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Enciclopédia Itaú Cultural

Luiz Augusto Borges

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 07.02.2017
09.05.1954 Brasil / São Paulo / São Paulo
Luiz Augusto Contador Borges (São Paulo, São Paulo, 1954). Poeta, tradutor e ensaísta. Ainda jovem, interessa-se por filosofia, e ingressa na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), onde se forma em 1981. Nesse período, efetiva-se como membro e pesquisador do Centro de Estudos de Arte Contemporâ...

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Biografia

Luiz Augusto Contador Borges (São Paulo, São Paulo, 1954). Poeta, tradutor e ensaísta. Ainda jovem, interessa-se por filosofia, e ingressa na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), onde se forma em 1981. Nesse período, efetiva-se como membro e pesquisador do Centro de Estudos de Arte Contemporânea (CEAC), sob direção da professora e teórica Otília Arantes.

Envolve-se, então, com pesquisas sobre literatura francesa, que originam traduções de textos do escritor francês Marquês de Sade (1740-1814), reunidas em Ciranda dos Libertinos (1988). Traduz, também, Aurélia (1991), do escritor francês Gérard de Nerval (1808-1855). Em 1994, inicia a carreira de professor, lecionando na área de Língua Portuguesa, pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

Traduz e publica, em 1995, o livro O Nu Perdido e Outros Poemas, do poeta francês René Char (1907-1988). Torna-se mestre em filosofia pela FFLCH/USP, com trabalho de notas e tradução de A Filosofia na Alcova, de Marquês de Sade. A tese é publicada no ano seguinte na coleção "Pérolas Furiosas", dedicada ao autor francês e organizada por Contador para a editora Iluminuras.

Em 2003, publica o primeiro livro de poesia, intitulado O Reino da Pele. Estreia como dramaturgo, com a peça Wittgenstein!, inspirada na vida do filósofo austríaco Ludwig Joseph Johann Wittgenstein (1889-1951), encenada em São Paulo, em 2006.  Em 2012, obtém o doutorado pela FFLCH/USP e inicia o pós-doutorado em Letras pela Université Paris Diderot.

Análise

A poesia de Contador Borges inicia-se com Angelolatria (1997), recolha de vinte anos de produção. Para organizar a variedade do conjunto, o poeta divide sua obra em seções temáticas. Elas reúnem uma multiplicidade de interesses, desde observações de representações angélicas em quadros até aforismos dirigidos à percepção da luz pelo olhar.

A forma poética de Borges também possui um amplo arco de preferências. Entre elas: o verso curto, que predomina em uma sintaxe mais coordenada, e quadras, organizadas de modo a ressaltarem a musicalidade do poema por aliterações, assonâncias e rimas toantes. Usa, ainda, a espacialidade da página como elemento semântico. Os poemas exploram a percepção visual com o mundo, revelando registros poéticos condensados em grande sobreposição de imagens. Essa característica também  perpassa O Reino da Pele e A Morte dos Olhos (2007).

No primeiro poemário, tem-se a seguinte introdução:

Personagens deste livro:

O corpo.

O tempo.

A morte.

Essa abertura dimensiona o interesse filosófico pela passagem do tempo, representado pelas referências ao corpo e sua metonímia (pele). Há uma tonalidade filosófica em sua poesia que opta pela reflexão metalinguística sobre os limites da linguagem e o encantamento com a dimensão poética. No segundo poemário, Contador escreve três poemas longos, divididos por numeração romana, intitulados: “Nervuras”, “A língua cinza do granizo” e “O espaço que foge”, textos que reafirmam uma poética dedicada às ambivalências do olhar.

Eventos multiculturais 1

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Fontes de pesquisa 4

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  • BORGES, Contador. Angelolatria. São Paulo: Iluminuras, 1997.
  • BORGES, Contador. O Reino da Pele. São Paulo: Iluminuras, 2003.
  • BORGES, Contador. Wittgenstein! São Paulo: Iluminuras, 2007.
  • Contador Borges. Currículo Lattes. Disponível em: < http://lattes.cnpq.br/7740903591581357 >. Acesso em: 10 out. 2013.

Como citar

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