Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Luisa Duarte

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 04.12.2020
05.07.1979 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Luisa Magoulas de Castro Duarte (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1979). Crítica de arte e curadora independente. Seu trabalho gira em torno do exercício teórico e prático, sendo um complementar ao outro. Faz parte de uma geração que colabora ativamente para a profissionalização do campo da curadoria no Brasil.

Texto

Abrir módulo

Luisa Magoulas de Castro Duarte (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1979). Crítica de arte e curadora independente. Seu trabalho gira em torno do exercício teórico e prático, sendo um complementar ao outro. Faz parte de uma geração que colabora ativamente para a profissionalização do campo da curadoria no Brasil.

Gradua-se em comunicação social com ênfase em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) em 2002. Filha do crítico de arte Paulo Sergio Duarte (1946), cresce rodeada por artistas como Tunga (1952-2016), Jac Leirner (1961) e Antonio Dias (1944-2018), mas é do encontro com artistas de sua geração como Matheus Rocha Pitta (1980), Laís Myrrha (1974), Marilá Dardot (1973), que elabora suas questões e passa a construir uma voz singular no campo da crítica de arte. 

De 2009 a 2018 colabora como crítica de arte para o jornal O Globo, onde publica diversos artigos sobre a produção de arte contemporânea local e internacional. Seus primeiros textos são lidos pela curadora Lisette Lagnado (1961), que lhe dá feedbacks a fim de aprimorar o ritmo, a síntese e a precisão de sua escrita. É com Lagnado e outras três curadoras, Aracy Amaral (1930), Cristiana Tejo (1976) e Marisa Mokarzel (1949), que Luisa integra o projeto Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2005-2006, momento em que começa a trabalhar de forma mais consistente no campo da curadoria.  

Conclui seu mestrado pela PUC-São Paulo em 2010 com a dissertação Um Copo de Mar para Navegar: Arte nos Anos 2000 sob o Ponto de Vista Pós-Utópico. Em 2011, a pesquisa é transformada na exposição Um Outro Lugar, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Com 21 artistas participantes, e mais de 40 obras, a exposição busca pensar e reinventar o mundo por meio da linguagem. A curadora propõe a discussão acerca da experiência restrita à percepção imediata do tempo em que vivemos, em que o futuro já não pode mais ser projetado e o passado deve ser constantemente superado. 

É responsável pela organização de seminários e programas públicos, tais como A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção, plataforma de debates da 28ª Bienal Internacional de São Paulo, em 2008; e Biblioteca Walter Benjamin, no Museu de Arte do Rio (MAR), em 2015. 

Em 2015, como curadora visitante na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), realiza a exposição Quarta-feira de Cinzas, que reúne o trabalho de 27 artistas em torno de uma reflexão sobre as consequências de um mundo pós-utópico que tem como marcas a aceleração do tempo, a perda da experiência, e a ruína como símbolo de uma época inconclusa. 

Em 2019, realiza a curadoria da primeira mostra da artista Adriana Varejão (1964) no Nordeste, Adriana Varejão: por uma Retórica Canibal. Apresentada primeiro no Museu de Arte Moderna (MAM) de Salvador e depois no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), em Recife, reúne 25 obras produzidas pela artista entre 1992 e 2018. O recorte curatorial proposto por Luisa enfatiza o interesse de Varejão em explorar uma revisão histórica do colonialismo no Brasil. 

Também em 2019, atua como uma das curadoras convidadas da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc Video Brasil – Comunidades Imaginadas, e é a curadora responsável pela elaboração dos seminários que acompanham a edição da mostra. Funcionando como uma plataforma discursiva da exposição então em cartaz no Sesc 24 de Maio (São Paulo), a elaboração do programa público é um exercício coletivo de delinear respostas para as urgências políticas, sociais e culturais do mundo atual, e reúne convidados das mais diversas áreas, como a teórica e ativista estadunidense Lucy Lipard (1937), a artista Rosana Paulino (1967) e a psicanalista Maria Rita Kehl (1951). Como resultado dessa programação, Luisa organiza a publicação Livro de Leituras: Comunidades Imaginadas, que conta com 14 ensaios escritos exclusivamente para o seminário.

Ao lado do curador Adriano Pedrosa (1965), organiza em 2014 o livro ABC – Arte Brasileira Contemporânea, que conta com entrevistas feitas com 86 artistas nascidos entre 1960 e 1985. Também organiza a publicação Arte Censura Liberdade – Reflexões à Luz do Presente (2018), em que 19 textos de curadores, artistas e críticos de arte discutem as formas de cerceamento como fenômeno global.  

Conclui seu Doutorado em 2020 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a tese Entre Olhar a Poeira e a Sobrevivência dos Vaga-lumes – Por Outras Formas de Atenção na Contemporaneidade, em que traça uma paisagem intranquila da contemporaneidade, marcada pelo excesso de tecnologia e informação, que resulta em uma enorme dispersão, e elenca artistas que dialogam de forma crítica com esse cenário. A pergunta que ela propõe é: até que ponto a arte pode ser uma forma de resistência, ajudando a encontrar caminhos onde uma nova forma de imaginação possa significar um território fértil para se pensar outras maneiras de habitar o mundo?   

Para Luisa Duarte, a escrita de crítica de arte e o exercício teórico muitas vezes antecede uma curadoria, funcionando assim como uma tradução no espaço físico de um pensamento vertical de natureza crítica. Desta forma, a curadora busca, ao longo de sua trajetória e na troca constante com artistas e outros pensadores, responder a questões e inquietações que atravessam o cotidiano em que vivemos.

Exposições 16

Abrir módulo

Workshops 1

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 8

Abrir módulo

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: