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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

José Roberto Aguilar

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 13.09.2021
11.04.1941 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica Paulo Scheuenstuhl

No Passarán
José Roberto Aguilar
Acrílica sobre tela
250,00 cm x 163,00 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ

José Roberto Aguilar (São Paulo, São Paulo, 1941). Pintor, videomaker, performer, escultor, escritor, músico e curador. Autodidata, integra o movimento performático-literário Kaos, em 1956, com Jorge Mautner (1941) e José Agripino de Paula (1937-2007). Em 1963, expõe pinturas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo. Considerado um dos pioneiros ...

Texto

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José Roberto Aguilar (São Paulo, São Paulo, 1941). Pintor, videomaker, performer, escultor, escritor, músico e curador. Autodidata, integra o movimento performático-literário Kaos, em 1956, com Jorge Mautner (1941) e José Agripino de Paula (1937-2007). Em 1963, expõe pinturas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo. Considerado um dos pioneiros da nova figuração no Brasil, participa da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1965. Nessa época, passa a pintar com spray e pistola de ar comprimido. Vive em Londres, entre 1969 e 1972, e em Nova York, entre 1974 e 1975, época em que inicia suas experimentações com vídeo. Volta a morar em São Paulo em 1976. No ano seguinte, participa da 14ª Bienal Internacional de São Paulo com a instalação Circo Antropofágico Ambulante Cósmico e Latino-Americano Apresenta Esta Noite: A Transformação Permanente do Tabu em Totem, em que expõe 12 monitores de TV no palco do Teatro Ruth Escobar. Em 1981, cria o grupo musical Banda Performática e lança o livro A Divina Comédia Brasileira. Torna-se discípulo do líder espiritual indiano Rajneesh, em 1983, e começa a assinar suas telas como Aguilar Vigyan. Em 1989, realiza a performance Tomada da Bastilha, com a participação de 300 artistas, assistida por cerca de 10 mil pessoas em São Paulo. Nos anos 1990, faz pinturas em telas gigantes e esculturas em vidro e cerâmica. De 1995 a 2002, é diretor do espaço cultural Casa das Rosas, em São Paulo. Em 2003, Aguilar é nomeado representante do Ministério da Cultura na capital paulista.

Análise

A partir dos anos 1950, José Roberto Aguilar realiza obras que possuem um caráter mágico-expressionista, em diálogo com a abstração, caracterizadas pela espontaneidade na pintura, obtida pela aplicação rápida da tinta. Na Série Futebol 1 (1966), emprega manchas de cor e tintas escorridas, em cores contrastantes, causando grande impacto pelo caráter fantástico das figuras disformes. Por volta de 1963, sua obra passa a revelar preocupações político-sociais. O artista realiza experiências com pinturas a spray e pistola sobre grandes superfícies de tela. Por meio dessas técnicas, obtém efeitos originais, captando a atmosfera dos luminosos em néon, típica das metrópoles atuais.

Um dos pioneiros no trabalho com videoarte no Brasil, Aguilar revela, ao longo de sua carreira, a facilidade em transitar de um suporte a outro. Em 1981, cria a Banda Performática, que reúne pintura, música, teatro e circo. Na metade da década de 1980, realiza pinturas nas quais se destacam a gestualidade e a inserção da caligrafia contra um plano de fundo contrastante.

Em 2002, na exposição Rio de Poemas, Aguilar realiza uma série de telas inspiradas em textos literários, como o conto A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa (1908-1967). A atração pela literatura e pela mitologia são constantes na produção do artista. Ele apropria-se da escrita e dos signos gráficos, tornando-os elementos integrantes de suas telas. Em suas pinturas, apresenta uma dinâmica multidirecional e revela a articulação de emoções. Nas telas da série Rio de Poemas, o artista diminiu a gestualidade, produzindo pinturas quase diáfanas.

Obras 41

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Reprodução fotográfica Paulo Scheuenstuhl

A Conversa

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Paulo Scheuenstuhl

A Internacional

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Abstrato

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Amazonas

Acrílico sobre tela

Espetáculos 1

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Exposições 259

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Feiras de arte 1

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Mídias (2)

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Aguilar - Encontros, 1993
Itaú Cultural
José Roberto Aguilar - Enciclopédia Itaú Cultural
A literatura é a porta de entrada de José Roberto Aguilar no mundo da arte. Ainda na adolescência, começa a escrever poemas e integra o movimento Kaos, ao lado de Jorge Mautner e José Agrippino de Paula. O contato com a pintura se dá por intermédio de Mautner, que o apresenta a um pintor alemão. Nesse encontro, Aguilar tem seu primeiro contato com as técnicas e os materiais da pintura. “Quando eu abri aquele vidro de terebintina [solvente de tintas]... O cheiro da terebintina era mágico... Era como se eu tivesse aberto e esfregado a lâmpada de Aladim”, conta o artista. “Para mim, o cheiro da terebintina foi mais importante do que a roda do Duchamp”, brinca. Sua participação nas bienais de São Paulo no fim dos anos 1950 e no início dos anos 1960 chama a atenção. Enquanto a pintura brasileira vive a ascensão do abstracionismo, Aguilar marca presença nos eventos com trabalhos figurativos. “Foi um choque”, lembra o artista.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 23

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  • AGUILAR, José Roberto. A Divina Comédia Brasileira. São Paulo: Livraria Cultura Editora, 1981. 156 p., il. p&b.
  • AGUILAR, José Roberto. Aguilar. São Paulo: Galeria Montesanti, 1986. il. color., foto p.b.
  • AGUILAR, José Roberto. Aguilar. São Paulo: Galeria São Paulo, 1993. il. p.b. color.
  • AGUILAR, José Roberto. Aguilar: 15 anos de pintura. Texto de Mário Schenberg. São Paulo: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 1976. Não paginado, il. color.
  • AGUILAR, José Roberto. Brasil de AGUILAR . Apresentação Paulo Skaf; texto Bené Fonteles, Jorge Mautner, Luis Turiba; curadoria Haron Cohen; projeto gráfico Fernanda Sarmento. São Paulo: Fiesp, 2005. 60 p., il. color.
  • AGUILAR, José Roberto. Il paradiso: Aguilar / Haroldo de Campos. São Paulo: Subdistrito Comercial de Arte, 1989. , il. color.
  • AGUILAR, José Roberto. José Roberto Aguilar/Swami Antar Vigyan: tarot. São Paulo : Galeria de Arte São Paulo, 1984. il. p.b. color.
  • AGUILAR, José Roberto; CAMPOS, Haroldo de. Gigantomaquia Pictural. São Paulo: MASP, 1991. 12 p., il. color.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BIENAL. BRASIL SÉCULO XX. Curadoria de Nelson Aguilar. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 516 p., il. color.
  • DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986.
  • EXPRESSIONISMO no Brasil: heranças e afinidades. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1985. 128 p., il. p&b., color.
  • FIGURAÇÕES. 30 Anos na Arte Brasileira. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1998, 68 p., il. color.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LOUZADA, Júlio. Artes plásticas Brasil 1985: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984. v. 1.
  • MISTÉRIOS GOZOZOS à Moda de Ópera. São Paulo: Teatro Oficina Uzyna Uzona, [1994]. 1 programa do espetáculo realizado na Casa da Marquesa.
  • MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (SÃO PAULO, SP). Gigantomaquia Pictural : Aguilar/pinturas e Haroldo de Campos/texto. Fotografia Romulo Fialdini. São Paulo: MASP, 1991. , il. p&b color.
  • NOGUEIRA, Rosana Marçal do Valle (Coord.). FIGURAÇÕES : 30 Anos na Arte Brasileira. São Paulo: MAC, 1998. 68 p., il. color.
  • PALAVRA imágica. Curadoria Betty Leirner, Walter Silveira; fotografia Eide Feldon; introdução Ana Mae Barbosa; texto Lucia Santaella, Betty Leirner. São Paulo: MAC/USP, 1987. [58] p., il. p&b.
  • PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Tradução Florence Eleanor Irvin, John Knox. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.

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