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Rodrigo Garcia Lopes

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
02.10.1965 Brasil / Paraná / Londrina
Rodrigo Garcia Lopes (Londrina PR 1965). Poeta, tradutor, compositor, editor, professor e jornalista. Graduado em jornalismo, volta-se para o estudo acadêmico da literatura e torna-se mestre, em 1992, pela Arizona State University, nos Estados Unidos, com dissertação sobre a narrativa do romancista norte-americano William S. Burroughs (1914 - 19...

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Biografia
Rodrigo Garcia Lopes (Londrina PR 1965). Poeta, tradutor, compositor, editor, professor e jornalista. Graduado em jornalismo, volta-se para o estudo acadêmico da literatura e torna-se mestre, em 1992, pela Arizona State University, nos Estados Unidos, com dissertação sobre a narrativa do romancista norte-americano William S. Burroughs (1914 - 1997). Com tese a respeito da obra da poeta norte-americana Laura Riding (1901 - 1991), recebe o título de doutor em Letras pela Universidade Federal de Santana Catarina - UFSC. Sua primeira coletânea de poemas, Solarium, é publicada em 1994 e reúne a sua poesia produzida na década anterior. Três anos depois edita Visibilia, seguido por Polivox, de 2001. Polivox é também o título do CD de canções e de poesia sonora que lança neste mesmo ano. Junto com os poetas Marcos Losnak (1964) e Ademir Assunção (1961) funda, em 2002, a revista Coyote, que publica poemas, fotografias, desenhos, traduções e outras produções artísticas. Atua também como tradutor, vertendo para o português obras de autores como os poetas norte-americanos Walt Whitman (1819 - 1892) e Sylvia Plath (1932 - 1963) e o poeta francês Arthur Rimbaud (1854 - 1891).  Editado em 2004, Nômada é seu livro de poemas mais recente.

Comentário Crítico
Uma das mais destacadas características da poesia escrita por Rodrigo Garcia Lopes é, sem dúvidas, a diversidade de formas e de estilos com a qual ela é construída. O poeta transita com igual naturalidade, por exemplo, entre a poesia visual, a tradição do haicai e o poema em prosa.

A crítica Maria Esther Maciel (1963) observa a este respeito que "Por conceber a poesia como um exercício de liberdade no plano da linguagem, o poeta explora os deslocamentos, contrações e expansões do poema na página (...)". No seu livro Nômada, de 2004, é possível ler poemas nos quais os elementos gráficos e tipográficos contribuem para a construção de sentido do texto: é o caso de "No arroio", no qual a palavra-verso "assombra" aparece destacada por meio de um sombreamento; além disto, outras palavras e outros versos são diferenciados por utilização de fontes e cores diversas.

Em Solarium, seu livro de estreia, Rodrigo Garcia Lopes flerta, em diversos momentos, com a tradição da poesia oriental, sobretudo do haicai. No poema "Nô", por exemplo, o autor procura a concisão e a brevidade da lírica japonesa, além de dispor as suas quatro estrofes ao lado de ideogramas. Nos versos, surge o recorrente tema da natureza abordado por um viés simbólico e misterioso: "estou satisfeita/ com esses pássaros/ que de noite/ bicam meu corpo".

As experimentações com o poema em prosa são um dos destaques de Nômada. Em "Cityscape", o prosaísmo aparece aliado à representação da contemporaneidade como um tempo desprovido de lirismo. Deste modo, o poeta trata de dessacralizar o gênero épico e as suas figuras, transpondo-os para um prosaico cenário contemporâneo: "Carros avançam em nossa direção: eis o épico contemporâneo. Ítaca na esquina, Odisseu o mendigo lendo um anúncio travado no chão".

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Rodrigo Garcia Lopes - Enciclopédia Itaú Cultural
A obra de Rodrigo Garcia Lopes é formada por livros, um CD no qual mescla música e poesia, além de sua atuação como jornalista, editando a revista de criação literária Coyote. “Me sinto transitando na área do texto criativo em suas várias formas, ou seja, tradução, ensaio, edição, trabalho editorial e também estou escrevendo uma novela a quatro mãos”, descreve. À frente da Coyote, que edita com Ademir Assunção e Marcos Losnak, Lopes dá vazão a uma produção que inclui prosa, poesia, quadrinhos e fotografia, de autores nacionais e estrangeiros. “Incluímos aquilo que gostaríamos de ler”, explica. Sobre a função do escritor, Lopes diz que ela se define por uma “vontade de mudar o mundo”: “O que talvez una a todos é o fato de que estão escrevendo dentro do mesmo contexto histórico mas, em termos de estilo, de formato, a gente vê todas as formas. O que vai sempre contar é o talento e o trabalho apaixonado.”

Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

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