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Cinema

Silvio de Abreu

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 22.02.2017
20.12.1942 Brasil / São Paulo / São Paulo
Sílvio Eduardo de Abreu (São Paulo, SP, 1942). Roteirista, cineasta, ator, dramaturgo e autor de telenovelas. Na década de 1960, interpreta pequenos papéis no teatro e na televisão. Escreve, dirige e coordena os teleteatros da TV Cultura, entre 1972 e 1976. No cinema, atua em Panca de Valente (1968) e A Superfêmea (1973). É assistente de direção...

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Biografia

Sílvio Eduardo de Abreu (São Paulo, SP, 1942). Roteirista, cineasta, ator, dramaturgo e autor de telenovelas. Na década de 1960, interpreta pequenos papéis no teatro e na televisão. Escreve, dirige e coordena os teleteatros da TV Cultura, entre 1972 e 1976. No cinema, atua em Panca de Valente (1968) e A Superfêmea (1973). É assistente de direção no filme O Marginal (1974), de Carlos Manga (1928), assume a realização da comédia Gente que Transa (1974) e participa ativamente do roteiro e pesquisa do documentário Assim Era a Atlântida (1975). Dirige no mesmo ano um dos três episódios do longa Cada um Dá o que Tem (1975), no qual também participam os diretores John Herbert (1929-2011) e Adriano Stuart (1944-2012). Em 1976, realiza os longas Elas São do Baralho e A Árvore dos Sexos.

Com o sucesso da telenovela Éramos Seis (1977), que escreve em conjunto com Rubens Ewald Filho (1945), é contratado pela Rede Globo, onde alcança grande repercussão com Guerra dos Sexos (1983), Cambalacho (1986), Sassaricando (1987), Rainha da Sucata (1980), A Próxima Vítima (1995), Torre de Babel (1998), Belíssima (2005) e Passione ( 2010), entre outras. Não se afasta totalmente do meio cinematográfico: Mulher Objeto (1980) é seu último filme, mas roteiriza No Natal a Gente Vem te Buscar (1982) e Boca do Lixo (2004), e atua em Helena (2003).

Análise

A carreira cinematográfica de Sílvio de Abreu desenvolve-se graças aos recursos financeiros obtidos nos trabalhos realizados na "boca do lixo", centro paulistano de produção das pornochanchadas. A despeito de personagens estereotipados (homossexual, garanhão, mulher fogosa, empregada gostosa) que caracterizam o gênero de modo geral, em seus filmes a nudez e o sexo não estão enxertados na trama para mera facilitação comercial das obras; ao contrário, são elementos essenciais para a constituição do entrecho dramático e reproduzem a convicção libertária da época sobre novas formas de comportamento sexual.

Suas comédias trazem uma marca: personagens sérios e sisudos (o diretor de um grande jornal, o gerente de uma corretora de valores, um futuro padre, uma professora beata) se transformam no contato com as tentações eróticas que lhes são oferecidas por personagens libertinos, que agem por interesse financeiro ou em nome do prazer e, até mesmo, por algum elemento fantástico, tal como uma árvore que libera a libido das mulheres em uma cidadezinha do interior. A forte proximidade com a chanchada e o vaudeville teatral é destaque de Elas São do Baralho (1976). Mulher Objeto (1980) assume o melodrama e busca o modelo de inspiração em Marnie (1964), filme de Alfred Hitchcock (1899-1980). Na tentativa de atingir o orgasmo, uma dona de casa com problemas sexuais fantasia relações com os homens que lhe atraem. Para isso precisa se libertar do machismo do marido e de seu próprio passado, que se desvenda pelo mergulho psicanalítico à maneira de uma investigação policial.

Predominam em sua obra o fascínio pela chanchada brasileira e a evocação do cinema clássico norte-americano. Com o esgotamento do filão erótico das pornochanchadas, é na dramaturgia das telenovelas que Sílvio de Abreu consegue avançar, de uma maneira enriquecedora para o veículo, suas relações com o cinema.

Obras 1

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Espetáculos 8

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Mostras audiovisuais 1

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Fontes de pesquisa 10

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  • AMORIM, Edgard Ribeiro de. O fascínio de Sílvio de Abreu. Revista d'Art, São Paulo, n. 2, 1998, p. 5-9.
  • CAETANO, Daniel. Sílvio de Abreu: entrevista. In Filme Cultura, Rio de Janeiro, n. 51, jul. 2010, p. 32-36.
  • FIOCHI, Marco Aurélio. O regente da orquestra. In Continuum Itaú Cultural, São Paulo, n. 11, jun. 2008, p. 14-19.
  • LEDESMA, Vilmar. Sílvio de Abreu: um homem de sorte. São Paulo: Cultura: Fundação Padre Anchieta: Imprensa Oficial, 2005.
  • MENDES, Oswaldo. O filme romântico de um artista da simplicidade. Folha de S.Paulo, 6 set. 1981, p. 38.
  • PADIGLIONE, Cristina. A guerra agora é outra. O Estado de S. Paulo, 13 mai. 2012, Caderno 2, p. D1 e D3.
  • Planilha enviada pelo pesquisador Edélcio Mostaço. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - A Alma Boa de Set-Tsuan - 1966. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Marat Sade - 1967. Não catalogado
  • VERGUEIRO, Maria Alice. Maria Alice Vergueiro. São Paulo: [s.n.], s.d. Entrevista concedida a Rosy Farias, pesquisadora da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Não Catalogado

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