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Teatro

João Siqueira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.06.2017
24.06.1941 Brasil / Santa Catarina / São Francisco do Sul
14.09.1998 Brasil / Paraná / Curitiba
João Siqueira (São Francisco do Sul, Santa Catarina, 1941 - Curitiba, Paraná, 1998). Diretor e autor. Ligado ao teatro popular e, mais tarde, ao teatro de rua, funda o Grupo Dia-a-Dia, para o qual escreve Maria e Seus Cinco Filhos.

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Biografia

João Siqueira (São Francisco do Sul, Santa Catarina, 1941 - Curitiba, Paraná, 1998). Diretor e autor. Ligado ao teatro popular e, mais tarde, ao teatro de rua, funda o Grupo Dia-a-Dia, para o qual escreve Maria e Seus Cinco Filhos.

Radicado no Rio de Janeiro, estuda no Conservatório Nacional de Teatro de 1963 a 1964. Em 1966, dirige grupo amador em Del Castilho. Dois anos depois, ingressa no grupo A Comunidade e realiza os primeiros espetáculos como ator. Em 1972, larga o emprego de escriturário e, optando pelo teatro, trabalha no Grupo Carreta, no qual começa a exercitar-se como autor, escrevendo Esse Menino Nasceu pra Ser Artista, D. Belinha, 1974; e Um Homem Sem Documentos Morreu Atropelado na Avenida, 1975. No ano seguinte, João Siqueira funda o Grupo Dia-a-Dia, no qual se firma como autor e diretor. Seus espetáculos, que pesquisam aspectos da vida do povo brasileiro, exigem longo tempo de preparação, cerca de um ano, e são elaborados com a participação de todo o grupo. Surgem Maria e Seus Cinco Filhos, 1977, em que ganha o Troféu Mambembe de melhor autor, e o Dia-a-Dia de Grupo/Movimento; Quanto Mais Gente Souber Melhor, dramaturgia premiada com o Golfinho de Ouro, e um dos cinco melhores espetáculos de 1979; e Pelo Buraco da Fechadura, 1981. Os espetáculos fazem temporada no Teatro Cacilda Becker (TCB), e, dali, iniciam apresentações em salas não comerciais como clubes, escolas e outros espaços alternativos da periferia e do interior dos Estados brasileiros.

Em 1979, ganha 1o lugar no concurso de dramaturgia do Inacen, por Honório dos Anjos e dos Diabos, texto para teatro de bonecos.

Em meados da década de 1980, o Dia-a-Dia perde integrantes e praticamente se desfaz. João pesquisa a linguagem dos artistas de rua - camelôs, repentistas, cuspidores de fogo. Monta em 1982, um auto de Natal, Terra, Trabalho e Liberdade, que é levado às praças públicas da cidade, patrocinado pela Rio-Arte. Reúne novo elenco e cria peças para o público das ruas. Em 1983, com roteiro de cenas e linguagem baseado em alegorias populares, A História de Jandira e Severino mambemba pela cidade e seus arredores e, ao mesmo tempo, realiza, dois dias por semana, apresentações no Largo do Machado. O espetáculo permanece desta forma "em cartaz", por vários anos, mas com dificuldade para encontrar patrocínio e pauta nos espaços comerciais.

Inicia, a partir de então, uma luta em prol do teatro independente e de uma política cultural que atenda aos interesses da comunidade. No entanto, João Siqueira não consegue profissionalizar seu grupo. Publica livro com três das suas obras e, ao falecer, em 1998, deixa inédito um texto escrito, com apoio do Programa de Bolsas do Rio-Arte, sobre o palhaço negro Benjamim de Oliveira.

Eventos relacionados 32

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Fontes de pesquisa 7

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  • HOMENAGEM ao dramaturgo João Siqueira. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, Caderno B. 29 ago. 1998.
  • LUIZ, Macksen. Filhos dos bons ensinamentos de Brecht. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 4 ago. 1978.
  • MARINHO, Flávio. O grito de Maria. Última Hora, Rio de Janeiro, 16 ago. 1978.
  • MICHALSKI, Yan. Dois cotidianos paralelos. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 30 set. 1977.
  • MICHALSKI, Yan. João Siqueira, artista independente (e pobre) por convicção. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 29 maio 1984. Caderno B.
  • PACHECO, Tânia. O desnudamento da trajetória e das contradições do teatro. O Globo, Rio de Janeiro, 28 ago. 1977.
  • Planilha enviada pela pesquisadora Rosyane Trotta. Não Catalogado

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