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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Lya Luft

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.12.2021
15.09.1938 Brasil / Rio Grande do Sul / Santa Cruz do Sul
30.12.2021 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Lya Fett Luft (Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, 1938 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2021). Romancista, cronista, ensaísta, poeta, tradutora. Além de transitar ao longo de sua produção por diferentes gêneros textuais, Sua atuação como professora universitária é importante na divulgação do ensino sobre literatura brasileira e contribui pa...

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Lya Fett Luft (Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, 1938 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2021). Romancista, cronista, ensaísta, poeta, tradutora. Além de transitar ao longo de sua produção por diferentes gêneros textuais, Sua atuação como professora universitária é importante na divulgação do ensino sobre literatura brasileira e contribui para a presença de importantes escritores de línguas anglo-saxônicas para o público do país.

Em 1958 muda-se para Porto Alegre e dois anos depois forma-se em pedagogia e em letras em 1962, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). No mesmo ano, é premiada no Concurso Estadual de Poesias do Instituto Estadual do Livro (IEL) com a antologia de poemas Canções de Limiar (1964). Em 1963 passa a publicar suas crônicas no jornal Correio do povo, de Porto Alegre, e inicia sua trajetória pela tradução, sendo responsável por traduzir importantes escritores do alemão para o português, tanto da literatura quanto de obras mais teóricas como é o caso da tradução de Lete: arte e crítica do esquecimento, do filólogo alemão Harald Weinrich (1927), pelo qual recebe prêmio da União Latina, em 2001. 

No final da década de 1960, passa a dar aulas de linguística na Faculdade Porto-Alegrense de Ciências e Letras. Gradua-se mestre em linguística pela PUC/RS em 1975 e doutora em literatura brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), três anos mais tarde. Após livros de poesias, passa a publicar prosa com Matéria do cotidiano, livro de contos lançado em 1978.

Sua estreia na ficção se dá com o romance As Parceiras, publicado em 1980, incentivada por seu editor Pedro Paulo Sena e mesmo ano que desliga-se do jornal Correio do Povo. No romance, a protagonista Anelise conta sua própria história. Em crise, decide viajar para uma antiga casa de veraneio de sua família onde, durante uma semana, reflete sobre sua vida e a história das demais mulheres de sua família, no que parece se constituir como uma genealogia de mulheres infelizes.

A temática se consolida ao longo de sua obra, que em geral contempla mulheres como personagens principais, aborda temas como problemas familiares, medo, culpa, loucura, morte e transgressões, como em seu livro seguinte, A asa esquerda do anjo (1981), que trata da história de uma mulher que vive em uma rígida família alemã no sul do Brasil, narrando suas relações familiares e seus conflitos. Mora no Rio de Janeiro entre 1985 e 1988, quando volta para a capital gaúcha e estabelece residência.

Torna-se conhecida em âmbito nacional com o sucesso do livro de ensaios Perdas e Ganhos (2003), quando ganha o Prêmio FCW de Cultura, da Fundação Conrado Wessel (FCW), e no ano seguinte passa a escrever para a coluna “Ponto de Vista”, da revista Veja.

Segue com sua produção na escrita e em 2013 recebe o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), na categoria de ficção, romance, teatro e conto, pela obra O Tigre na Sombra (2012).

Lya Luft contribui para diferentes áreas da produção e do conhecimento sobre literatura no Brasil, tanto em intensa produção literária, tendo a mulher, suas vivências e conflitos como protagonista, quanto na docência e na tradução.

Obras 24

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