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Teatro

Marco Antonio Braz

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
1966 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Marco Antonio Braz (Rio de Janeiro RJ 1966). Diretor. Encenador que se projeta nos anos 1990 por suas montagens da obra de Nelson Rodrigues, é fundador e líder do grupo Círculo de Comediantes.

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Biografia

Marco Antonio Braz (Rio de Janeiro RJ 1966). Diretor. Encenador que se projeta nos anos 1990 por suas montagens da obra de Nelson Rodrigues, é fundador e líder do grupo Círculo de Comediantes.

Em 1990, monta O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, como espetáculo de formatura na Universidade do Rio de Janeiro, Uni-Rio. Integra o Centro de Pesquisa Teatral - CPT, de Antunes Filho, em São Paulo, fazendo assistência de direção do encenador em Trono de Sangue, em 1993. Em 1995, encena Como Se Come Um Homem, de Slawomir Mrozek, no Rio de Janeiro. Também em 1995, chama a atenção com a montagem de Perdoa-me por Me Traíres, destacando Flavia Pucci no papel de Tio Raul e consolidando o núcleo do Círculo de Comediantes, a partir da parceria com o ator Maurício Marques. Retorna a Nelson Rodrigues em 1996, com a montagem de Viúva, porém Honesta. No ano seguinte, monta Arturo Ui, de Bertolt Brecht, e Antônio Móra Recebe Fernando Pessoa, de autoria dele próprio com Maurício Marques. Em 1998 encena O Anti-Shakespeare, criação coletiva com formandos do Indac, e A Cruzada das Crianças, de Marcel Schwob. Em 1999, mais uma peça de Nelson Rodrigues, Bonitinha, mas Ordinária. Seguindo com Nelson, encena Valsa nº 6 e Boca de Ouro, ambas em 2002, novas incursões na dramaturgia do autor carioca. Sobre Valsa nº 6, comenta o crítico Alberto Guzik: "O trabalho de Rejane Arruda foi muito bem dirigido por Marco Antonio Braz, em trabalho integrante do projeto Nelson 90 Anos, com que o grupo Círculo dos Comediantes festeja o nascimento do dramaturgo. Braz construiu toda a sua direção ao redor da atriz. Evitou quaisquer efeitos que desviassem a atenção de seu desempenho. A cenografia despojada de Telumi Helen, que sugere um misto de caixão e piano, e a luz sensível e eficiente de Celso Marques contribuem com a direção no sentido de fechar o foco ao redor de Rejane Arruda. A equipe agiu acertadamente. A força deste espetáculo está no desempenho de uma atriz que se atira ao papel com a fúria de uma guerreira e a doçura de uma menina". Quanto a O Beijo no Asfalto, o mesmo crítico analisa: "Braz vem trabalhando já há vários anos com textos de Nelson Rodrigues. E O Beijo no Asfalto indica amadurecimento do encenador. A estética do espetáculo não está distante da que adotou em outras montagens rodriguianas, entre elas Perdoa-me por me Traíres e Bonitinha, mas Ordinária. Neste Beijo, tudo tende à exacerbação expressionista, elementos realistas misturam-se a artifícios teatralistas, as personagens são compostas mais por máscaras arquetípicas do que por expressões humanas. No entanto, ao contrário do que ocorria em produções anteriores do Círculo, a química que se estabelece entre esses excessos não soa desmedida ou forçada. As contradições se encaixam, intensificando o jogo cênico e sublinhando a denúncia da intolerância urdida por Nelson Rodrigues".1

Notas

1. GUZIK, Alberto. Uma fascinante versão do monólogo 'Valsa nº 6'. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 27 jul. 2002.

2. GUZIK, Alberto. 'Beijo no Asfalto' é jogo cênico intenso. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 5  jul. 2002. Caderno 2, p. 3.

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Fontes de pesquisa 8

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  • ALBUQUERQUE, Johana. Marco Antonio Braz (ficha curricular) In: ___________. ENCICLOPÉDIA do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material elaborado em projeto de pesquisa para a Fundação VITAE. São Paulo, 2000.
  • CENAPAULISTANA. São Paulo. Disponível em: < http://www.cenapaulistana.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1779:as-filhas-da-mae>. Acesso em :20 de junho de 2011. Não catalogado
  • GUZIK, Alberto. 'Beijo no Asfalto' é jogo cênico intenso. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 5 jul. 2002. Caderno 2, p. 3.
  • NESPOLI, Beth. 'Boca de Ouro' estréia amanhã no Rio. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 17 jul. 1997. Caderno 2, p. 4.
  • Programa do Espetáculo - A Alma Boa de Set Suan - 2008. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Abajur Lilás - 2007. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - After Darwin - 2007. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Amor de Servidão - 2008. Não Catalogado

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