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Teatro

Henrique Pongetti

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 03.04.2017
18.01.1898 Brasil / Minas Gerais / Juiz de Fora
09.09.1979 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Henrique Pongetti (Juiz de Fora, Minas Gerais, 1898 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1979). Autor. Comediógrafo prestigiado, conhecido pelas várias obras comercialmente bem-sucedidas, encenado por Raul Roulien, Renato Viana (1894 - 1953), Ziembinski (1908 - 1978) e Eugênio Kusnet (1898 - 1975), entre outros.

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Biografia

Henrique Pongetti (Juiz de Fora, Minas Gerais, 1898 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1979). Autor. Comediógrafo prestigiado, conhecido pelas várias obras comercialmente bem-sucedidas, encenado por Raul Roulien, Renato Viana (1894 - 1953), Ziembinski (1908 - 1978) e Eugênio Kusnet (1898 - 1975), entre outros.

Mineiro de nascimento, transfere-se para Petrópolis na infância. Ainda adolescente, inicia-se no jornalismo escrevendo crônicas na Tribuna de Petrópolis. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1921, trabalhando na editora O Norte, propriedade de seu pai. Lança, então, Pan sem Flauta, um livro de crônicas, obtendo reconhecimento no meio intelectual. Em anos subseqüentes trabalha em revistas ilustradas, como Mundo Ilustrado, Radiolândia, Rio, dirigindo, por muito tempo, a revista Manchete, da qual é um de seus fundadores.

Sua primeira peça - A Noite Mil e Dois - é encenada pela Companhia Ra-ta-plan. Em 1935, o Teatro Escola, de Renato Viana, coloca em cena seu texto História de Carlitos, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1938, Raul Roulien, dando continuidade a seu "teatro cinematográfico", encena Malibu, um original de Henrique Pongetti, alguns quadros sobre a vida íntima de Hollywood.

Segue-se Amanhã, Se Não Chover, sobre um tema pouquíssimo brasileiro: no começo do século, num obscuro país, um revolucionário prepara uma bomba para um atentado político que, efetivamente, não chega a ocorrer. A situação é tratada em tom de comédia leve e destinada ao puro divertimento. É, em 1950, uma das peças que, sob a direção Ziembinski, revela o talento de Tônia Carrero (1922), tornando-se um fenômeno de bilheteria e rendendo-lhe a consagração definitiva. Na mesma linha seguem-se Manequim, ambientada numa casa de modas, e Society em Baby Doll, de estrutura próxima da comédia de costumes, mas temperada com os ingredientes do escândalo levemente moralista. Em 1952, Eugênio Kusnet dirige Maria Della Costa (1926 - 2015) em Manequim, de Henrique Pongetti, pretexto para a estrela trocar de roupa inúmeras vezes e desfilar à frente de sua companhia, enfurecendo os jovens modernos.

Em plena ditadura de Getúlio Vargas, Pongetti dirige o Teatro Trianon, onde encena Tibério, satirizando os regimes autoritários, e Sem Coração, um musical despretensioso. Funda, a seguir, uma companhia de micro-revistas denominada Novíssima, associado a Francisco Pepe. No Palácio do Catete, a pedido de D. Darcy Vargas, mulher do ditador, encena o espetáculo Joujoux e Balangandans, evento que reúne 300 integrantes da alta sociedade carioca.

Ziembinski volta a encená-lo em 1962, junto ao Teatro Nacional de Comédia (TNC), com Zefa entre os Homens; e depois em 1966, em Orquídeas para Cláudia, uma nova versão de Manequim, numa produção de Oscar Ornstein.

Espetáculos 36

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Fontes de pesquisa 7

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  • BARBOSA, Neusa. Fernanda Montenegro: A Defesa do Mistério. Disponível em : < http://aplauso.imprensaoficial.com.br/edicoes/12.0.813.613/12.0.813.613.txt >. Acesso em: 22 de julho de 2011. Não catalogado
  • GUERINI, Elaine. Nicette Bruno & Paulo Goulart: tudo em família. São Paulo: Cultura - Fundação Padre Anchieta: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 256 p. (Aplauso Perfil). 792.092 G932n
  • MAGALDI, Sábato. Panorama do Teatro Brasileiro. Rio de Janeiro. MEC-DAC-FUNARTE: reimpressão de 1962.
  • MAGALDI, Sábato; VARGAS, Maria Thereza. Cem anos de teatro em São Paulo (1875-1974). São Paulo: Senac, 2000.
  • PRADO, Décio de Almeida. Apresentação do Teatro Brasileiro Moderno. São Paulo: Perspectiva: 1996.
  • Programa do Espetáculo -Investigação da Classe Dominante - 1981. Não catalogado

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