ampliar esses campos de pesquisa e atuação, Marisa Mokarzel busca incentivar o desenvolvimento de uma produção que, embora local, estabeleça relações com o mundo e com outros contextos. 

Exposições 18

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Palestras 2

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Fontes de pesquisa 11

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  • COSTA, Gil V. A doação como estratégia: construções de histórias da arte contemporânea amazônica. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS (Anpap), 24, 2015, Santa Maria (RS). Anais... Santa Maria (RS): Anpap; PPGART/UFSM; PPGAV/UFRGS, 2015. pp. 2062-2077.
  • GIUSTI, Dominik. Pará entra para a rota nacional das artes visuais. Exame, São Paulo, 22 dez. 2011. Disponível em: https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/para-entra-para-a-rota-nacional-das-artes-visuais/. Acesso em: nov. 2019
  • ITAÚ Cultural. Paradoxos Brasil: Rumos Artes Visuais (2005-2006). Itaú Cultural, São Paulo, 2012. Disponível em: https://www.itaucultural.org.br/rumos-artes-visuais-20052006-paradoxos-brasil. Acesso em: 14 nov. 2019
  • LONGMAN, Gabriela. Mostra Fiat expõe jovens artistas no Porão da Bienal. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 nov. 2006. Acontece. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac0711200602.htm.
  • MOKARZEL, Marisa. Currículo do artista. Plataforma Lattes, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Disponível em: http://lattes.cnpq.br/3082635788360876.
  • MOKARZEL, Marisa. Emanuel Nassar: nas margens do urbano. Revista Movendo Ideias, Belém, v. 16, p. 5-18, 2011.
  • MOKARZEL, Marisa. Navegante da luz: Miguel Chikaoka e o navegar de uma produção experimental. Belém: Kamara Kó Fotografias, 2014.
  • MOKARZEL, Marisa. Três coleções do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas: doações e editais no fortalecimento de um acervo. Revista Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 2, p. 103-112, 2013.
  • MOKARZEL, Marisa. [Currículo]. Enviado pela curadora em: 4 nov. 2019.
  • PORTAL G1. Livro 'Navegante da Luz' revela produção artística de Miguel Chikaoka. Portal G1 Pará Rede Liberal, Belém, 3 abr. 2014. Disponível em: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/04/livro-navegante-da-luz-revela-producao-artistica-de-miguel-chikaoka.html. Acesso em: 14 nov. 2019
  • SAMPAIO, Valzeli F.; Soares, Bruna. Caixa de Pandora: primeiras anotações sobre as relações de hibridação nos processos artísticos. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS (Anpap), 26, 2017, Campinas (SP). Anais... Campinas: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 2017. pp. 3448-3460. Disponível em: http://anpap.org.br/anais/2017/PDF/PA/26encontro______SAMPAIO_Val__SOARES_Bruna.pdf. Acesso em: nov. 2019

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