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Índigo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 20.01.2021
29.08.1971 Brasil / São Paulo / Campinas
Ana Cristina Ayer Oliveira, (Campinas, São Paulo, 1971). Mais conhecida por seu pseudônimo: Índigo. Escritora e roteirista. Seus livros voltados para o público infantojuvenil narram histórias do ponto de vista da criança, com um aprofundamento na subjetividade e nos dilemas da infância. Enquanto roteirista, trabalha com adaptação de livros para ...

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Ana Cristina Ayer Oliveira, (Campinas, São Paulo, 1971). Mais conhecida por seu pseudônimo: Índigo. Escritora e roteirista. Seus livros voltados para o público infantojuvenil narram histórias do ponto de vista da criança, com um aprofundamento na subjetividade e nos dilemas da infância. Enquanto roteirista, trabalha com adaptação de livros para filmes de animação.

Em sua cidade natal, Índigo inicia faculdade de letras na Universidade de Campinas (Unicamp). Sem se adaptar, abandona o curso e decide morar nos Estados Unidos para fazer outra faculdade. Em 1995, forma-se em jornalismo pela Mankato State University, em Minnesota, o que lhe proporciona habilidades importantes relativas à escrita, embora nunca venha a exercer a profissão de jornalista.

Em 1997, Índigo cria um site e começa a publicar contos na internet, assinando seus textos com seu pseudônimo. Mas é apenas em 1999 que decide ser escritora profissional.

Dois anos depois, deixa seu emprego em agência publicitária e publica o primeiro livro Saga Animal (2001). O personagem-narrador chama-se Ígor, um menino de 10 anos que se sente oprimido pelas proibições impostas a ele por sua mãe. O livro acompanha o menino em suas crises de amadurecimento e em seus conflitos entre seus desejos e o mundo que o cerca.

Ao deixar o emprego e ainda sem reconhecimento na literatura, Índigo decide distribuir cartazes oferecendo seus serviços de escritora particular. A estratégia lhe rende trabalhos de roteirista para vinhetas da MTV e curtas-metragens.

Em 2005, começa a escrever contos voltados para o público infantojuvenil, publicados no caderno Folhinha, da Folha de S.Paulo. Em 2006, seu livro de crônicas Cobras em Compota (2005) recebe o Prêmio Literatura para Todos, do Ministério da Educação, que proporciona uma tiragem de 300 mil exemplares do livro, distribuídos por escolas públicas de todo o país.

No livro infantil A Maldição da Moleira (2012), o narrador-protagonista, Ígor, é um recém-nascido que adquire o poder de compreender o mundo ao seu redor quando sua avó faz uma simpatia pelo fechamento da moleira. Ele não fala, mas temos acesso a seus pensamentos e comentários mentais. A história é narrada no tempo passado, com o ambiente doméstico e familiar visto a partir do olhar curioso e por vezes espantado do bebê diante de um mundo imprevisível e sobre o qual ele não tem controle ou compreensão.

Em 2018, Índigo trabalha na adaptação audiovisual do livro O Dia em que Minha Vida Mudou por causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas (2017), escrito por Keka Reis. No mesmo ano, ganha a bolsa do Instituto Olga Rabinovich, do programa Projeto Paradiso, para desenvolvimento do roteiro baseado no livro Um Pinguim Tupiniquim (2013), e colabora no roteiro do longa-metragem de animação Bob Cuspe: Nós Não Gostamos de Gente (2019), produzido pela Coala Estúdios.

Índigo tem uma vasta produção de livros voltados para o público jovem, com grande inserção em escolas. Sua obra traz questões psicológicas complexas, como a relação entre desejo e culpa, tratadas sob uma perspectiva infantil e com senso de humor.

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