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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Wakabayashi

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
01.05.1931 Japão / Honshu / Kobe
Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Sem Título, 1968
Wakabayashi
Óleo sobre tela, c.s.d.
92,50 cm x 73,50 cm

Kazuo Wakabayashi (Kobe, Japão 1931). Pintor. Em 1944, estuda na Escola Técnica de Hikone, em Shiga, Japão. Entre 1947 e 1950, freqüenta a Escola de Belas Artes e a Academia Niki, em Tóquio, e as aulas de desenho e pintura de Kanosuke Tamura. De volta a Kobe, prepara-se para ingressar na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Tóquio, porém ...

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Biografia
Kazuo Wakabayashi (Kobe, Japão 1931). Pintor. Em 1944, estuda na Escola Técnica de Hikone, em Shiga, Japão. Entre 1947 e 1950, freqüenta a Escola de Belas Artes e a Academia Niki, em Tóquio, e as aulas de desenho e pintura de Kanosuke Tamura. De volta a Kobe, prepara-se para ingressar na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Tóquio, porém abandona a arquitetura em 1950, voltando-se para a pintura. No ano seguinte, integra o grupo Babel, ao lado de Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1953, torna-se membro do grupo Seiki e publica álbum de pinturas e poesias e, em 1954, participa do Delta, além de ilustrar os jornais Shinko Shimbum e All Sports. Entre as décadas de 1940 e 1960, participa de salões japoneses recebendo prêmios em 1947, 1950, 1954 e 1959. Em 1961, transfere-se para São Paulo e torna-se membro do Grupo Seibi, apresentado por Manabu Mabe (1924 - 1997) e Tomie Ohtake (1913). Dois anos depois, recebe medalha de ouro tanto no 12º Salão Paulista de Arte Moderna como no 7º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos. É agraciado com o primeiro prêmio no Salão de Abril do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1966. Participa de diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1963 e 1967, quando é premiado. Em 1992, publica-se o livro Wakabayashi, com apresentação do crítico Jayme Mauricio, e, no ano seguinte, o Paço das Artes, em São Paulo, apresenta uma retrospectiva de sua obra.

Comentário Crítico
Quando Kazuo Wakabayashi chega ao Brasil, em 1961, já é um pintor maduro. Ele desenvolve uma obra abstrata de orientação informal, cuja principal característica é a pesquisa de técnicas, cores e materiais. Trabalha com contornos rigorosos e cores intensas, às vezes, experimentando multiplicar as formas enquanto caracteriza cada uma com alguma diferença em relação às demais, como em Contraponto, 1970, e Sem Título, 1966. Em diferentes obras, cria ritmos com relevos e texturas em superfícies monocromáticas, como em Vermelho, 1964, e Abstração, ca.1960. Em outras, ainda, estabelece relações entre formas e texturas diversas, como em Abstração Azul, 1968, e Abstração Amarela, s.d.

A partir do fim dos anos 1970, Wakabayashi se interessa mais pelo aspecto da textura e do relevo na pintura, muitas vezes optando por trabalhá-los de maneira quase uniforme em toda a superfície da tela, como em Composição em Amarelo, 1971 - na qual a atenção do espectador é conduzida por duas linhas amarelas que limitam verticalmente uma seção do quadro à direita -, ou restringindo textura e relevo dentro de uma superfície circular, como em Composição em Branco, 1983. Nessa obra, o artista parece raspar a tinta, criando uma linha que corta horizontalmente o círculo e revela um fundo avermelhado; logo abaixo dessa linha, uma seção do mesmo círculo não recebe a textura do restante da forma. Em Composição Abstrata, 1970, algo semelhante se dá, desta vez, no entanto, uma esfera é cortada verticalmente, revelando seu interior vermelho.

Wakabayashi desenvolve, num período posterior, trabalhos que remetem à tradição da gravura japonesa ukiyo-e, que trata principalmente de temas da natureza e figuras humanas, como também utiliza estampas de tecidos japoneses colados sobre as telas. Nessas obras, feitas de colagem e pintura, convivem as estampas apropriadas e a pintura que cria texturas, estas podendo se sobrepor ou justapor às primeiras, como em Insinuação em Negro, 1988, Sem Título, 1987, e Composição em Relevo, 1983. Alguns trabalhos ganham títulos que passam a remeter ao tema tratado - é o caso de Onda, 1987, e Mensagem do Mar, 1987.

Obras 19

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Abstração

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Azul

Óleo sobre tela

Exposições 219

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Fontes de pesquisa 16

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  • 3 gerações de artistas nipo-brasileiros. São Paulo: Galeria Arte Global, 1978. 24 p., il. p&b.
  • BENTO, Antonio. Expressões da arte brasileira. Tradução Richard Spock, Elaine E. Morisson. Rio de Janeiro: Spala, 1983.
  • EXPOSIÇÃO dos pintores nipo-brasileiros contemporâneos. Texto Susumu Miyao, Ichiro Hariu, Atushi Yamauchi, Fujio Tachibana; apresentação Hiroshi Saito, Michio Watanabe, Marcos Maciel. São Paulo: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, 1996. 120 p., il. color.
  • GALLAS, Alfredo G. (coord.). 100 obras Itaú. São Paulo: Itaugaleria, 1985. 210 p., il. color.
  • GESTO e expressão: o abstracionismo informal: nas coleções JP Morgan Chase e MAM. Texto Luiz Camillo Osorio, Maria Alice Milliet; curadoria Luiz Camillo Osorio, Maria Alice Milliet; versão em inglês Graham Howells, Izabel Murat Burbridge; fotografia Romulo Fialdini, Sérgio Guerini. São Paulo: MAM, 2004. 34 p., il. p&b color.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França (org.). São Paulo: visão dos nipo-brasileiros. Tradução Kiyomi Muramoto. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1998. 103 p.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França. Vida e arte dos japoneses no Brasil: 80 anos da imigração japonesa no Brasil. Apresentação Fujio Tachibana, Pietro Maria Bardi; comentário Tomoo Handa, Teiiti Suzuki; tradução Antonio Nojiki; fotografia Luiz S. Hossaka. São Paulo: MASP, 1988. 110 p., il. color.
  • MOSTRA do acervo. São Paulo: Sudameris Galleria, 1996. p.16. SPsuda 1996/m
  • NA arte da colônia japonesa no Brasil. São Paulo: MASP, 1988. 24 p., il. p&b.
  • OS GRANDES Mestres do Abstracionismo Brasileiro. São Paulo : Sociedade de Amigos dos Museu, 1984.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • SPINELLI, João J.; KO, Yvete (coord.). Arte nipo-brasileira: momentos. Curadoria João J. Spinelli; fotografia Hugo Lenzi; versão em inglês Maria Lucia Cavalcanti de Albuquerque Cumo; arte-finalização Isabel Xavier da Silveira. São Paulo: Takano, 2001. 65 p., il. color.
  • WAKABAYASHI. Wakabayashi. Comentário Jayme Maurício; fotografia Romulo Fialdini. Rio de Janeiro: Salamandra, 1992. 143 p., il. color., foto.
  • WAKABAYASHI. Wakabayashi. São Paulo : Galeria Ipanema, 1975. il. p.b.
  • WAKABAYASHI. Wakabayashi: 70 anos. Apresentação Emanoel Araújo; fotografia Celso Oliveira; texto Jorge Amado; depoimento Wakabayashi; comentário Walter Zanini, Jayme Maurício. São Paulo: A Galeria, 2001. 30 p., il. color.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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