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Teatro

Leopoldo Pacheco

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 04.09.2019
21.09.1960 Brasil / São Paulo / São Paulo
Registro fotográfico Marcus Leoni

Leopoldo Pacheco, 2019

José Leopoldo Pacheco (São Paulo, São Paulo, 1960). Ator, cenógrafo e figurinista. Para além do trabalho de interpretação, com o qual transita entre o teatro, a televisão e o cinema, também atua como visagista, contribuindo na concepção de personagens e na construção de cenários para espetáculos.

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José Leopoldo Pacheco (São Paulo, São Paulo, 1960). Ator, cenógrafo e figurinista. Para além do trabalho de interpretação, com o qual transita entre o teatro, a televisão e o cinema, também atua como visagista, contribuindo na concepção de personagens e na construção de cenários para espetáculos.

No começo dos anos 1980, cursa dois anos de artes plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). O conhecimento adquirido soma-se à formação de ator na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP), onde aprende técnicas de maquiagem e caracterização com o professor Wenceslau Braz Valim. Em seguida, passa a dar aulas sobre o assunto no Teatro Escola Macunaíma, de 1985 a 1987; no Teatro-escola Célia Helena, em 1987 e 1988; e em curso de teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), em 2002.

Estréia como ator em 1985, em Máscaras, com texto e direção de Augusto Francisco. pela interpretação, recebe o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor ator e o de revelação pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Em 1986, atua em Medéia, o Dramatículo, dirigido por Wagner Salazar (1965-1991). 

Trabalha com o Grupo TAPA na montagem de A Megera Domada, de William Shakespeare (1564-1616), sob a direção de Eduardo Tolentino de Araújo (1954), em 1990. No mesmo ano, dirige Anjo, de Wagner Salazar. Revela a versatilidade de seu repertório, ao participar de um espetáculo de teatro-dança, Koitchangaré (1992), criação e direção de Silvia Bittencourt (1954).

A década de 1990 é decisiva no amadurecimento e no contato com diretores de diferentes concepções estéticas: Roberto Lage (1947) em Dindinho do Coração da Mamãe (1995); Gabriel Villela (1958) em O Mambembe (1996) e Replay (2000) e Moacyr Góes (1959) em Toda Nudez Será Castigada (1998). Em 1997, pela direção de O Pallácio Não Acorda, com a Companhia Cênica Nau de Ícaros, ganha o Prêmio Mambembe.

Em 2001, interpreta o poeta francês Paul Verlaine (1844-1896) em Pólvora e Poesia, de Alcides Nogueira (1949), dirigido por Marcio Aurelio (1948). O desempenho nesse papel rende-lhe o Prêmio Shell de melhor ator. Leopoldo Pacheco revela sensibilidade na construção da personagem que transmite ao público o dilaceramento da paixão pelo jovem Rimbaud, interpretado por João Vitti (1967), com quem contracena no espetáculo. Sobre a atuação, escreve o crítico Kil Abreu (1968): "Os dois atores conduzem muito bem seus personagens, especialmente Leopoldo Pacheco, que constrói seu Verlaine, a goles de absinto, com a força e a intensidade necessárias para resistir à promessa de caos permanente e, por vezes, ao humor corrosivo e niilista de um Rimbaud que ama na mesma medida em que submete e desafia"1.

Integra os elencos de espetáculos como Souvenirs (2002), de Fernando Bonassi (1962) e Victor Navas, direção de Marcio Aurelio, pelo Teatro Popular do Sesi (TPS), e Amigas, Pero no Mucho (2007), de Célia Regina Forte (1961), direção de José Possi Neto (1947). Consolida a parceria com Alcides Nogueira e Marcio Aurelio, com o solo A Javanesa (2007), escrito especialmente para ele: uma longa história de amor, em que interpreta um homem e uma mulher.

Na produção cênica, a  realização mais constante de cenários e figurinos ocorre nas parcerias com Gabriel Villela, com quem ganha o Prêmio Shell de melhor figurino por Ópera do Malandro (2001) e Gota d'Água (2002), ambas de Chico Buarque (1944). Também estabelece parceria com diretores em espetáculos como Romeu e Julieta (2002), dirigido por de William Pereira (1962), e Interior, do Grupo Tusp, com direção de Abílio Tavares. 

Além do Teatro, Leopoldo transita pela teledramaturgia em produções como Paraíso (2009)  e Velho Chico (2016) e o cinema, como em Astro - Uma Fábula Urbana em um Rio de Janeiro Mágico (2012) e Não Devore Meu Coração (2017).

A atuação de Leopoldo Pacheco nas artes cênicas é ampla: transita entre a encenação e a produção e contribui para a concepção de obras do teatro brasileiro, construindo elementos cênicos como figurinos e cenários.

Nota

1. ABREU, Kil. Peça traz à luz dissonância estética de poetas franceses. Folha de S.Paulo, São Paulo, 21 jul.  2001. Ilustrada, p. Especial-3

Eventos relacionados 79

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Mídias (1)

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Leopoldo Pacheco - Série Cada Voz (2019)
O ator Leopoldo Pacheco conta sua trajetória como cenógrafo, figurinista, caracterizador e a a formação em teatro. Também o quanto seus personagens no palco afetam a forma como enxerga a vida, experiência semelhante ao aprendizado com a doença da filha e à felicidade familiar que divide com a esposa, a produtora cultural Bel Gomes.

A Enciclopédia Itaú Cultural produz a série Cada Voz, em que personalidades da arte e cultura brasileiras são entrevistadas pelo fotógrafo Marcus Leoni. A série incorpora aspectos de suas trajetórias profissionais e pessoais, trazendo ao público um olhar próximo e sensível dos artistas.

Créditos
Presidente: Milú Villela
Diretor-superintendente: Eduardo Saron
Superintendente administrativo: Sérgio Miyazaki
Núcleo de Enciclopédia
Gerente: Tânia Rodrigues
Coordenação: Glaucy Tudda
Produção de conteúdo: Camila Nader
Núcleo de Audiovisual e Literatura
Gerente: Claudiney Ferreira
Coordenação: Kety Nassar
Produção audiovisual: Letícia Santos
Edição de conteúdo acessível: Richner Allan
Direção, edição e fotografia: Marcus Leoni
Assistência e montagem: Renata Willig
Assistência de fotografia: Martha Salomão

Fontes de pesquisa 16

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  • COMPANHIA TEATRAL AS GRAÇAS. Site oficial do grupo. Disponivel em e . Acessado em: 19 maio 2011. Espetáculo: Clarices - 2006.
  • Catálogo do Espaço Os Fofos Encenam - 2008.
  • DWEK, Tuna. Alcides Nogueira: Alma de Cetim. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004.
  • NÉSPOLI, Beth. Pólvora e Poesia, muito premiado, pouco visto. O Estado de S. Paulo, São Paulo, Caderno 2, 1 abr. 2005.
  • PONCIANO, Helio. A iminência da queda. Bravo!, São Paulo, n. 46, jul. 2001. p. 142.
  • Programa do Espetáculo - A Javanesa - 2007.
  • Programa do Espetáculo - Amigas, Pero no Mucho - 2007.
  • Programa do Espetáculo - Barca dos Mortos - 1999.
  • Programa do Espetáculo - Blasted - 2004.
  • Programa do Espetáculo - Carmem com Filtro - 1986.
  • Programa do Espetáculo - Crepúsculo - 3 Peças de Samuel Beckett - 2007.
  • Programa do Espetáculo - Loucos Por Amor - 2006.
  • Programa do Espetáculo Ferro em Brasa - 2006.
  • Programa do Espetáculo: Joana Dark a Re-Volta - 2001.
  • Programa do espetáculo - Espírito da Terra, 2000.
  • Programa do espetáculo - Ânsia.

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