Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Geni Marcondes

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 05.01.2015
05.05.1916 Brasil / São Paulo / Taubaté
30.01.2011 Brasil / São Paulo / Taubaté
Genny Marcondes Ferreira (Taubaté, SP, 1916 - idem 2011). Compositora e diretora musical. Solicitada pelas principais companhias dos anos 60, entre elas o Teatro de Arena e o Grupo Opinião, é responsável por trilhas e composições ímpares do período, tais como nas peças Revolução na América do Sul e Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come.

Texto

Abrir módulo

Biografia

Genny Marcondes Ferreira (Taubaté, SP, 1916 - idem 2011). Compositora e diretora musical. Solicitada pelas principais companhias dos anos 60, entre elas o Teatro de Arena e o Grupo Opinião, é responsável por trilhas e composições ímpares do período, tais como nas peças Revolução na América do Sul e Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come.

Forma-se em música em 1936 pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, e canto orfeônico, no Instituto Musical São Paulo, em 1941. Estuda composição e orquestração com Esther Scliar e Guerra Peixe. Toma aulas de harmonia funcional, contraponto e composição com Hans Joachim Koellreutter.

Em 1946, no programa Valores Novos do Brasil, apresenta a opereta de sua autoria, O Reino das Águas Claras, com versos de Monteiro Lobato (1882 - 1948), e é convidada por Fernando Tude de Souza, diretor da Rádio MEC, para criar e coordenar o setor infanto-juvenil da emissora. Cria o programa O Reino da Alegria, que fica no ar durante quase vinte anos, diariamente, com grupo de diretores e atores, entre eles Fernanda Montenegro e Magalhães Graça. De 1952 a 1960, é responsável pelo programa Música Viva na Rádio MEC. Na década de 60 produz o programa Música e Músicos do Brasil.

A partir de 1952, com a peça O Macaco da Vizinha, de Joaquim Manuel de Macedo, com direção de Alfredo Souto de Almeida, com produção d'O Tablado, inicia a carreira de compositora no teatro, cinema e televisão, que lhe vale a composição de cerca de 30 partituras. Faz e dirige orquestrações gravadas. Em 1957, com Esther Scliar, realiza a música e a direção musical de As Guerras do Alecrim e da Manjerona, de Antônio José da Silva, o Judeu, com direção de Gianni Ratto, para o Teatro Nacional de Comédia, TNC. Em 1958, compõe a música de Olho Mecânico, de A. C. Carvalho, dirigido por Benedito Corsi, numa produção da Companhia Tônia-Celi-Autran, CTCA.

Em 1960, assina a composição, a orquestração e a direção musical de Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, no Teatro de Arena. No mesmo ano, está na música de Cristo Proclamado, de Francisco Pereira da Silva, uma produção do Teatro dos Sete.

Em 1964, faz a direção musical de Opinião, de Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, show que aglutina as primeiras forças do teatro de resistência. No mesmo ano compõe a música tocada ao vivo em A Ópera dos Três Vinténs, musical de Bertolt Brecht e Kurt Weill, com direção de José Renato, que abre as portas do Teatro Ruth Escobar. Em 1966, assina também Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Ferreira Gullar e Vianinha, com direção de Gianni Ratto, para o Grupo Opinião. Novamente para o Opinião, realiza a colagem sonora de A Saída, Onde Fica a Saída, baseado em Frederick Cock, com direção de João das Neves, em 1967, com quem trabalha no ano seguinte, em Antígone, de Sófocles, e, novamente, em 1969, escrevendo a partitura de canções, frevos, quarteto operístico, para o musical Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos.

Em 1968, compõe e dirige a música ao vivo de Ralé, de Máximo Gorki, que inaugura o Teatro Novo, companhia e escola de dança e teatro sob a coordenação de Gianni Ratto; e assina a direção musical de Hair, de Ragni e Rado, na versão carioca, com direção de Ademar Guerra, em 1970. No Teatro Novo, cria um curso que mostra um panorama da música e das artes plásticas com sons e imagens.

Trabalha também como professora da Escolinha do Brasil, dos cursos de recreação da Pestalozzi, do Clube de Recreação Infantil, do Colégio Brasileiro de Almeida e da Escola Americana do Rio de Janeiro, onde desenvolve trabalhos de dramatização, música e poesia.

Espetáculos 27

Abrir módulo

Exposições 2

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 4

Abrir módulo
  • ALBUQUERQUE, Johana. Geni Marcondes (ficha curricular). In: __________. ENCICLOPËDIA do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material elaborado em projeto de pesquisa para Fundação Vitae. São Paulo, 2000.
  • BRANDÃO, Tania. A máquina de repetir e a fábrica de estrelas: Teatro dos Sete. Rio de Janeiro: 7Letras : Faperj, 2002. 792.09 T253b
  • EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculo: Antígona - 1969. Não catalogado
  • RUBIM, Pedro. Perdemos a precursora da multimídia. Jornal Contato. Vale do Paraíba, Ano 11, edição 489, 04 a 11 fev. 2011. p.12. Disponível em: http://www.jornalcontato.com.br/489/JC489.pdf. Acesso em: 05 jan. 2015.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: