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João Anzanello Carrascoza

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 13.03.2015
08.05.1962 Brasil / São Paulo / Cravinhos
João Luís Anzanello Carrascoza (Cravinhos SP 1962). Contista, romancista, redator publicitário, professor universitário. Passa a infância no interior paulista. Aos 17 anos, muda-se para São Paulo e ingressa no curso de publicidade e propaganda da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Na capital paulista, trabalha...

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Biografia
João Luís Anzanello Carrascoza (Cravinhos SP 1962). Contista, romancista, redator publicitário, professor universitário. Passa a infância no interior paulista. Aos 17 anos, muda-se para São Paulo e ingressa no curso de publicidade e propaganda da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Na capital paulista, trabalha como redator publicitário. Nos anos 1980, publica histórias em jornais de São Paulo e Minas Gerais e frequenta a oficina ministrada pelo escritor João Silvério Trevisan (1944). Estreia em 1991 com o romance infantojuvenil As Flores do Lado de Baixo. Dá aulas na USP e segue carreira acadêmica, obtendo entre 1994 e 2003 os títulos de mestre e doutor pela ECA/USP. Com apoio de uma bolsa da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, reúne histórias para seu primeiro livro de contos, Hotel Solidão, concluído em 1992. Premiado no Concurso Nacional de Contos do Paraná, Hotel Solidão é lançado em 1994 e desperta interesse da crítica. Carrascoza continua a trabalhar com histórias curtas e lança mais uma série de coletâneas - O Vaso Azul (1998), Duas Tardes (2002), Dias Raros (2004), Espinhos e Alfinetes (2010) - que lhe garantem destaque na produção contística brasileira. Tem um de seus textos lançado na antologia Geração 90: Manuscritos de Computador, organizada pelo escritor Nelson de Oliveira (1966). Em 2004, passa a lecionar na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e dedica-se ao estudo da retórica publicitária.

Comentário Crítico
Bem recebida por críticos e escritores como Alfredo Bosi (1936) e Raduan Nassar (1935), a obra de João Anzanello Carrascoza toma a premissa do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987), segundo a qual a vida cotidiana contém "reservas colossais de poesia", como ponto de partida para a criação literária.

Elegendo o conto como forma privilegiada de expressão, o escritor trabalha seus temas e obsessões dentro de uma perspectiva intimista, caracterizada pela minúcia do enredo e pelo gosto do pormenor. De prosa concisa e depurada, seus contos investem na trivialidade do cotidiano para forjar, a partir dele, instantes de epifania e transfiguração, marcados por intensa carga poética e lírica. Ambientadas no espaço social da pequena burguesia do interior paulista, suas histórias recriam a complexidade das relações familiares. Memórias de infância, rituais de passagem e o delicado diálogo entre pais e filhos são alguns dos motivos dramáticos mobilizados pelo escritor.

Pela sobriedade da palavra, pelo retorno a certas formas do realismo e pela recusa à fragmentação narrativa, traços comuns à ficção contemporânea, os textos de Carrascoza navegam na contramão de alguns rumos tomados pela literatura brasileira recente, tornando o panorama literário nacional ainda mais complexo e matizado.

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Fontes de pesquisa 1

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  • Programa do Espetáculo - Dias Raros - 2008. Não Catalogado

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