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Teatro

Ney Madeira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.09.2016
25.04.1965 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Ney Madeira Gonçalves (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1965). Figurinista, cenógrafo. Destacando-se no teatro infantil e em montagens de textos clássicos, em que recria o conceito de figurino de época, Ney Madeira pesquisa a mistura de materiais, tendo a marca da teatralidade em seu trabalho.

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Biografia
Ney Madeira Gonçalves (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1965). Figurinista, cenógrafo. Destacando-se no teatro infantil e em montagens de textos clássicos, em que recria o conceito de figurino de época, Ney Madeira pesquisa a mistura de materiais, tendo a marca da teatralidade em seu trabalho.

Em 1988, forma-se pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF). Em 1989, faz sua iniciação no teatro, em Rodrigueanas e, na sequência, concebe o figurino de Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues (1912-1980), ambos sob a direção de Alice Carvalho. Em 1990, no espetáculo Bodas de Sangue, de Federico García Lorca (1898-1936), é o figurinista na direção de Renato Icarahy.

Em 1992, destaca-se pelo figurino de O Burguês Fidalgo, de Molière (1622-1673), direção Marcos Voguel, pelo Centro de Demolição e Construção do Espetáculo (CDCE), onde volta a trabalhar, no ano seguinte, em Turandot, de Bertolt Brecht (1898-1956), dirigido por Aderbal Freire-Filho (1941), e Tartufo, também de Molière, na encenação da Companhia Instável de Humor, pelo qual recebe o Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem. Em 1993, assina os figurinos de Pianíssimo, de Tim Rescala (1961), por Karen Acioly (1960), misturando flores e borboletas de chitão a sedas. A crítica Lúcia Cerrone o considera "um mestre da delicada inventividade com os mais diversos materiais".1 Seguem-se, entre outros: Os Amantes do Metrô, de Jean Tardieu, sob a direção de Renato Icarahy, A Cor Del'Arte, de Tomas Bakk, encenação de Márcia Duvalle, e A Casa de Prostituição de Anais Nin, de Francisco Azevedo, dirigido por Ticiana Studart, todas de 1994; As Armas e o Homem de Chokollate - A Mais Búlgara das Operetas, de Bernard Shaw (1856-1950), direção de Cláudio Torres Gonzaga, e O Samba Valente de Assis, de Zé Trindade Neto, na concepção de Flávio de Lira, ambas em 1995; As Malandragens de Scapino, de Molière, direção de João Bethencourt (1924-2006), em 1996; O Herói do Mundo Ocidental, de John Millington Synge (1871-1909), dirigido por José Renato (1926-2011)Vermelhos Balões Vermelhos, de Eduardo Pavlowski, por Marcus Alvisi (1924), e Coração na Boca, de Francisco Azevedo, numa direção de Ticiana Studart, em 1997. Neste ano, recebe o Prêmio Mambembe de Teatro Infantil pelos figurinos de Tuhu, o Menino Villa Lobos, de Karen Acioly, e de Quem Segura Esse Bebê, de Fátima Valença, em que assina também o cenário. A crítica de teatro infantil do Jornal do Brasil considera que o musical biográfico sobre Villa Lobos se enriquece com os "belíssimos figurinos de Ney Madeira, assinando um de seus melhores trabalhos dos últimos tempos".2

Em 1998, é novamente premiado pelo trabalho em teatro infantil, recebendo o Prêmio Coca-Cola por Viva o Zé Pereira, de Karen Acioly. Assina figurinos e cenário, em parceria com Lidia Kosovski (1956), de O Julgamento, de Daniel Herz. Em 1999, trabalha em O Avarento, de Molière, direção de João Bethencourt; em Dolores, de Douglas Dwight e Fátima Valença, musical encenado por Antonio De Bonis; e em Carmem, de Augusto Boal (1931-2009), em que assina também o cenário, novamente em parceria com Lídia Kosovski. Em 2000, cria os figurinos de Úteros em Fúria, de Cláudio Paiva e Elisa Palatinik, tendo Bernardo Jablonski como diretor, e O Avarento, de Molière, com direção de Amir Haddad (1937). Em 2002, trabalha em Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) e Ferreira Gullar (1930), por Antônio Pedro Borges (1940), dando por meio dos figurinos uma interpretação crítica aos personagens.

Ney Madeira inicia suas atividades como docente em 1999, no curso profissionalizante para ator da Universidade Estácio de Sá, ministrando a disciplina Caracterização Cênica.

Notas
1 CERRONE, Lúcia. Um alegre passeio ao século 13. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 13 nov. 1993.
2 CERRONE, Lúcia. Humor em biografia musical. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 07  jun. 1997.

Espetáculos 223

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Fontes de pesquisa 7

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  • GUIADASEMANA. Disponível em: < http://www.guiadasemana.com.br/Rio_de_Janeiro/Artes_e_Teatro/Evento/Dispare.aspx?id=80644>. Acesso em :7 de julho de 2011. Não catalogado
  • LUIZ, Macksen. Agradável encenação de um clássico. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 22 out. 1999.
  • LUIZ, Macksen. O Brasil que o bicho não pega. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 15 jan. 2002.
  • MADEIRA, Ney. Currículo enviado pelo figurinista.
  • Planilha enviada pelo pesquisador Márcio Freitas. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Besouro Cordão de Ouro - 2006. Não catalogado
  • Programa do espetáculo - A Pane - 2005. Não catalogado

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