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Enciclopédia Itaú Cultural
Literatura

Índigo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 01.11.2022
29.08.1971 Brasil / São Paulo / Campinas
Reprodução fotográfica Marcus Leoni/Itaú Cultural

Índigo, 2022

Ana Cristina Ayer Oliveira, (Campinas, São Paulo, 1971). Escritora, roteirista. Seus livros voltados para o público infantojuvenil narram histórias do ponto de vista da criança, com um aprofundamento na subjetividade e nos dilemas da infância. Enquanto roteirista, trabalha com adaptação de livros para filmes de animação.

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Ana Cristina Ayer Oliveira, (Campinas, São Paulo, 1971). Escritora, roteirista. Seus livros voltados para o público infantojuvenil narram histórias do ponto de vista da criança, com um aprofundamento na subjetividade e nos dilemas da infância. Enquanto roteirista, trabalha com adaptação de livros para filmes de animação.

Em sua cidade natal, Índigo inicia faculdade de letras na Universidade de Campinas (Unicamp). Sem se adaptar, abandona o curso e decide morar nos Estados Unidos para fazer outra faculdade. Em 1995, forma-se em jornalismo pela Mankato State University, em Minnesota, o que lhe proporciona habilidades importantes relativas à escrita, embora nunca venha a exercer a profissão de jornalista.

Em 1997, Índigo cria um site e começa a publicar contos na internet, assinando seus textos com seu pseudônimo. Mas é apenas em 1999 que decide ser escritora profissional.

Dois anos depois, deixa seu emprego em agência publicitária e publica o primeiro livro Saga Animal (2001). O personagem-narrador chama-se Ígor, um menino de 10 anos que se sente oprimido pelas proibições impostas a ele por sua mãe. O livro acompanha o menino em suas crises de amadurecimento e em seus conflitos entre seus desejos e o mundo que o cerca.

Ao deixar o emprego e ainda sem reconhecimento na literatura, Índigo decide distribuir cartazes oferecendo seus serviços de escritora particular. A estratégia lhe rende trabalhos de roteirista para vinhetas da MTV e curtas-metragens.

Em 2005, começa a escrever contos voltados para o público infantojuvenil, publicados no caderno Folhinha, da Folha de S.Paulo. Em 2006, seu livro de crônicas Cobras em Compota (2005) recebe o Prêmio Literatura para Todos, do Ministério da Educação, que proporciona uma tiragem de 300 mil exemplares do livro, distribuídos por escolas públicas de todo o país.

No livro infantil A Maldição da Moleira (2012), o narrador-protagonista, Ígor, é um recém-nascido que adquire o poder de compreender o mundo ao seu redor quando sua avó faz uma simpatia pelo fechamento da moleira. Ele não fala, mas temos acesso a seus pensamentos e comentários mentais. A história é narrada no tempo passado, com o ambiente doméstico e familiar visto a partir do olhar curioso e por vezes espantado do bebê diante de um mundo imprevisível e sobre o qual ele não tem controle ou compreensão.

Em 2018, Índigo trabalha na adaptação audiovisual do livro O Dia em que Minha Vida Mudou por causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas (2017), escrito por Keka Reis. No mesmo ano, ganha a bolsa do Instituto Olga Rabinovich, do programa Projeto Paradiso, para desenvolvimento do roteiro baseado no livro Um Pinguim Tupiniquim (2013), e colabora no roteiro do longa-metragem de animação Bob Cuspe: Nós Não Gostamos de Gente (2019), produzido pela Coala Estúdios.

Índigo tem uma vasta produção de livros voltados para o público jovem, com grande inserção em escolas. Sua obra traz questões psicológicas complexas, como a relação entre desejo e culpa, tratadas sob uma perspectiva infantil e com senso de humor.

Obras 37

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Mídias (1)

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Índigo – Série Cada voz (2022)
A escritora, jornalista e roteirista Índigo compartilha sua trajetória na literatura e seus processos de criação. Percorrendo o começo de sua carreira no jornalismo e a descoberta da experiência da escrita em ficção na internet, a artista expõe seu modo de olhar o ato de escrever.

Cada voz
A série “Cada voz” é um projeto da Enciclopédia Itaú Cultural com registros de depoimentos de artistas de diferentes áreas de expressão, como literatura, música, teatro e artes visuais. Conduzidos pelo fotógrafo Marcus Leoni, os vídeos capturam o pensamento dos artistas sobre seu processo de criação e sua visão sobre a própria trajetória. Os registros aproximam o público do artista, que permite a entrada no camarim, no ateliê ou na sala de escrita.

ITAÚ CULTURAL

Presidente: Alfredo Setubal
Diretor: Eduardo Saron
Gerente do Núcleo de Enciclopédia: Tânia Rodrigues
Coordenadora do Núcleo de Enciclopédia: Glaucy Tudda
Produção de conteúdo: Pedro Guimarães
Núcleo de Audiovisual e Literatura
Gerente: Claudiney Ferreira
Coordenação: Kety Nassar
Produção audiovisual: Amanda Lopes
Edição de conteúdo acessível: Richner Allan
Direção, edição e fotografia: Marcus Leoni
Montagem: Renata Willig
Interpretação em Libras: FFomin Acessibilidade e Libras (terceirizada)

O Itaú Cultural integra a Fundação Itaú para Educação e Cultura. Saiba mais em fundacaoitau.org.br.

Fontes de pesquisa 3

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