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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Katie van Scherpenberg

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 25.05.2017
1940 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Os Botões de Rembrandt, 1985
Katie van Scherpenberg
Têmpera e óleo sobre tela
150,00 cm x 150,00 cm

Mildrid Catharina van Scherpenberg (São Paulo, São Paulo, 1940). Pintora, desenhista, gravadora e professora. Passa a infância na Inglaterra e vem com a família para o Brasil em 1946. Tem aulas de pintura com Catherina Baratelli, no Rio de Janeiro, entre 1958 e 1960. Em 1961, viaja para a Europa, faz curso na Academia de Belas Artes da Universid...

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Biografia

Mildrid Catharina van Scherpenberg (São Paulo, São Paulo, 1940). Pintora, desenhista, gravadora e professora. Passa a infância na Inglaterra e vem com a família para o Brasil em 1946. Tem aulas de pintura com Catherina Baratelli, no Rio de Janeiro, entre 1958 e 1960. Em 1961, viaja para a Europa, faz curso na Academia de Belas Artes da Universidade de Munique, na Alemanha. Em 1963, estuda com o pintor Oscar Kokoschka (1886 - 1980) em Salzburg, Áustria. Retorna para o Rio de Janeiro, e realiza curso de gravura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), entre 1966 e 1967. Em 1976, participa da fundação da Associação Brasileira de Artistas Plásticas Profissionais - Abapp.  Cria, em 1978, ao lado da poeta Geni Marcondes (1916), o Núcleo Experimental de Arte na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, no qual leciona até 1984. Começa a expor individualmente nos anos 1980. A convite do Instituto Nacional de Artes Plásticas, trabalha no projeto Melhoria de Materiais - análise de tinta a óleo, de 1982 até 1985, quando a pesquisa é publicada pela Funarte. De 1983 a 1989, leciona pintura no MAM/RJ, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage) e na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro. Realiza pinturas abstratas desde a década de 1980, utilizando materiais e pigmentos não convencionais, como óxido de ferro.

Análise

A obra de Katie van Scherpenberg, como nota o crítico de arte Fernando Cocchiarale, tem como base o seu amplo conhecimento dos materiais e das técnicas de pintura. Ao iniciar sua trajetória em um momento de crise dos meios tradicionais de expressão e de emergência da arte conceitual, a artista procura utilizar técnicas não usuais, como a têmpera.

No início da década de 1980, Scherpenberg começa a realizar trabalhos abstratos. Para Cocchiarale, a série Queda de Ícaro (1980/1981) é um marco em sua produção. É composta por uma seqüência de cinco telas brancas, nas quais é colocado, sempre à mesma altura, um pequeno relevo cilíndrico branco construído pela superposição de um pedaço de tela sobre o suporte. Em cada quadro, pinta uma barra negra horizontal em diferentes posições, em relação ao relevo. Nesses trabalhos o ponto de interesse não é a perspectiva, mas a exploração de questões pictóricas.

Em obras posteriores, como nas instalações Rio Vermelho (1983) e Caveat (1984), ela realiza experiências cromáticas, com pinturas pensadas para serem expostas em ambientes completamente vermelhos. Esses trabalhos aproximam-se, assim, de obras de Hélio Oiticica (1937-1980) e de Cildo Meireles (1948).

O método de trabalho utilizado pela artista inclui as modificações que os materiais sofrem, como a deterioração natural dos pigmentos orgânicos. Em intervenção que realiza nos jardins da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro, na mostra Território Ocupado, em 1986, leva em consideração o crescimento natural da vegetação para a obtenção do resultado final. Em 2000, em exposição realizada no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC-Niterói, mostra um conjunto de 50 pinturas da série Feuerbach e Eu, iniciada na década de 1990, e realiza uma intervenção pictórica na praia de Boa Viagem, adjacente ao museu, levando o espectador a refletir acerca das relações entre pintura e natureza.

Obras 6

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Kronos Nº 1

Têmpera sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Kronos Nº 6

Têmpera sobre tela
Reprodução Fotográfica Gabriel Henrique

Marcas

Têmpera e óleo sobre tela
Reprodução Fotográfica Paulo Scheuenstuhl

Sem Título

Acrílica sobre tela

Exposições 84

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Feiras de arte 2

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Fontes de pesquisa 23

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  • ARTISTAS brasileiros na 20ª Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. Não catalogada
  • BRASIL Reflexão 97 - A Arte Contemporânea da Gravura. Curadoria Uiara Bartira; fotografia Vilma Slomp; tradução Alberto de Paula Santos; apresentação Cassio Taniguchi, Margarita Pericás Sansone, Nilza K. Procopiak; texto Uiara Bartira, Maria Alice Milliet. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1997. [98] p. il. p. b. color.
  • BULCÃO, Athos. [Currículo]. Enviado pelo artista. Não catalogada
  • COSTA, Marcus de Lontra. Katie van Scherpenberg. Galeria: revista de arte, São Paulo: Area Editorial, n. 16, p. 110-113, 1989.
  • HERKENHOFF, Paulo. Katie van Scherpenberg: tornar visível. Módulo: arquitetura e arte, Rio de Janeiro: Avenir, n. 88, p. 40-44, 1985.
  • IMPRESSÕES itinerantes. Curadoria Reila Gracie. Belo Horizonte: Fundação Palácio das Artes, 1996.
  • O CLÁSSICO no contemporâneo. Curadoria Paulo Herkenhoff; fotografia Romulo Fialdini; tradução Vera Godoy Luisi. São Paulo: Paço das Artes, 1991. s. p. il.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • RIO: mistérios e fronteiras. Tradução Antonio Carioca. Rio de Janeiro: MAM, 1995. 55 p. il. , figs.
  • SALÃO ARTE PARÁ, 15., 1996, Belém. Décimo Quinto Salão Arte Pará: as marcas do nosso tempo. Curadoria Paulo Herkenhoff, Cláudio de La Rocque Leal e Mauro Bondi. Belém: Fundação Romulo Maiorana, 1996.
  • SALÃO PARANAENSE, 40., 1983, Curitiba, PR. 40º Salão Paranaense. Curitiba: Sala de Exposições do Teatro Guaíra, 1983.
  • SCHERPENBERG, Katie Van. Feuerbach e eu, na paisagem. Rio de Janeiro: MAC-Niterói, 2000. [46 p. ] il. color.
  • SCHERPENBERG, Katie Van. Katie van Scherpenberg. Brasília: Galeria Espaço Capital, 1988. il. color. , foto p. b.
  • SCHERPENBERG, Katie Van. Katie van Scherpenberg: Feuerbach e eu: obras de 1990 - 1995. Rio de Janeiro: Galeria Anna Maria Niemeyer, 1995. 1 il. color.
  • SCHERPENBERG, Katie Van. Obras recentes. Rio de Janeiro: Galeria Anna Maria Niemeyer, 1992.
  • SCHERPENBERG, Katie Van. Pinturas recentes. Texto Paulo Herkenhoff. Rio de Janeiro: Galeria Anna Maria Niemeyer, 1999. [12 p. ] il. color.
  • SCHERPENBERG, Katie Van. Scherpenberg pinturas e desenhos. Brasília: Espaço Capital Arte Contemporânea, 1986.
  • SCHERPENBERG, Katie van. Desenhando o tempo. Rio de Janeiro: Museu do Telephone-Telemar, 2000. [8 p. ] il. p. b. color.
  • SEIS artistas. Apresentação de Aracy A. Amaral. São Paulo: MAC/USP, 1985.
  • TERRITÓRIO ocupado. Curadoria Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1986.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.
  • ______. M. C. van Scherpenberg Khronos. São Paulo, 1981.

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